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Caiado defende urnas eletrônicas e rejeita questionamentos dos EUA sobre eleições no Brasil
Segundo ele, a presença estrangeira pode acompanhar o processo, mas não deve colocar em dúvida os resultados
Gazeta do Povo
27 de julho de 2026
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Caiado defende urnas eletrônicas e rejeita questionamentos dos EUA sobre eleições no Brasil
Segundo ele, a presença estrangeira pode acompanhar o processo, mas não deve colocar em dúvida os resultados
Gazeta do Povo
27 de julho de 2026
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), classificou como “inadmissível” qualquer questionamento estrangeiro sobre a segurança e a lisura das eleições brasileiras. A declaração ocorreu neste sábado (25), após o governo dos Estados Unidos negar que tenha enviado representantes ao Brasil para interferir no processo eleitoral.
Caiado afirmou confiar nas urnas eletrônicas e defendeu a participação de observadores internacionais nas eleições brasileiras. Segundo ele, a presença estrangeira pode acompanhar o processo, mas não deve colocar em dúvida os resultados.
“Eu confio nas urnas eleitorais do Brasil. Também sempre concordei que cada eleição tivesse a presença de observadores de diferentes países. Mas considero inadmissível que qualquer país, incluindo os EUA, queira colocar em dúvida a lisura e os resultados das nossas eleições”, disse.
A manifestação ocorreu após o governo brasileiro negar vistos a dois integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Segundo informações publicadas pelo The Washington Post, Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente, planejavam viajar a Brasília para tratar da integridade do sistema eleitoral.
Diplomatas brasileiros consideraram a iniciativa incomum e atuaram para impedir a viagem. O governo brasileiro avaliou que a agenda poderia representar uma interferência estrangeira no processo eleitoral e questionar a legitimidade das urnas eletrônicas.
EUA negam que diplomatas enviados tentariam interferir nas eleições
O Departamento de Estado dos Estados Unidos rejeitou a versão de que seus funcionários pretendiam interferir nas eleições brasileiras. Em nota, o órgão classificou como “mentira sem fundamento” qualquer afirmação de que a viagem teria como objetivo enfraquecer o processo eleitoral.
Segundo o governo norte-americano, a visita teria caráter rotineiro e estaria dentro das atribuições legais do Departamento de Estado. De acordo com o The Washington Post, os dois representantes foram indicados politicamente pela administração do presidente Donald Trump. A viagem ocorreria nos próximos dias, mas não avançou após a decisão do governo brasileiro.
TSE diz não ter sido informado sobre visita de representantes dos EUA
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que sua área internacional recebeu uma consulta da Embaixada dos Estados Unidos sobre uma possível visita de integrantes do governo norte-americano.
O tribunal, porém, afirmou que não recebeu informações sobre o tema que seria tratado durante a agenda. A visita também não chegou a ser marcada, segundo o TSE, por causa do recesso do Judiciário.
O Itamaraty, por sua vez, identificou o caráter incomum da solicitação e decidiu não conceder os vistos aos representantes norte-americanos.
Créditos: Gazeta do Povo
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
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