Notícias Brasil

Lula diz que big techs usam desinformação para “desestabilizar nações inteiras”

As críticas foram feitas durante a abertura da primeira reunião de sherpas (representantes) dos países integrantes do Brics, que o Brasil preside neste ano, no Palácio Itamaraty, em Brasília

Gazeta do Povo

26 de fevereiro de 2025

Facebook
WhatsApp
Telegram

Notícias Brasil

Lula diz que big techs usam desinformação para “desestabilizar nações inteiras”

As críticas foram feitas durante a abertura da primeira reunião de sherpas (representantes) dos países integrantes do Brics, que o Brasil preside neste ano, no Palácio Itamaraty, em Brasília

Gazeta do Povo

26 de fevereiro de 2025

WhatsApp
Facebook

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atacou as grandes corporações de tecnologia – conhecidas como “big techs” – nesta quarta (26) afirmando que elas supostamente usam desinformação para “silenciar e desestabilizar nações inteiras”, e que o domínio da inteligência artificial não pode deixar os países do Sul Global à margem dela.

As críticas foram feitas durante a abertura da primeira reunião de sherpas (representantes) dos países integrantes do Brics, que o Brasil preside neste ano, no Palácio Itamaraty, em Brasília.

“A inteligência artificial traz desafios éticos, sociais e econômicos. Essa tecnologia não pode se tornar monopólio de poucos países e poucas empresas. Grandes corporações não têm o direito de silenciar e desestabilizar nações inteiras com desinformação”, disparou Lula no discurso de abertura dos trabalhos.

Lula afirmou que o grupo do Brics precisa “tomar para si” a tarefa de recolocar no centro dos debates para construir uma “governança justa e equitativa” da tecnologia “sob o amparo das Nações Unidas”, como uma defesa para que a inteligência artificial não fique restrita a apenas alguns países e corporações.

“Não podemos permitir que a distribuição desigual dessa tecnologia deixe os países do Sul Global à margem”, emendou.

Ainda durante o discurso e nesta mesma toada, Lula defendeu que a presidência brasileira do Brics reforçará a defesa por um “mundo multipolar” e de relações “menos assimétricas” entre os países, com uma reforma da governança principalmente da ONU e do Conselho de Segurança. Este é um objetivo que o presidente tenta desde o início deste terceiro mandato, e que não conseguiu fazer avançar durante a presidência rotativa do órgão em outubro de 2023.

Em outro ponto do discurso, Lula criticou o que chama de “escalada protecionista do comércio e investimentos”, em referência à imposição de sobretaxas dos Estados Unidos a outros países, mas sem citar nominalmente. A crítica se tornou comum em falas dele.

“Reforça a importância de medidas que busquem superar os entraves à nossa integração econômica”, pontuou. O grupo do Brics é um dos alvos de Trump.

Lula retomou a defesa pela criação de novas opções de pagamentos “voluntárias, acessíveis, transparentes e seguras” para “reduzir vulnerabilidades e custos. No passado, ele chegou a defender publicamente a substituição do dólar por outras moedas nas transações comerciais entre países, mas foi ameaçado por uma sobretaxação por Trump.

“Precisamos de soluções que diversifiquem e agreguem valor à produção de países em desenvolvimento”, pontuou.

Lula também defendeu o fortalecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) após a saída dos Estados Unidos e da Argentina, afirmando que supostamente houve uma tentativa de sabotagem dos trabalhos que pode levar a “graves consequências” principalmente em relação a novas pandemias globais.

Ele ainda enalteceu o acordo feito entre o Brasil e a China para o “clube da paz” que busca uma solução para a guerra da Rússia contra a Ucrânia, que não avançou em uma proposta eficaz, e afirmou que o conflito em Gaza “só será resolvido com o envolvimento dos países da região”.

O presidente ainda defendeu a necessidade de avançar nas discussões para o enfrentamento à crise climática durante a COP 30 de Belém, em novembro, e que o grupo do Brics tem a “força política necessária” para cumprir os objetivos.

“Estou convicto de que o Brics seguirá sendo o motor de mudanças positivas para as nossas nações e para o mundo”, concluiu.

Os temas prioritários para a presidência brasileira incluem a cooperação em saúde global, mudança do clima, comércio, investimento e finanças, governança da inteligência artificial e desenvolvimento institucional do Brics. A Cúpula de Líderes está marcada para os dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro.

Créditos: Gazeta do Povo
Foto: reprodução/Canal Gov

Últimas Notícias

Associações de magistrados rebatem declaração de Dino sobre o Judiciário

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

Cármen Lúcia lamenta descrença nas instituições em meio à crise no STF

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

Lula tenta se distanciar de crise com Moraes e diz que não o indicou à Corte

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

Siga nos

Leia também

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

A manifestação foi uma reação à sessão extraordinária que terminou sem uma definição sobre investigar ou não o ministro Alexandre de Moraes

Em outra postagem Lula escolheu a imagem de um cemitério durante a pandemia e em outra, uma fila de pessoas em uma agência de emprego, com duas fotografias de Bolsonaro para vincular os assuntos

Segundo informações da agência EFE, a missão avaliou a situação dos direitos humanos no país desde a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Ele foi substituído pela ditadora interina Delcy Rodríguez, aliada do governo Donald Trump

No início do mês, Milei anunciou sanções a empresas que explorarem recursos naturais nas Ilhas Malvinas, além da construção de uma base naval integrada na província da Terra do Fogo para aumentar a pressão militar de Buenos Aires nessa disputa

Rolar para cima

Inscrição feita com sucesso!