Economia

Brasileiros cortam alimentos e custos por causa da inflação alta, revela pesquisa

Essa é a constatação de uma pesquisa realizada pelo Datafolha e publicada nesta segunda (14), que mostra como o aumento dos preços está impactando diretamente o dia a dia das famílias

Gazeta do Povo

14 de abril de 2025

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Brasileiros cortam alimentos e custos por causa da inflação alta, revela pesquisa

Essa é a constatação de uma pesquisa realizada pelo Datafolha e publicada nesta segunda (14), que mostra como o aumento dos preços está impactando diretamente o dia a dia das famílias

Gazeta do Povo

14 de abril de 2025

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A inflação acima do teto da meta fez os brasileiros mudarem os hábitos e cortarem parte dos alimentos e do consumo de água e luz para fazer a conta caber no salário mensalmente. Essa é a constatação de uma pesquisa realizada pelo Datafolha e publicada nesta segunda (14), que mostra como o aumento dos preços está impactando diretamente o dia a dia das famílias.

O levantamento aponta que 8 em cada 10 brasileiros fizeram alguma mudança nos hábitos de consumo por causa da inflação, como cortar algumas compras nos supermercados, trocar marcas, sair menos para comer fora de casa, deixar de pagar contas de casa e de dívidas e, até mesmo, comprar remédios.

Ainda segundo o Datafolha, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o maior responsável pelo aumento dos preços principalmente dos alimentos nos últimos meses (54%), 29% dizer ser “um pouco” e 14% de “nenhuma” responsabilidade.

O Datafolha ouviu 3.054 pessoas em 172 municípios brasileiros entre os dias 1º e 3 de abril. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Entre os principais dados levantados pelo Datafolha, 61% dos entrevistados afirmam ter diminuído a quantidade de vezes que come fora de casa, 58% que reduziram a quantidade de alimentos que costuma comprar, 50% que trocou a marca de café por uma mais barata, 49% diminuíram o consumo da bebida e apenas 21% não mudaram de hábitos.

Na questão do consumo de alimentos, 25% afirmam ter menos do que o suficiente, enquanto que apenas 13% dizem ter mais. Outros 61% relatam ter o suficiente.

A situação mais delicada é justamente na parcela da população eleitora de Lula, com ganhos de até 2 salários mínimos. Segundo o Datafolha, 67% dos entrevistados afirmam ter reduzido a quantidade de alimentos que costuma comprar, 63% que diminuíram a frequência de refeições fora de casa e 58%  que trocaram a marca de café por uma mais barata.

O café foi sugerido por ser um dos itens que mais vêm pesando na inflação brasileira. Apenas no mês de março, a alta foi de 8,14% segundo o IBGE.

A pesquisa do Datafolha revelou, ainda, que 50% dos entrevistados diminuíram o consumo de água, luz e gás em casa por causa do aumento dos preços. A luz, em fevereiro, teve uma alta de 16,8%.

O corte também chegou na compra de remédios (36%), no pagamento de dívidas (32%) e nas contas de casa (26). Outros 47% dos entrevistados afirmam ter buscado uma outra fonte de renda para conseguir fechar as contas do mês.

A dificuldade em pagar as contas, principalmente dos alimentos, vem atingindo diretamente a popularidade de Lula, tanto que a reprovação ainda é maior que a aprovação – 38% a 29%, diz a pesquisa.

Isso fez com que o governo agisse de modo cada vez mais incisivo na divulgação de programas e números favoráveis da economia para reduzir o impacto da inflação no bolso dos brasileiros. Há quase duas semanas, Lula lançou um novo lema para o governo – “Brasil dando a volta por cima” – em que fez um balanço dos dois primeiros anos deste terceiro mandato e prometeu entregas para o segundo biênio de gestão.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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