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PT diz que proposta para acabar com escala 6×1 está pronta para ser votada
A proposta apresentada pelo senador gaúcho Paulo Paim (PT-RS) com o apoio de outros parlamentares altera as regras da jornada semanal, hoje concentrada em seis dias de trabalho para apenas um de descanso.
Gazeta do Povo
21 de janeiro de 2026
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PT diz que proposta para acabar com escala 6×1 está pronta para ser votada
A proposta apresentada pelo senador gaúcho Paulo Paim (PT-RS) com o apoio de outros parlamentares altera as regras da jornada semanal, hoje concentrada em seis dias de trabalho para apenas um de descanso.
Gazeta do Povo
21 de janeiro de 2026
Principal bandeira a ser usada pelo PT para a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste ano, a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1 está pronta para ser votada na volta do recesso parlamentar, em fevereiro. A PEC 148/2015 prevê o fim do modelo atual sem redução de salário, e se tornou mais um forte atrito entre a base governista e a oposição no Congresso.
A proposta apresentada pelo senador gaúcho Paulo Paim (PT-RS) com o apoio de outros parlamentares altera as regras da jornada semanal, hoje concentrada em seis dias de trabalho para apenas um de descanso. Para ele, a proposta exige atenção dos governistas e aliados de Lula e já está pronta para ser votada.
“É preciso manter a mobilização para garantir o que nós chamamos de escala 5×2”, afirmou.
De acordo com o senador, o texto aprovado não se limita ao fim da escala 6×1 e estabelece uma transição gradual na carga horária semanal. A PEC determina a redução de uma hora por ano após a aprovação, até que a jornada chegue a 36 horas semanais.
“Isso já seria a entrada na escala 4×3, que fixaria quatro dias trabalhando e três de repouso”, explicou.
O parlamentar avalia que 2026 pode marcar uma mudança nas relações de trabalho no país caso a proposta seja aprovada. Defensores da proposta argumentam que a redução da jornada traz ganhos diretos para trabalhadores e para a economia.
Paim afirma que o novo modelo pode gerar maior rotatividade, diminuir acidentes de trabalho e melhorar a saúde física e mental dos empregados. “Ela geraria de imediato mais de 3 milhões de novos empregos”, disse citando estimativas do Dieese.
A oposição reagiu com críticas ao avanço da proposta, afirmando que o fim da escala 6×1 representa uma interferência excessiva do Estado nas relações entre empregadores e empregados e ignora a realidade de diferentes setores da economia. Parlamentares contrários sustentam que a medida pode elevar custos, reduzir competitividade e gerar insegurança jurídica, especialmente para pequenas e médias empresas que operam com margens apertadas.
Entidades dos setores produtivos também demonstraram preocupação, alertando que a mudança obrigatória na jornada pode resultar em aumento de despesas com folha de pagamento e repasse de custos ao consumidor.
Representantes do comércio, da indústria e de serviços afirmam que a proposta desconsidera diferenças regionais e setoriais e defendem que qualquer alteração nas regras de trabalho deveria ser negociada por meio de acordos coletivos, e não imposta por emenda constitucional.
Créditos: Gazeta do Povo
Foto: André Borges/EFE
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