Notícias Brasil

Glauber Braga é retirado à força após ocupar cadeira de Motta e causar confusão na Câmara

A Polícia Legislativa foi chamada e retirou o parlamentar à força. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que a possível cassação de Glauber será analisada pelo plenário

Gazeta do Povo

10 de dezembro de 2025

Facebook
WhatsApp
Telegram

Notícias Brasil

Glauber Braga é retirado à força após ocupar cadeira de Motta e causar confusão na Câmara

A Polícia Legislativa foi chamada e retirou o parlamentar à força. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que a possível cassação de Glauber será analisada pelo plenário

Gazeta do Povo

10 de dezembro de 2025

WhatsApp
Facebook

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) ocupou nesta terça-feira (9) a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e se recusou a deixar o espaço. A Polícia Legislativa foi chamada e retirou o parlamentar à força. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que a possível cassação de Glauber será analisada pelo plenário.

A TV Câmara cortou a transmissão da sessão. “Eu aqui ficarei até o limite das minhas forças”, disse Glauber ao sentar na cadeira de Motta. Glauber resistiu e foi arrastado por policiais legislativos. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento da ação dos agentes.

A Polícia Legislativa esvaziou o plenário e a imprensa foi impedida de permanecer e registrar a confusão. Em meio a confusão, a segurança da Câmara também restringiu o acesso ao Salão Verde. Após o episódio, Glauber concedeu uma coletiva de imprensa.

“Estou na Câmara há bastante tempo, mas nunca tinha visto a Câmara cortar o sinal da TV Câmara para que as pessoas não acompanhassem o que estava acontecendo dentro do planário. A única coisa que eu pedi ao presidente Motta foi que ele tivesse 1% do tratamento para comigo que teve com aqueles que sequestraram a Mesa Diretora da Câmara por 48 horas”, disse Glauber.

“Ali sobrou negociação e diálogo. Em nenhum momento, foi cogitada a possibilidade de retirar aqueles deputados à força”, acrescentou. Segundo ele, o protesto foi para desmonstrar que ninguém “pode se render”.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT), tentou convencer Glauber a encerrar o protesto, que começou durante os discursos parlamentares. A sessão de votação ainda não havia sido aberta.

“Então a gente vai tentar, a partir de agora — eu estou indo para a liderança do governo — tentar achar uma saída política, porque isso não é bom para a Casa. Não é bom ter ocupação de Mesa. Mas uma saída política rápida, porque não pode acontecer de novo o que aconteceu daquela outra vez, daquele sequestro da Mesa”, disse Lindbergh em referência ao protesto realizado pela oposição.

O petista criticou a ação da Polícia Legislativa e culpou Motta pelo “gesto autoritário”, que remete “imediatamente aos períodos mais sombrios da ditadura militar, quando o Parlamento expulsava a imprensa para ocultar abusos do poder”.

Segundo Lindbergh, Motta “tem conduzido os trabalhos de forma temerária, cedendo às pressões da extrema-direita e impondo pautas completamente alienadas das necessidades do povo brasileiro”.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou Glauber e lembrou que a oposição buscava pautar o projeto da anistia quando ocupou a Mesa Diretora.

“Ele está ali por causa dele. Nós estávamos ali pela anistia, uma pauta maior do que nós mesmos e de forma pacífica. Isso mostra a individualidade e o egoísmo dele, de parar a Casa toda por causa dele, que está sendo processado por cassação por ter agredido uma pessoa aqui dentro. Imagina se sou eu? Eu já estaria cassado há muito tempo”, disse Nikolas.

Motta acusa Glauber de ser extremista

Em nota, Motta acusou Glauber de desrespeitar a Câmara de forma “reincidente” por já ter feito uma greve de fome em uma comissão da Casa. “O agrupamento que se diz defensor da democracia, mas agride o funcionamento das instituições, vive da mesma lógica dos extremistas que tanto critica. O extremismo não tem lado porque, para o extremista, só existe um lado: o dele”, afirmou o presidente da Câmara.

“Temos que proteger a democracia do grito, do gesto autoritário, da intimidação travestida de ato político. Extremismos testam a democracia todos os dias. E todos os dias a democracia precisa ser defendida”, disse.

Motta afirmou que uma “apuração de possíveis excessos” em relação à cobertura da imprensa será aberta. Além de serem impedidos de cobrir o plenário durante a confusão, diversos jornalistas foram empurrados por seguranças da Câmara.

Após o impasse, Motta abriu a sessão e foi alvo de uma série de criticas de parlamentares da esquerda. O presidente da Casa negou qualuqre irregularidade na retirada do deputado do PSOL da Mesa Diretora.

“Não permitirei que as regras sejam rasgadas e a Câmara aviltada. Minha obrigação como presidente desta Casa é proteger o Parlamento. Foi isso que fiz ao seguir rigorosamente os protocolos de segurança e o regimento interno”, afirmou.

“Hoje ficou claro que quem tentou humilhar o Legislativo, humilhou a si mesmo. Quem tentou fechar portas ao diálogo, escancarou a própria intolerância. E quem tentou afrontar a Câmara encontrou uma instituição firme, serena e inegociável”, enfatizou.

Cassação de Glauber Braga

Em abril, o Conselho de Ética da Câmara recomendou ao plenário a cassação do mandato de Glauber Braga por quebra do decoro parlamentar. O relatório foi aprovado por 13 votos pela cassação e 5 contra. No ano passado, o deputado expulsou um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) de dentro da Câmara aos chutes e empurrões.

“Do que me acusam? De ter defendido a honra da minha mãe, de ter denunciado o orçamento secreto, de ter batido de frente com o todo-poderoso Arthur Lira? Me desculpe, mas isso não é nenhum motivo para cassação do mandato. É uma tentativa de silenciamento”, afirmou o deputado do PSOL nesta tarde.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Reprodução/Redes sociais.

Últimas Notícias

Associações de magistrados rebatem declaração de Dino sobre o Judiciário

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

Cármen Lúcia lamenta descrença nas instituições em meio à crise no STF

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

Lula tenta se distanciar de crise com Moraes e diz que não o indicou à Corte

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

Siga nos

Leia também

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

A manifestação foi uma reação à sessão extraordinária que terminou sem uma definição sobre investigar ou não o ministro Alexandre de Moraes

Em outra postagem Lula escolheu a imagem de um cemitério durante a pandemia e em outra, uma fila de pessoas em uma agência de emprego, com duas fotografias de Bolsonaro para vincular os assuntos

Segundo informações da agência EFE, a missão avaliou a situação dos direitos humanos no país desde a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Ele foi substituído pela ditadora interina Delcy Rodríguez, aliada do governo Donald Trump

No início do mês, Milei anunciou sanções a empresas que explorarem recursos naturais nas Ilhas Malvinas, além da construção de uma base naval integrada na província da Terra do Fogo para aumentar a pressão militar de Buenos Aires nessa disputa

Rolar para cima

Inscrição feita com sucesso!