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Trump ameaça impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes da França
A França foi convidada junto a dezenas de países a se juntar ao órgão que Trump planeja liderar para supervisionar o cessar-fogo entre Israel e o Hamas e supervisionar a reconstrução de Gaza
Gazeta do Povo
20 de janeiro de 2026
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Trump ameaça impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes da França
A França foi convidada junto a dezenas de países a se juntar ao órgão que Trump planeja liderar para supervisionar o cessar-fogo entre Israel e o Hamas e supervisionar a reconstrução de Gaza
Gazeta do Povo
20 de janeiro de 2026
O presidente dos EUA, Donald Trump, escalou as tensões com a França ao ameaçar o país com a imposição de tarifas de 200% sobre seus vinhos e champanhes por não aceitar participar do Conselho da Paz para a Faixa de Gaza.
O governo de Emmanuel Macron rapidamente reagiu, classificando a atitude como “chantagem”. A ministra da Agricultura da França, Annie Genevard, declarou ao canal TF1 nesta terça-feira (20) que “esta é uma declaração hostil em relação à França” e “uma ameaça que busca fazer com que os europeus cedam”.
A França foi convidada junto a dezenas de países a se juntar ao órgão que Trump planeja liderar para supervisionar o cessar-fogo entre Israel e o Hamas e supervisionar a reconstrução de Gaza. Paris, no entanto, se recusou nesta segunda-feira, argumentando que as condições atuais fixadas pelos EUA não são adequadas. O país europeu considera que a proposta questiona princípios do multilateralismo e da estrutura de funcionamento da ONU.
Após a recusa, Trump afirmou que imporia as altas tarifas caso a França adotasse o que descreveu como uma postura hostil. Outros países convidados ao conselho são Canadá, Reino Unido, Rússia, China, Brasil e Arábia Saudita.
Além da oposição ao plano para Gaza, Macron também tem discordado das investidas de Trump na Groenlândia.
Em Davos, nesta terça-feira, o presidente francês afirmou que “não devemos nos deixar intimidar” diante das ameaças do presidente Donald Trump e do que parece ser o colapso do sistema multilateral que permitiu um certo grau de ordem no mundo desde a Segunda Guerra Mundial.
“Devemos manter a calma, devemos defender nossos princípios, não devemos baixar a cabeça, não devemos ceder à lei do mais forte nem a quaisquer táticas de intimidação”, declarou ao sair do auditório onde discursou para os líderes participantes do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.
Questionado se Trump ainda poderia ser considerado um aliado quando lança ameaças diárias contra a Europa, Macron observou: “Cabe a ele responder a isso, embora certamente não reflita esse tipo de comportamento”.
Créditos: Gazeta do Povo
Foto: EFE/EPA/YOAN VALAT / POOL
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