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Haddad critica “politização” da indicação de Messias ao STF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou a "politização" das indicações a cortes superiores, em meio à tensão em torno da escolha do advogado-geral da União, Jorge Messias pelo presidente Lula (PT) como indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF)

Gazeta do Povo

12 de dezembro de 2025

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Haddad critica “politização” da indicação de Messias ao STF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou a "politização" das indicações a cortes superiores, em meio à tensão em torno da escolha do advogado-geral da União, Jorge Messias pelo presidente Lula (PT) como indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF)

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12 de dezembro de 2025

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou a “politização” das indicações a cortes superiores, em meio à tensão em torno da escolha do advogado-geral da União, Jorge Messias pelo presidente Lula (PT) como indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF). “O chefe do Executivo faz a indicação, o Senado sabatina, aprova ou não. Não vejo como um bom caminho a gente politizar a indicação para as cortes superiores”, opinou o ministro, em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta sexta-feira (12).

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), queria que Lula indicasse o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O desgaste aumentou após uma nota divulgada antes de uma conversa presencial entre ele e Messias. Em resposta, Alcolumbre disse que tomou ciência da manifestação “do indicado” e que pautaria a sabatina em momento oportuno.

A data escolhida, 10 de dezembro, foi considerada uma retaliação pelo governo, que viu prazo apertado para as reuniões entre Messias e os senadores em busca de apoio. Com isso, Lula deixou de enviar a mensagem oficial, fato que gerou revolta em Alcolumbre. O resultado final foi o adiamento da votação. Com isso, a sabatina ficará para 2026.

Ministro comenta falta de lideranças nacionais no PT

Escolhido como substituto de Lula em 2018, o ministro diz que é “excepcional” a situação de o partido não ter lideranças nacionais além do próprio presidente da República. A transferência de votos não saiu como o esperado pelo partido e o pleito de 2018 terminou com a eleição de Jair Bolsonaro (PL).

O petista culpa a “ação da oposição” por uma “produtividade menor” do Executivo. Questionado sobre o impacto do atraso no pagamento de emendas no desgaste da relação com o Legislativo, ele apontou para as determinações do ministro Flávio Dino na ação que visa a estabelecer novos critérios de transparência e rastreabilidade.

O ministro ainda comentou a intenção de ajudar na campanha à reeleição de Lula, citando uma fala do presidente a ele: “Haddad, você vai colaborar da maneira que você preferir. E qualquer decisão que você tome eu vou respeitar. Mas vamos conversar.”

A conversa teria ocorrido em tom amigável: “Eu tenho a intenção de colaborar com a campanha do presidente Lula, e disse isso a ele, que eu não pretendo ser candidato em 2026, mas quero dar uma contribuição para pensar o programa de governo, para pensar como estruturar a campanha dele.”

Haddad ainda não crava sua saída, nem adianta se será coordenador da campanha ou liderança em algum outro posto. O PT ainda insiste em lançar o ex-prefeito paulistano em uma chapa para o governo ou para o Senado pelo estado. Ele diz considerar “natural” que seu nome esteja no radar, mas que já conversou por duas vezes com o presidente da sigla, Edinho Silva, acerca de sua intenção de ajudar na campanha, mas sem uma candidatura. “Passei por três eleições muito difíceis, no pior momento do partido”, complementa Haddad.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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