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Lula diz que, se Trump o conhecesse, saberia que é “20 vezes melhor que Bolsonaro”
O governante do Brasil disse que tentou marcar uma conversa com o líder da Casa Branca, mas foi ignorado
Gazeta do Povo
30 de julho de 2025
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Lula diz que, se Trump o conhecesse, saberia que é “20 vezes melhor que Bolsonaro”
O governante do Brasil disse que tentou marcar uma conversa com o líder da Casa Branca, mas foi ignorado
Gazeta do Povo
30 de julho de 2025
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), falou sobre as medidas anunciadas pelo governo do homólogo americano, Donald Trump, em rara entrevista ao jornal The New York Times (NYT), dois dias antes da tarifa de 50% sobre importações brasileiras entrar em vigor.
Questionado sobre o que poderia ser usado para negociar a imposição da gestão republicana, já que o petista disse que interferências no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro eram “inegociáveis”, Lula focou em falar de diplomacia e criticou acusou Trump de usar a relação comercial entre os países numa briga política.
Segundo o presidente Lula, “é nisso que espero que ele [Trump] reflita. Sinceramente, não sei o que ele ouviu sobre mim. Mas se ele me conhecesse, saberia que sou 20 vezes melhor que (Bolsonaro)”, declarou o petista ao jornal.
O governante do Brasil disse que tentou marcar conversar com o líder da Casa Branca, mas foi ignorado. “O que impede isso é que ninguém quer conversar. Pedi para entrar em contato. Designei meu vice-presidente, meu ministro da Agricultura, meu ministro da Economia, para que cada um possa conversar com seu homólogo e entender qual seria a possibilidade de diálogo. Até agora, não foi possível”, afirmou.
Lula ressaltou que, após as tentativas de diálogo, só soube da imposição de uma tarifa por meio da publicação de Trump do dia 9. Diante disso, o presidnete brasileiro disse que aguarda “civilidade” na relação Brasil-EUA. “O tom da carta de Trump é definitivamente o de alguém que não quer conversar”.
O petista afirmou não ter medo de Trump, apesar de ter demonstrando “receio” com os impactos da medida para os brasileiros e a economia nacional. O governante foi enfático na entrevista dizendo que não colocaria o Brasil em uma posição inferior na negociação.
“Isso não se consegue estufando o peito e gritando sobre coisas que não se pode realizar, nem abaixando a cabeça e simplesmente dizendo ‘amém’ a tudo o que os Estados Unidos desejam”, disse.
Créditos: Gazeta do Povo
Foto: EFE/ Antônio Lacerda
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