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Economia
Bolsas em alta, mas será?
As bolsas mundiais estão batendo recordes
João Fernando Silva
17 de setembro de 2025
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Economia
Bolsas em alta, mas será?
As bolsas mundiais estão batendo recordes
João Fernando Silva
17 de setembro de 2025
As bolsas mundiais estão batendo recordes. Mesmo com sinais claros de desaceleração em economias importantes, como Brasil e Europa, e até com os Estados Unidos enfrentando um cenário de perda de fôlego, os índices seguem em alta. França afundada em problemas fiscais com o “bem-estar social”, Alemanha patinando, emergentes frágeis, e, ainda assim, o mercado acionário global parece viver em outra realidade.
A pergunta que fica é: como pode o mundo estar inseguro, em crise, e os mercados disparando? A resposta é simples e cristalina para quem acompanha a dinâmica do dinheiro e da política monetária: não são os empresários, nem os investidores, os responsáveis por essa distorção. São os governos.
Por que as bolsas sobem mesmo com economias em crise? Porque nunca se imprimiu tanto dinheiro no mundo como depois da pandemia. Parte desse dinheiro foi direto para o mercado de capitais.
Os grandes empresários, fundos e investidores capturam esse excesso de liquidez. Não porque sejam “malvados”, mas porque estão jogando o jogo dentro da lei. Assim como eu, que vi minha carteira de aposentadoria crescer 40% nos últimos dois anos, muitos estão apenas reagindo às regras colocadas na mesa pelos governos.
Quanto mais dinheiro é impresso, menos ele vale. Esse é o ponto central: a moeda perde poder de compra. E aí entra o famoso efeito Cantillon, quem está mais próximo da “torneira” do dinheiro (bancos, grandes empresas, fundos) se beneficia, enquanto o trabalhador comum, lá na ponta, recebe esse dinheiro já desvalorizado.
Nos EUA, a economia dá sinais de desaceleração. Se o mercado piora, empresas deveriam valer menos. Mas ao anunciar corte de juros, as bolsas sobem. É uma distorção completa da lógica econômica.
E mais uma vez, não é culpa dos empresários ou investidores. Eles apenas reagem às regras criadas. O problema está na estrutura: governos imprimem, manipulam juros, maquiam contas e destroem a credibilidade das moedas.
O resultado dessas políticas é visível no dia a dia. Uma bicicleta custa o preço de uma moto, uma moto custa o preço de um carro, um carro custa o preço de um caminhão, um caminhão o preço de um apartamento, um apartamento o preço de um prédio, por aí vai. Essa escalada de preços não acontece por acaso: é consequência direta da perda de valor da moeda, alimentada pela irresponsabilidade fiscal e monetária.
O problema não é pontual, nem de um governo específico. É estrutural e global. O Estado, seja no Brasil, nos EUA ou na Europa, aprendeu a imprimir dinheiro e a manipular as regras do jogo. E desde então, a economia mundial deixou de refletir fundamentos reais, vivendo sob distorções criadas artificialmente.
É nesse cenário que surge a importância de aprender a investir. Quem ficar fora do jogo, inevitavelmente, ficará mais pobre. Não se trata de “ganância capitalista”, mas de sobrevivência financeira.
Você precisa entender como funcionam mercados globais, o papel do dólar, as alternativas como o Bitcoin e a relevância de diversificar com ativos no exterior. Porque se depender só do salário e da moeda local, o resultado será sempre perda de poder de compra, você ganha em real, mas vive em dólar meu amigo.
E não se engane: quando os EUA cortarem juros, a bolsa americana vai disparar, mesmo que a economia esteja fraca. Essa é a anomalia que vivemos. E enquanto o jogo for esse, quem não aprender as regras ficará de fora.
Bolsas em alta, economias em crise. Ouro batendo recorde, governos queimando credibilidade, investidores tentando se proteger. Essa é a fotografia do mercado global hoje. Não é o empresário que distorce a economia. Não é o investidor que cria bolhas. É o Estado, com sua máquina de imprimir dinheiro e sua ânsia por gastar sem responsabilidade.
Cabe a nós, como investidores, compreender as regras do jogo e atuar dentro delas. Não para aplaudir as distorções, mas para proteger nosso patrimônio e buscar crescimento em meio ao caos. Porque, no fim do dia, não há neutralidade: ou você aprende a investir, ou será engolido pelo sistema.
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