Agronegócio

Sistema FAEP repudia visita de Lula a assentamento do MST

Nos últimos anos, somente no Paraná, o MST promoveu inúmeras invasões de terras

Sou Agro net

29 de maio de 2025

Facebook
WhatsApp
Telegram

Agronegócio

Sistema FAEP repudia visita de Lula a assentamento do MST

Nos últimos anos, somente no Paraná, o MST promoveu inúmeras invasões de terras

Sou Agro net

29 de maio de 2025

WhatsApp
Facebook

O Sistema FAEP manifesta repúdio à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), nesta quinta-feira (29), entre os municípios de Ortigueira e Faxinal, no Norte do Paraná. Em vez de adotar uma postura de diálogo com o setor produtivo, que há décadas reivindica segurança jurídica, o presidente sinaliza apoio a um movimento que promove a invasão ilegal de propriedades.

A agenda oficial da Presidência da República prevê a participação de Lula, às 10h, na cerimônia de entregas do Programa Terra da Gente, que ocorrerá no assentamento da comunidade Maila Sabrina, onde mais de 440 famílias serão oficialmente instaladas.

“É indignante para a classe produtora do Paraná ver o presidente visitando um assentamento de sem-terra, enquanto os nossos agricultores vivem uma crise fundiária histórica na região Oeste, marcada por invasões de áreas produtivas por indígenas. Precisamos que o governo federal proponha soluções aos problemas fundiários, e não realizem visitas que passam um recado claro de impunidade aos invasores”, destaca o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Há décadas, o setor agropecuário do Paraná condena as invasões de terra. Há 15 anos, na edição 1092 da sua revista Boletim Informativo, o Sistema FAEP criticava movimentos como o “Abril Vermelho”, que fazem disparar o número de invasões em todo o país. Na época, a publicação chegou a listar 82 invasões de terra, com os nomes das fazendas e os municípios atingidos por essas ações criminosas.

Nos últimos anos, somente no Paraná, o MST promoveu inúmeras invasões de terras. Em 2014, 5 mil pessoas ligadas ao movimento invadiram áreas produtivas da Fazenda Araupel, em Quedas do Iguaçu, na região Centro-Oeste. No ano seguinte, cerca de 1,4 mil integrantes do MST tomaram a Fazenda Figueira, em Londrina, onde existia um centro de pesquisas da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (FEALQ). No mesmo ano, integrantes invadiram a Fazenda Capão do Cipó, em Castro, nos Campos Gerais, utilizada há mais de 30 anos pela Fundação ABC.

As invasões seguiram e, em 2023, integrantes do movimento interditaram a rodovia PR-170, na região de Guarapuava, agrediram e fizeram reféns dois policiais militares, que estiveram no local para negociar a liberação da estrada.

Em ação recente, em março de 2025, o Sistema FAEP condenou o governo federal por destinar R$ 750 milhões ao MST, gerando insegurança jurídica ao setor agropecuário. “Essa é outra ação descabida por envolver um movimento responsável por invasões de terras. No Paraná, temos inúmeros exemplos de atos violentos, que levam insegurança jurídica aos nossos produtores rurais”, ressalta Meneguette.

Temas importantes

O setor produtivo do Paraná – e de todo o Brasil – vive a expectativa do anúncio do próximo Plano Safra, que passa a valer no dia 1º de julho. O Sistema FAEP, em conjunto com outras entidades do agronegócio paranaense, pede ao governo federal R$ 597 bilhões em crédito rural e R$ 4 bilhões à subvenção do seguro rural.

“No momento, estamos pedindo recursos para o Plano Safra 2025/26, permitindo que os pequenos, médios e grandes agricultores e pecuaristas possam planejar a próxima temporada. Esse valor de R$ 750 milhões destinado ao MST poderia, por exemplo, ser colocado para o seguro rural, uma ferramenta fundamental, mas que, nos últimos anos, tem sido cada vez mais negligenciada”, complementa Meneguette.

Créditos: Sou Agro net

Foto: Sou Agro net

Últimas Notícias

Associações de magistrados rebatem declaração de Dino sobre o Judiciário

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

Cármen Lúcia lamenta descrença nas instituições em meio à crise no STF

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

Lula tenta se distanciar de crise com Moraes e diz que não o indicou à Corte

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

Siga nos

Leia também

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

A manifestação foi uma reação à sessão extraordinária que terminou sem uma definição sobre investigar ou não o ministro Alexandre de Moraes

Em outra postagem Lula escolheu a imagem de um cemitério durante a pandemia e em outra, uma fila de pessoas em uma agência de emprego, com duas fotografias de Bolsonaro para vincular os assuntos

Segundo informações da agência EFE, a missão avaliou a situação dos direitos humanos no país desde a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Ele foi substituído pela ditadora interina Delcy Rodríguez, aliada do governo Donald Trump

No início do mês, Milei anunciou sanções a empresas que explorarem recursos naturais nas Ilhas Malvinas, além da construção de uma base naval integrada na província da Terra do Fogo para aumentar a pressão militar de Buenos Aires nessa disputa

Rolar para cima

Inscrição feita com sucesso!