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Partidos formam consenso para Câmara se posicionar contra Trump; PL fica de fora, diz líder

De acordo com ele, a expectativa é de que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se pronuncie ainda nesta quinta (10) com um posicionamento oficial – mas, sem adiantar qual deve ser o tom adotado

Gazeta do Povo

10 de julho de 2025

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Partidos formam consenso para Câmara se posicionar contra Trump; PL fica de fora, diz líder

De acordo com ele, a expectativa é de que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se pronuncie ainda nesta quinta (10) com um posicionamento oficial – mas, sem adiantar qual deve ser o tom adotado

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10 de julho de 2025

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Os líderes partidários da Câmara dos Deputados formaram um consenso nesta quinta (10) para que a casa se pronuncie contra a taxação de 50% imposta pelo presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, aos produtos importados do Brasil.

O pedido havia sido protocolado mais cedo pelo PDT e, segundo o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), foi aceito de forma quase unânime. De acordo com ele, apenas o PL não aceitou se posicionar contra.

“Vários setores atingidos por essa medida estão se manifestando. Só o PL que está solidário com o Trump. [Há um] consenso de vários líderes dizendo que isso é inaceitável, e evidentemente que nós vamos reagir e o presidente [Hugo Motta] está avaliando”, disse a jornalistas após a reunião.

De acordo com ele, a expectativa é de que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se pronuncie ainda nesta quinta (10) com um posicionamento oficial – mas, sem adiantar qual deve ser o tom adotado.

“O líder do PDT apresentou um requerimento para que a Câmara se manifestasse contrário a essa ação deletéria do governo americano com relação ao tarifaço que anunciou. E, evidentemente, nós já nos manifestamos e isso é inaceitável”, completou Guimarães.

Por outro lado, a reunião que seria realizada mais cedo com as lideranças do Senado foi cancelada. O encontro seria para que o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) também definisse uma resposta à medida de Trump.

Entre os argumentos utilizados por Trump para sobretaxar as importações brasileiras está o que seria uma perseguição política a Bolsonaro no processo que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O Ministério das Relações Exteriores considerou a alegação como inaceitável e reafirmou a posição brasileira de não aceitar ingerência externa sobre decisões soberanas do país. Mais tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repetiu nas redes sociais.

“O Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém”, disse o presidente.

A carta de Trump acusa o Brasil de promover uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro, descrevendo a situação como “uma vergonha” e exigindo que o processo judicial contra o ex-presidente seja encerrado.

O norte-americano também justificou a imposição das tarifas alegando prejuízos econômicos e denunciando supostas “ordens secretas e ilegais” contra plataformas de mídia nos Estados Unidos que, diz, violariam a liberdade de expressão.

Lula rebateu e afirmou que a medida será enfrentada com base no princípio da reciprocidade e rebateu as justificativas de Trump.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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