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Economia
Banco Central e PF reafirmam cooperação após crítica de Toffoli à corporação
A reunião ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da operação Compliance Zero, que mirou a suspeita de outros crimes cometidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro além da venda de carteiras de crédito fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB) por R$ 12 bilhões, descoberta na primeira fase, no ano passado
Gazeta do Povo
15 de janeiro de 2026
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Banco Central e PF reafirmam cooperação após crítica de Toffoli à corporação
A reunião ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da operação Compliance Zero, que mirou a suspeita de outros crimes cometidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro além da venda de carteiras de crédito fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB) por R$ 12 bilhões, descoberta na primeira fase, no ano passado
Gazeta do Povo
15 de janeiro de 2026
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se reuniram em Brasília, na noite desta quarta (14), como uma forma de demonstração de apoio em meio à crise envolvendo a investigação sobre o Banco Master e a centralização do processo de liquidação e fraude no Supremo Tribunal Federal (STF) por ordem do ministro Dias Toffoli.
A reunião ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da operação Compliance Zero, que mirou a suspeita de outros crimes cometidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro além da venda de carteiras de crédito fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB) por R$ 12 bilhões, descoberta na primeira fase, no ano passado.
“Em agenda institucional, as autoridades reafirmaram a importância da cooperação e da integração entre as instituições, fortalecendo o diálogo e a atuação conjunta em temas estratégicos de interesse do Estado brasileiro”, disse a Polícia Federal em uma postagem nas redes sociais.
O Banco Central se tornou o centro das atenções desde que decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master no final do ano passado. A pressão aumentou horas antes da reunião com a imposição de Toffoli com novas regras para a guarda das provas. O magistrado ainda criticou publicamente a Polícia Federal por suposta “inércia” na deflagração da operação.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Vorcaro, familiares e outros investigados em São Paulo e em outros estados. Foram apreendidos carros de luxo, relógios, dinheiro em espécie e outros bens, avaliados como parte de um esquema superior a R$ 5,7 bilhões.
As ordens judiciais foram autorizadas por Toffoli após uma representação da Polícia Federal apresentada no dia 6 de janeiro em que o ministro determinava a operação em até 24 horas a partir do dia 12. No entanto, o atraso de um dia levou o ministro a dizer que houve “falta de empenho” da corporação.
Ainda nesta quarta (14), Toffoli ordenou que todo o material apreendido fosse lacrado e enviado diretamente ao STF, ficando sob guarda de seu gabinete para posterior perícia. A decisão retirou da Polícia Federal o acesso imediato a celulares, mídias e documentos, e passou para a a Procuradoria-Geral da República (PGR) após críticas.
Créditos: Gazeta do Povo
Foto: reprodução/rede social X Polícia Federal
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