Economia

Justiça do RJ derruba imposto de exportação de petróleo do governo Lula

O pacote foi determinado para segurar o preço por causa do encarecimento do petróleo no mercado internacional

Gazeta do Povo

9 de abril de 2026

Facebook
WhatsApp
Telegram

Economia

Justiça do RJ derruba imposto de exportação de petróleo do governo Lula

O pacote foi determinado para segurar o preço por causa do encarecimento do petróleo no mercado internacional

Gazeta do Povo

9 de abril de 2026

WhatsApp
Facebook

A Justiça Federal do Rio de Janeiro suspendeu o imposto de 12% sobre a exportação de petróleo bruto criado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no começo desta semana, para compensar a desoneração de PIS e Cofins sobre o diesel e a subvenção de R$ 1,20 ao combustível importado divididos entre União e estados, entre outras medidas. O pacote foi determinado para segurar o preço por causa do encarecimento do petróleo no mercado internacional.

A decisão liminar da Justiça fluminense beneficia grandes petroleiras que atuam no estado e aponta possível inconstitucionalidade da medida. O governo previa arrecadar R$ 32,1 bilhões neste ano, podendo chegar a R$ 69,2 bilhões com outras receitas do setor.

O governo Lula ainda não se pronunciou sobre a decisão, mas a expectativa é de que recorrerá para derrubar a liminar ainda nesta quinta (9).

A liminar foi concedida pelo juiz Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1ª Vara Federal do Rio de Janeiro, que considerou que o imposto teve finalidade puramente arrecadatória. Segundo ele, há um “verdadeiro desvio de finalidade” ao usar o tributo para cobrir necessidades fiscais emergenciais da União.

“A redação do art. 10 da MP nº 1.340/2026, ao prever expressamente que a receita decorrente do Imposto de Exportação será destinada ao atendimento das necessidades fiscais emergenciais da União, revela de maneira inequívoca a finalidade arrecadatória da medida”, escreveu o magistrado na decisão desta quarta-feira (8).

Sampaio também afirmou que o governo “confessou” o objetivo de gerar receita, o que exige respeito ao princípio da anterioridade e impede cobrança imediata. A legislação aponta que um novo tributo passa a valer apenas após 90 dias, no mínimo, de sua criação ou apenas no ano seguinte.

A decisão da Justiça fluminense beneficia empresas como TotalEnergies, Shell e Equinor, enquanto a Petrobras ficou fora da ação.

Sem esses recursos, o plano para reduzir o preço do diesel perde sustentação e aumenta o risco de rombo fiscal. O pacote prevê, ainda, subsídio de R$ 0,32 por litro e corte de tributos, com impacto total estimado em até R$ 30 bilhões ao Orçamento.

O governo defende que a medida é necessária para conter a inflação e evitar repasses da alta internacional do petróleo. Já o ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia, afirmou que as empresas podem “pagar um pouco mais” diante dos lucros com a crise externa.

“É mais uma demonstração da proatividade e da diligência do nosso governo, liderado pelo presidente Lula, frente às oscilações tão negativas de uma guerra tão irresponsável. São medidas tributárias e regulatórias para minimizar esses impactos, inclusive com ações coercitivas contra quem atentar contra a economia popular”, completou.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Últimas Notícias

Associações de magistrados rebatem declaração de Dino sobre o Judiciário

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

Cármen Lúcia lamenta descrença nas instituições em meio à crise no STF

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

Lula tenta se distanciar de crise com Moraes e diz que não o indicou à Corte

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

Siga nos

Leia também

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

A manifestação foi uma reação à sessão extraordinária que terminou sem uma definição sobre investigar ou não o ministro Alexandre de Moraes

Em outra postagem Lula escolheu a imagem de um cemitério durante a pandemia e em outra, uma fila de pessoas em uma agência de emprego, com duas fotografias de Bolsonaro para vincular os assuntos

Segundo informações da agência EFE, a missão avaliou a situação dos direitos humanos no país desde a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Ele foi substituído pela ditadora interina Delcy Rodríguez, aliada do governo Donald Trump

No início do mês, Milei anunciou sanções a empresas que explorarem recursos naturais nas Ilhas Malvinas, além da construção de uma base naval integrada na província da Terra do Fogo para aumentar a pressão militar de Buenos Aires nessa disputa

Rolar para cima

Inscrição feita com sucesso!