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Economia
Lula e Alckmin silenciam sobre taxação de aço brasileiro por Trump
Havia a expectativa de que ele comentaria a sinalização brasileira de não recorrer a esse mecanismo neste momento durante um evento voltado à indústria na manhã desta quarta (12), no Palácio do Planalto
Gazeta do Povo
12 de fevereiro de 2025
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Lula e Alckmin silenciam sobre taxação de aço brasileiro por Trump
Havia a expectativa de que ele comentaria a sinalização brasileira de não recorrer a esse mecanismo neste momento durante um evento voltado à indústria na manhã desta quarta (12), no Palácio do Planalto
Gazeta do Povo
12 de fevereiro de 2025
Um dia depois do governo sinalizar que não retaliará os Estados Unidos pela decisão de Donald Trump de taxar o aço brasileiro em 25%, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) silenciaram e não se pronunciaram sobre a posição do Brasil no tarifaço. Alckmin é também ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Na semana passada, quando questionado sobre a possibilidade das exportações brasileiras para os Estados Unidos sofrerem alguma taxação, Lula afirmou que o Brasil poderia recorrer ao mecanismo da reciprocidade em até 35%, o que é permitido pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
Havia a expectativa de que ele comentaria a sinalização brasileira de não recorrer a esse mecanismo neste momento durante um evento voltado à indústria na manhã desta quarta (12), no Palácio do Planalto. No entanto, ele sequer discursou e não comentou sobre a decisão de Trump nem mesmo na entrevista concedida mais cedo a uma rádio do Amapá, estado que visitará na quinta (13) com o novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A sinalização de que não haverá retaliação aos Estados Unidos neste momento foi dada pelo ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) na terça (11), em que disse que “o Brasil não estimula e não entrará em nenhuma guerra comercial. Sempre seremos favoráveis a que se fortaleça, cada vez mais, o livre comércio”.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que é também ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, seguiu na mesma linha e afirmou que o governo aguardará o desenrolar da implantação da taxação e negociações.
“A nossa disposição é sempre a de colaboração, parceria em benefício das nossas populações. Nós acreditamos muito no diálogo”, disse na segunda (10). Também havia a expectativa de que ele comentaria a taxação na cerimônia desta quarta (12), mas adotou a posição de Lula e não se pronunciou.
Trump oficializou uma tarifa de 25% às importações de aço e de alumínio que entrará em vigor no dia 12 de março. Em 2024, o país exportou US$ 11,9 bilhões em ferro fundido, ferro e aço, dos quais US$ 5,7 bilhões – 48% do total – foram para o mercado norte-americano.
A cerimônia desta quarta (12) da chamada Nova Indústria Brasil marcou o anúncio das metas da Missão 6, uma iniciativa voltada ao fortalecimento de tecnologias estratégicas para a soberania e defesa nacional. O plano prevê investimentos de R$ 112,9 bilhões, sendo R$ 79,8 bilhões de recursos públicos e R$ 33,1 bilhões do setor privado, com foco em áreas como satélites, radares e foguetes.
No ano passado, diz o governo, as exportações de produtos de defesa tiveram um crescimento de 22% na comparação com 2023, chegando a US$ 1,8 bilhão. Os investimentos públicos incluem R$ 31,4 bilhões do PAC Defesa para projetos como os caças Gripen, o cargueiro KC-390, viaturas blindadas, fragatas e submarinos.
No setor privado, R$ 23,7 bilhões serão aplicados em aeroespacial e defesa, R$ 8,6 bilhões no setor nuclear e R$ 787 milhões em segurança.
A Missão 6 tem como prioridade fortalecer três cadeias produtivas: satélites, veículos lançadores e radares, setores estratégicos para geração de exportações de alta tecnologia e empregos qualificados. O objetivo é elevar o domínio das chamadas tecnologias críticas para a defesa, passando dos atuais 42,7% para 55% até 2026 e 75% até 2033. Essas tecnologias são definidas a partir de 39 projetos estratégicos dos ministérios da Defesa, Ciência e Tecnologia, da Finep e da Agência Espacial Brasileira.
No contexto mais amplo, a indústria nacional já soma R$ 3,4 trilhões em investimentos públicos e privados, sendo R$ 1,1 trilhão do governo e R$ 2,24 trilhões do setor produtivo, incluindo iniciativas do Novo PAC e do Plano de Transformação Ecológica.
Créditos: Gazeta do Povo
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