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Cuba elogia Lula e agradece a Brasil, México e Espanha por se oporem a ação militar dos EUA na ilha

No final de janeiro, Trump anunciou a aplicação de uma tarifa a países que exportarem petróleo para Cuba, alegando que a ilha comunista convida “adversários perigosos dos Estados Unidos” a instalar no seu território “bases militares e de inteligência sofisticadas que ameaçam diretamente a segurança nacional” americana

Gazeta do Povo

20 de abril de 2026

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Cuba elogia Lula e agradece a Brasil, México e Espanha por se oporem a ação militar dos EUA na ilha

No final de janeiro, Trump anunciou a aplicação de uma tarifa a países que exportarem petróleo para Cuba, alegando que a ilha comunista convida “adversários perigosos dos Estados Unidos” a instalar no seu território “bases militares e de inteligência sofisticadas que ameaçam diretamente a segurança nacional” americana

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20 de abril de 2026

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O ministro das Relações Exteriores da ditadura de Cuba, Bruno Rodríguez, agradeceu aos governos do Brasil, da Espanha e do México, encabeçados pelos esquerdistas Luiz Inácio Lula da Silva, Pedro Sánchez e Claudia Sheinbaum, respectivamente, por terem divulgado no sábado (18) um comunicado no qual manifestaram oposição a uma possível ação militar dos Estados Unidos na ilha, que vem sendo cogitada pelo presidente Donald Trump.

“Em meio à difícil situação enfrentada por Cuba, devido à intensificação do bloqueio dos EUA a níveis extremos, ao atual cerco energético e às constantes ameaças do governo americano, reconhecemos a digna e solidária declaração conjunta emitida pelos governos do Brasil, Espanha e México, que expressa preocupação, apela para que se evitem ações contrárias ao Direito Internacional que possam agravar as condições de vida do povo cubano e insta ao respeito pela integridade territorial de Cuba”, escreveu Rodríguez, em post no X.

“É urgente respeitar a Carta da ONU e o Direito Internacional, em particular, os princípios da autodeterminação, o respeito pela independência e soberania dos povos e a abstenção da ameaça e do uso da força”, acrescentou o chanceler.

Na nota, divulgada ao final do fórum Mobilização Progressista Global, que teve presença dos três presidentes em Barcelona, os mandatários esquerdistas manifestaram “enorme preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano e instam para que sejam tomadas as medidas necessárias para aliviar essa situação e para que sejam evitadas ações que agravem as condições de vida da população ou que violem o Direito Internacional”.

“Comprometemo-nos a incrementar de maneira coordenada nossa resposta humanitária, visando aliviar o sofrimento do povo cubano”, afirmou o comunicado.

Em post separado, Rodríguez elogiou Lula por uma fala no evento em Barcelona. “Cuba tem problemas, mas é um problema dos cubanos, não um problema do Lula, da Claudia [Sheinbaum] e do Trump: é um problema do povo cubano. Parem com esse maldito bloqueio a Cuba e deixem os cubanos viverem a vida deles”, afirmou o petista.

“Obrigado, Lula, pela sua enfática denúncia do bloqueio dos EUA contra o povo cubano”, escreveu o chanceler cubano no X.

No final de janeiro, Trump anunciou a aplicação de uma tarifa a países que exportarem petróleo para Cuba, alegando que a ilha comunista convida “adversários perigosos dos Estados Unidos” a instalar no seu território “bases militares e de inteligência sofisticadas que ameaçam diretamente a segurança nacional” americana.

Países que enviavam a commodity para o regime castrista, como o México, interromperam as exportações devido à taxa. Esse bloqueio, aliado ao veto americano a envios de petróleo venezuelano para Cuba desde a captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro, agravou a crise energética na ilha, que vem sofrendo apagões diários. Porém, em março, Trump permitiu entregas pontuais de petróleo russo.

Trump vem afirmando que “Cuba será a próxima”, após as ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã. “Cuba é uma nação em colapso. Vamos levar a cabo essa iniciativa [operação no país], e é possível que façamos uma parada em Cuba uma vez que tenhamos concluído isso [a guerra no Irã]”, disse Trump na semana passada a jornalistas na Casa Branca.

Na quarta-feira (15), o jornal USA Today informou que o Pentágono está intensificando o planejamento militar para uma possível operação em Cuba.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Quique García/EFE

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