Notícias Brasil

Governo demite presidente do INSS por não avançar com redução da fila de espera por benefícios

No lugar dele, o presidente efetivou a servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira, que ocupava o cargo de secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social

Gazeta do Povo

13 de abril de 2026

Facebook
WhatsApp
Telegram

Notícias Brasil

Governo demite presidente do INSS por não avançar com redução da fila de espera por benefícios

No lugar dele, o presidente efetivou a servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira, que ocupava o cargo de secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social

Gazeta do Povo

13 de abril de 2026

WhatsApp
Facebook

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demitiu nesta segunda-feira (13) o presidente do INSS, Gilberto Waller, por causa da dificuldade de avançar com a redução da chamada “fila do INSS” de espera por benefícios. Ele assumiu o cargo pouco depois da descoberta do escândalo de desvio de cobranças irregulares de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas.

No lugar dele, o presidente efetivou a servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira, que ocupava o cargo de secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social.

“Agradeço a Gilberto Waller pela importante contribuição nesse período e dou as boas-vindas à Dra. Ana Cristina. Ela tem o perfil ideal para iniciar esse novo momento e cumprir a determinação do presidente Lula, que é solucionar a fila e não deixar nenhum brasileiro para trás. Sua nomeação também entrega o comando do Instituto nas mãos de seus próprios servidores. Tenho a alegria ainda de anunciar mais uma mulher para a alta cúpula do órgão, que já tem quatro diretoras”, disse o ministro Wolney Queiroz.

Waller ainda não se pronunciou oficialmente sobre a demissão.

Gilberto Waller foi nomeado para o comando do INSS em abril do ano passado no lugar do então presidente Alessandro Stefanutto, demitido por Lula após pressão de alas do governo por suspeita de envolvimento no escândalo descoberto pela Polícia Federal nas investigações que levaram à deflagração da operação Sem Desconto. As apurações apontam que ele recebia propina do esquema criminoso que vitimou aposentados e pensionistas.

Internamente, o governo considera que Waller cumpriu o trabalho de colocar o INSS em ordem após a demissão de Stefanutto e as apurações da Polícia Federal. No entanto, segundo o motivo apontado pelo ministro da Previdência, o executivo não conseguiu reduzir a fila para análise e concessão de benefícios a aposentados e pensionistas.

Dados oficiais apontam que a “fila do INSS” tem, até o mês de março, 2,7 milhões de pessoas em espera. Foi uma queda de cerca de 300 mil pedidos na comparação com março, mas, ainda assim, considerada alta pelo governo principalmente por conta da proximidade com o início da campanha eleitoral.

Em conversa com jornalistas pouco depois de ser informado da demissão, Waller disse que foi pego de surpresa com a decisão do governo e que a fila nunca foi reduzida no patamar que ocorreu durante sua gestão.

No começo deste ano, o INSS retomou o pagamento do bônus de desempenho a servidores como estratégia para reduzir a fila de análise de benefícios, que somava quase 3 milhões de pedidos em todo o país. A medida fez parte da nova versão do Programa de Gerenciamento de Benefícios, que criou um cadastro nacional unificado para processos como aposentadorias, auxílios-doença e reavaliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda.

“O Programa de Gerenciamento de Benefícios otimiza o fluxo de análise dos processos relacionados à concessão e revisão dos benefícios previdenciários. A portaria também estabelece regras sobre a participação dos servidores no programa, limites de tarefas diárias, critérios de controle de qualidade e restrições para servidores cedidos a outros órgãos”, disse Waller na ocasião.

A nova portaria também reforçou as ações de pente-fino, com reavaliação de benefícios assistenciais e previdenciários já concedidos para verificar se os critérios continuam sendo cumpridos. A meta era reduzir o estoque de requerimentos represados há mais de 45 dias, prazo a partir do qual o INSS passa a pagar correção monetária, aumentando o custo para a Previdência.

Quem é a nova presidente do INSS

Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Previdência Social, Ana Cristina Viana Silveira é graduada em Direito e servidora de carreira do INSS desde 2003, quando entrou no serviço público para ocupar o cargo de Analista do Seguro Social.

Entre 2020 e 2024, atuou como professora de Direito Previdenciário. Ocupou a presidência do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) de abril de 2023 até fevereiro de 2026, quando foi nomeada secretária-executiva adjunta da pasta.

“A escolha de uma servidora com visão sistêmica — que compreende o fluxo previdenciário desde o atendimento nas agências até a fase recursal — marca um novo momento para o Instituto, focado na redução do tempo de espera e qualidade do atendimento aos segurados”, completou o ministério no comunicado.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Últimas Notícias

Associações de magistrados rebatem declaração de Dino sobre o Judiciário

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

Cármen Lúcia lamenta descrença nas instituições em meio à crise no STF

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

Lula tenta se distanciar de crise com Moraes e diz que não o indicou à Corte

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

Siga nos

Leia também

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

A manifestação foi uma reação à sessão extraordinária que terminou sem uma definição sobre investigar ou não o ministro Alexandre de Moraes

Em outra postagem Lula escolheu a imagem de um cemitério durante a pandemia e em outra, uma fila de pessoas em uma agência de emprego, com duas fotografias de Bolsonaro para vincular os assuntos

Segundo informações da agência EFE, a missão avaliou a situação dos direitos humanos no país desde a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Ele foi substituído pela ditadora interina Delcy Rodríguez, aliada do governo Donald Trump

No início do mês, Milei anunciou sanções a empresas que explorarem recursos naturais nas Ilhas Malvinas, além da construção de uma base naval integrada na província da Terra do Fogo para aumentar a pressão militar de Buenos Aires nessa disputa

Rolar para cima

Inscrição feita com sucesso!