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Deputado do PT questiona local da prisão de Braga Netto: “central de conspiração”

De acordo com ele, as informações serão do ponto de vista administrativo da detenção, já que Braga Netto é um militar de quatro estrelas em meio a autoridades com patentes inferiores

Gazeta do Povo

17 de dezembro de 2024

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Deputado do PT questiona local da prisão de Braga Netto: “central de conspiração”

De acordo com ele, as informações serão do ponto de vista administrativo da detenção, já que Braga Netto é um militar de quatro estrelas em meio a autoridades com patentes inferiores

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17 de dezembro de 2024

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O deputado federal Lindebrgh Farias (PT-RJ), futuro líder do PT na Câmara dos Deputados em 2025, pedirá informações ao Ministério da Defesa sobre as condições do local em que o general Walter Braga Netto está preso desde o último sábado (14). O requerimento, no entanto, não será sobre a estrutura em si, na 1ª Divisão do Exército no Rio de Janeiro.

De acordo com ele, as informações serão do ponto de vista administrativo da detenção, já que Braga Netto é um militar de quatro estrelas em meio a autoridades com patentes inferiores. Essa hierarquia, diz, pode influenciar na relação dele com os demais militares.

“Ele não pode ter contatos com outras pessoas, com investigados. O Braga Netto fazia política o tempo inteiro. […] Aquilo [a Vila Militar, onde está localizado o quartel] não pode virar uma conspiração contra a democracia brasileira”, disse o deputado.

Lindbergh Farias afirma entender o que diz a legislação sobre a prisão de militares, mas questiona que Braga Netto foi detido em um local que pode ter contato com outros militares, embora a decisão do ministro Alexandre de Moraes permita o acesso apenas de advogados.

“Até porque ele tem uma autoridade muito grande ali, ele foi o comandante do Comando Militar do Leste. Ele é um general quatro estrelas, e o atual comandante é um general três estrelas. Tem que se ter cuidado, senão ali ele fica recebendo todo mundo”, emendou o deputado.

Farias ainda lembrou o que ocorreu com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que recebia visitas de outros militares e do pai, Lourena Cid, quando esteve preso em Brasília. Segundo a Polícia Federal, Braga Netto teria tentado conseguir informações da colaboração premiada através do pai de Cid, o que levou à prisão por tentativa de interferir nas investigações.

A Gazeta do Povo procurou o Exército e o advogado de Braga Neto para explicarem as condições da prisão de Braga Netto e aguarda retorno.

Créditos: Gazeta do Povo

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