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Delegação brasileira participa de boicote ao discurso de Israel na ONU

Segundo a mídia americana, houve uma retirada de delegações coordenada pela Autoridade Nacional da Palestina, que incentivou o protesto através de uma carta

Gazeta do Povo

26 de setembro de 2025

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Delegação brasileira participa de boicote ao discurso de Israel na ONU

Segundo a mídia americana, houve uma retirada de delegações coordenada pela Autoridade Nacional da Palestina, que incentivou o protesto através de uma carta

Gazeta do Povo

26 de setembro de 2025

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O Brasil integrou um boicote de dezenas de delegações ao discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O ato desta sexta-feira (26) na assembleia geral das Nações Unidas foi em repúdio à guerra em Gaza e teve ainda o uso de trajes típicos da Palestina pelos representantes brasileiros.

Segundo a mídia americana, houve uma retirada de delegações coordenada pela Autoridade Nacional da Palestina, que incentivou o protesto através de uma carta. O embaixador israelense na ONU chamou o ato de “encenação barata”.

A delegação dos EUA permaneceu no salão e aplaudiu ativamente Netanyahu em vários momentos, refletindo o forte apoio americano, especialmente sob a administração do presidente Donald Trump, que tem sustentado uma postura pró-Israel.

Delegação brasileira marca oposição aos EUA

A postura da delegação brasileira coloca o país contra os EUA em um momento de esforços diplomáticos pela revogação das taxas de importação para produtos do Brasil.

Em seu discurso, Netanyahu renovou suas ameaças ao Irã e aos braços terroristas patrocinados pelo regime dos aiatolás, principalmente o Hamas

“No ano passado, massacramos os Houthis, contando com as ações de ontem. Esmagamos a máquina terrorista do Hamas, paralisamos o Hezbollah, eliminando a maioria de seus líderes e grande parte de seu arsenal de armas”, disse Netanyahu.

Israel foi a primeira nação a discursar nesta sexta na assembleia da ONU em Nova York. Netanyahu informou perante a Assembleia Geral da ONU que o seu discurso estava sendo transmitido ao vivo nos telefones dos moradores da Faixa de Gaza, para que seja ouvido pelos líderes do Hamas e pelos que mantêm os reféns em cativeiro. “Agora digo, deponham as armas, deixem meu povo em liberdade. Enquanto isso não acontecer, vamos caçar vocês”, declarou.

Netanyahu afirmou que grande do parte do mundo parece ter se esquecido do massacre de 7 de outubro em Israel. “Mas nós nos lembramos. Israel se lembra do 7 de outubro. Naquele dia, o Hamas realizou o pior ataque contra judeus desde o Holocausto. Eles massacraram 1.200 pessoas inocentes, incluindo 40 americanos e estrangeiros de dezenas de países aqui representados”, enfatizou no discurso.

Netanyahu também voltou a rejeitar o reconhecimento de um Estado palestino. Segundo ele, “é uma loucura, e não o faremos”.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Angel Colmenares / EFE

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