Economia

Previsão de inflação estabiliza em 2025, mas ainda acima do teto da meta

O boletim desta segunda (3) aponta uma previsão próxima de uma estabilização, mas ainda com aumento da expectativa há 16 semanas e acima do teto da meta de 4,5%

Gazeta do Povo

3 de fevereiro de 2025

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Economia

Previsão de inflação estabiliza em 2025, mas ainda acima do teto da meta

O boletim desta segunda (3) aponta uma previsão próxima de uma estabilização, mas ainda com aumento da expectativa há 16 semanas e acima do teto da meta de 4,5%

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Os analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Relatório Focus, do Banco Central, estimam que a inflação termine o ano de 2025 em 5,51%, apenas 0,01 ponto percentual na comparação com o estimado na semana passada. O boletim desta segunda (3) aponta uma previsão próxima de uma estabilização, mas ainda com aumento da expectativa há 16 semanas e acima do teto da meta de 4,5%.

Com isso, a estimativa de inflação para os próximos anos também teve uma leve alterada e passou para (veja na íntegra):

  • 2026: de 4,22% para 4,28%;
  • 2027: mantém em 3,9%;
  • 2028: de 3,73% para 3,74%.

Essa leve estabilização da previsão, no entanto, pode ser afetada pelo reajuste dos combustíveis ocorrido neste final de semana com o aumento do ICMS dos estados e do preço do diesel para as distribuidoras. Este é um dos itens que mais pesam na análise do índice.

Por outro lado, a manutenção da bandeira tarifária verde das contas de luz em fevereiro pode segurar um pouco o avanço da inflação. E, ainda, a elevação da taxa básica de juros a 13,25%, que é o “remédio” utilizado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para segurar o avanço do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Por outro lado, os analistas ouvidos pelo Banco Central nesta semana mantiveram as previsões para os demais índices analisados para este ano:

  • PIB: 2,06%;
  • Câmbio do dólar: R$ 6;
  • Selic: 15%.

Ou seja, além da elevação da Selic na semana passada pelo Copom, há a expectativa de novos aumentos nas próximas reuniões, alcançando o pico de 15% em junho.

Há, ainda, a expectativa de como os anúncios recentes do presidente norte-americano Donald Trump contra outros países vão afetar a economia mundial. Na última semana, entraram na mira dele o México, o Canadá e a China.

Há a expectativa de que medidas contra a União Europeia sejam adotadas, e ainda uma atenção maior aos países do Brics, que ele já sinalizou uma reação.

Créditos: Gazeta do Povo

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