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Trump retorna à Assembleia Geral da ONU em meio a guerra com a organização
O debate geral da 80ª Assembleia Geral da ONU terá início nesta terça-feira (23) e por tradição os Estados Unidos são o segundo país a discursar em Nova York, depois do Brasil
Gazeta do Povo
22 de setembro de 2025
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Trump retorna à Assembleia Geral da ONU em meio a guerra com a organização
O debate geral da 80ª Assembleia Geral da ONU terá início nesta terça-feira (23) e por tradição os Estados Unidos são o segundo país a discursar em Nova York, depois do Brasil
Gazeta do Povo
22 de setembro de 2025
O debate geral da 80ª Assembleia Geral da ONU terá início nesta terça-feira (23) e por tradição os Estados Unidos são o segundo país a discursar em Nova York, depois do Brasil.
Oito meses após voltar à Casa Branca, o presidente americano, Donald Trump, falará perante as Nações Unidas em um momento em que realiza uma ofensiva contra a organização.
Desde janeiro, os Estados Unidos se retiraram de vários órgãos da ONU: a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Conselho de Direitos Humanos da ONU e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, na sigla em inglês), além de ter mantido o bloqueio de recursos para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) e de ter cortados verbas para outros, como o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa).
“Algumas agências e órgãos da ONU se desviaram da sua missão original e, em vez disso, agem de forma contrária aos interesses dos Estados Unidos, atacando nossos aliados e propagando o antissemitismo”, alegou a gestão Trump.
O Departamento de Estado ainda está analisando a possibilidade de retirada dos Estados Unidos de mais organismos internacionais, o que, segundo reportagem da semana passada do jornal The Guardian, está fazendo a ONU analisar um corte de US$ 500 milhões no orçamento do próximo ano e de 20% no seu quadro de funcionários, devido à grande redução de financiamento promovida pelo governo Trump.
Para adicionar ainda mais temperatura à disputa com a ONU, no final de agosto, a gestão Trump anunciou a revogação de vistos de membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Palestina para participação na Assembleia Geral, sob a alegação de que não cumpriram compromissos assumidos anteriormente e por considerar que eles “prejudicam as perspectivas de paz” com Israel.
Na sexta-feira (19), a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução para que o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, discurse no debate por meio de um vídeo pré-gravado.
Ainda não se sabe qual será o desfecho da disputa com as Nações Unidas, mas na última vez que discursou no evento, em setembro de 2020 (de forma remota, devido à pandemia de Covid-19), Trump manifestou o que as ações do seu governo traduziram este ano: seu ceticismo a respeito de órgãos multilaterais e a ideia de que cada país deve cuidar dos seus problemas.
“Durante décadas, as mesmas vozes cansadas propuseram as mesmas soluções fracassadas, buscando ambições globais às custas do seu próprio povo. Mas somente quando vocês cuidarem dos seus próprios cidadãos encontrarão uma base verdadeira para a cooperação”, disse o republicano na ocasião.
“Como presidente, rejeitei as abordagens fracassadas do passado e estou orgulhosamente colocando os Estados Unidos em primeiro lugar, assim como vocês deveriam colocar seus países em primeiro lugar”, concluiu.
Créditos: Gazeta do Povo
Foto: JUSTIN LANE/EFE/EPA
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