- Inicio
- Notícias Brasil - Política - Últimas Notícias
- Gilmar Mendes defende nova lei de impeachment e diz que texto atual “caducou”
Notícias Brasil
Gilmar Mendes defende nova lei de impeachment e diz que texto atual “caducou”
O decano justifica que o texto de 1950 "caducou", defendendo que ele, nos pontos da decisão liminar, não foi recepcionado pela Constituição de 1988
Gazeta do Povo
4 de dezembro de 2025
- Inicio
- Notícias Brasil - Política - Últimas Notícias
- Gilmar Mendes defende nova lei de impeachment e diz que texto atual “caducou”
Notícias Brasil
Gilmar Mendes defende nova lei de impeachment e diz que texto atual “caducou”
O decano justifica que o texto de 1950 "caducou", defendendo que ele, nos pontos da decisão liminar, não foi recepcionado pela Constituição de 1988
Gazeta do Povo
4 de dezembro de 2025
O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes defendeu a votação de uma nova lei de impeachment, após sua decisão de restringir a atual legislação, de 1950. O decano justifica que o texto de 1950 “caducou”, defendendo que ele, nos pontos da decisão liminar, não foi recepcionado pela Constituição de 1988. “Que se faça uma nova lei, ajustada ao texto de 1988”, disse o ministro.
Gilmar Mendes participou nesta quinta-feira (4), do Fórum Jota. Ele negou que a liminar tenha como objetivo blindar os ministros, mas citou os números das denúncias atualmente no Senado: 50 contra o ministro Alexandre de Moraes, 16 contra o ministro Flávio Dino e 15 contra outros ministros. Com isso, ele admite que a decisão foi motivada por “texto e contexto”, ou seja, não apenas pela diferença de datas entre a lei e a Constituição, mas também pela situação política do país.
Para o ministro, “são números muito expressivos”, que demonstrariam que a população perdeu o “amor cívico”. “Isso dá vergonha alheia”, concluiu Gilmar. O magistrado lembra que a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 1. 259 será discutida pelo plenário a partir da próxima sexta-feira (12).
“A lei foi feita sob a Constituição de 1946. A partir daí, nós já mudamos muito. Agora, nessa lei, inclusive, havia uma leitura possivelmente extravagante que permitiria instaurar processos com 41 votos de senadores e, portanto, a partir daí já afastar um ministro do Supremo”, pontuou o decano.
Gilmar ainda disse que conversou com a Advocacia-Geral da União, com o Senado, com a Câmara e pediu parecer da Procuradoria-Geral da República antes de sua liminar. Ele ainda defendeu um dos pontos mais controversos, que alterou o quórum de aprovação para a cassação dos magistrados: “Em uma sessão aberta com 41 senadores, a abstenção de 30 poderia levar à admissibilidade e ao recebimento da denúncia contra membros do Judiciário pela votação de apenas 11.”
Ministro enfrenta tensão com Alcolumbre após liminar
Gilmar Mendes gerou revolta do Senado ao determinar mudanças na lei do impeachment, de 1950. Com as mudanças, apenas a Procuradoria-Geral da República pode propor esse tipo de ação, antes autorizada a qualquer cidadão. Gilmar também alterou o quórum de aprovação tanto para o recebimento da denúncia quanto para a aprovação da cassação: na lei, basta maioria simples (metade mais um). A alteração passa o quórum para dois terços.
Além da legitimidade ativa e do quórum, o magistrado retirou do texto duas consequências que o ministro enfrentaria logo após o recebimento da denúncia: suspensão do cargo e de um terço do salário.
A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 1.259 foi apelidada pela oposição de “ADPF da blindagem”. Proposta pelo Solidariedade, ela segue em trâmite. A liminar de Gilmar Mendes precisa, agora, passar pelo plenário, que pode referendar, derrubar ou promover alterações.
Com o tensionamento da relação entre Senado e Supremo Tribunal Federal, o presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou que pode colocar em pauta o fim das decisões monocráticas dos ministros da Corte. Alcolumbre disse que o STF “tenta usurpar as prerrogativas do poder Legislativo” e se diz preocupado com a determinação.
Créditos: Gazeta do Povo
Foto: Luiz Silveira/STF
Últimas Notícias
Associações de magistrados rebatem declaração de Dino sobre o Judiciário
O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual
Cármen Lúcia lamenta descrença nas instituições em meio à crise no STF
A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes
Lula tenta se distanciar de crise com Moraes e diz que não o indicou à Corte
O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023
Siga nos
Leia também
O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual
A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes
O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023
A manifestação foi uma reação à sessão extraordinária que terminou sem uma definição sobre investigar ou não o ministro Alexandre de Moraes
Em outra postagem Lula escolheu a imagem de um cemitério durante a pandemia e em outra, uma fila de pessoas em uma agência de emprego, com duas fotografias de Bolsonaro para vincular os assuntos
Segundo informações da agência EFE, a missão avaliou a situação dos direitos humanos no país desde a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Ele foi substituído pela ditadora interina Delcy Rodríguez, aliada do governo Donald Trump
No início do mês, Milei anunciou sanções a empresas que explorarem recursos naturais nas Ilhas Malvinas, além da construção de uma base naval integrada na província da Terra do Fogo para aumentar a pressão militar de Buenos Aires nessa disputa