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EUA cogitam suspender Espanha da Otan e retirar apoio ao Reino Unido por Malvinas, diz agência

O Pentágono avalia opções para punir aliados dos Estados Unidos na Otan por não terem apoiado Washington na guerra contra o Irã, apontou uma reportagem da Reuters publicada nesta sexta-feira (24)

Gazeta do Povo

24 de abril de 2026

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EUA cogitam suspender Espanha da Otan e retirar apoio ao Reino Unido por Malvinas, diz agência

O Pentágono avalia opções para punir aliados dos Estados Unidos na Otan por não terem apoiado Washington na guerra contra o Irã, apontou uma reportagem da Reuters publicada nesta sexta-feira (24)

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O Pentágono avalia opções para punir aliados dos Estados Unidos na Otan por não terem apoiado Washington na guerra contra o Irã, apontou uma reportagem da Reuters publicada nesta sexta-feira (24).

Segundo as informações da agência britânica, um funcionário do governo americano descreveu o conteúdo de um e-mail interno do Pentágono que expressa frustração com a relutância ou recusa de alguns aliados em conceder aos Estados Unidos direitos de acesso, base e sobrevoo – conhecidos como ABO – para a guerra contra o Irã, atualmente em cessar-fogo.

Entre as opções cogitadas por Washington, estão suspender a Espanha da Otan, medida que “teria um efeito limitado nas operações militares americanas, mas um impacto simbólico significativo”, segundo o e-mail.

O funcionário também disse à Reuters que outra opção cogitada é reavaliar o apoio diplomático dos EUA às antigas “possessões imperiais” europeias, como as Ilhas Malvinas, um território ultramarino britânico que motivou uma guerra com a Argentina nos anos 1980 e é reivindicado por Buenos Aires até hoje.

Desde o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, o Reino Unido hesitou em permitir o uso de bases aéreas no seu território para operações relacionadas ao conflito, permitindo a princípio a utilização apenas para fins defensivos. Porém, depois, o premiê britânico, Keir Starmer, permitiu o uso das bases para ações ofensivas.

Já a Espanha, governada pelo premiê socialista Pedro Sánchez, ordenou o fechamento de seu espaço aéreo para voos dos EUA que participam do conflito e também não permitiu o uso de suas bases aéreas de Rota e Morón por aviões americanos.

Em resposta, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou cortar o comércio com os espanhóis.

No ano passado, quando, após cobrança de Trump, os países da Otan concordaram em investir ao menos 5% do PIB em defesa até 2035, o único país da aliança militar que se recusou a se comprometer com a nova meta foi a Espanha, o que levou Trump a sugerir que o país ibérico fosse expulso da Otan.

Trump tem criticado os aliados europeus na Otan por não ajudarem na reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã devido à guerra, e recentemente ridicularizou o Reino Unido, ao dizer que o país “sequer tem Marinha”.

Nesta sexta-feira, um funcionário da Otan disse à emissora britânica BBC que o tratado fundador da organização “não prevê nenhuma disposição para a suspensão da adesão à Otan ou expulsão”.

Também hoje, Sánchez minimizou a reportagem da Reuters, ao dizer que o governo espanhol “não trabalha” sobre e-mails, mas sobre documentos oficiais e posicionamentos públicos feitos, neste caso, pelos Estados Unidos.

“A posição do governo da Espanha é clara: absoluta colaboração com os aliados, mas sempre dentro do marco da legalidade internacional”, afirmou, segundo informações da agência EFE.

“Do nosso ponto de vista não há debate, cumprimos com as obrigações, somos um parceiro leal e, por isso, temos absoluta tranquilidade”, disse Sánchez, sobre a possibilidade de os EUA exigirem a suspensão da Espanha da Otan.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: BONNIE CASH/EFE/EPA

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