Economia

Dívidas atingem 82% das famílias, e baixa renda sofre com alta da inadimplência

O levantamento apontou que, entre as famílias que recebem até três salários mínimos, o percentual com contas em atraso subiu de 38,5% para 38,8%, enquanto 85,1% declararam ter dívidas

Gazeta do Povo

10 de setembro de 2026

Facebook
WhatsApp
Telegram

Economia

Dívidas atingem 82% das famílias, e baixa renda sofre com alta da inadimplência

O levantamento apontou que, entre as famílias que recebem até três salários mínimos, o percentual com contas em atraso subiu de 38,5% para 38,8%, enquanto 85,1% declararam ter dívidas

Gazeta do Povo

10 de setembro de 2026

WhatsApp
Facebook

O endividamento das famílias brasileiras permaneceu no recorde de 82% em agosto de 2026, enquanto a inadimplência avançou para 29,9%, com a maior pressão concentrada entre os consumidores de menor renda, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) nesta quinta-feira (10).

O levantamento apontou que, entre as famílias que recebem até três salários mínimos, o percentual com contas em atraso subiu de 38,5% para 38,8%, enquanto 85,1% declararam ter dívidas. O grupo de menor renda também registrou alta de 0,5 ponto percentual na parcela de consumidores sem condições de quitar as dívidas, que chegou a 18,3%.

“Estamos chegando ao último trimestre do mesmo jeito que começamos o ano, com recorde de endividamento e crescimento da inadimplência”, afirmou o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

O percentual de famílias endividadas ficou estável em 82% pelo segundo mês consecutivo e completou sete meses seguidos em nível recorde. O resultado está acima dos 78,8% registrados em agosto de 2025, enquanto a inadimplência geral avançou 0,1 ponto percentual no mês.

Também aumentou a parcela de famílias que dizem não ter condições de pagar as contas atrasadas, que chegou a 12,5%, maior nível desde fevereiro. O grupo que se considera “muito endividado” passou a representar 17,4% das famílias, enquanto os “pouco endividados” recuaram para 34,9%.

“A fragilização financeira da base da pirâmide reflete a dependência do crédito para a manutenção do consumo básico e mantêm o quadro de endividamento no patamar recorde”, afirmou Fabio Bentes, economista-chefe da CNC.

O levantamento da CNC aponta, ainda, que o alongamento das dívidas também não foi suficiente para conter a inadimplência, apesar de 33,4% das famílias terem compromissos com prazo superior a um ano. O tempo médio de atraso subiu para 65 dias, interrompendo uma sequência de três meses de melhora, enquanto 29,1% dos devedores tinham contas atrasadas entre 30 e 90 dias.

Outro sinal de pressão sobre o orçamento doméstico é que 19,2% das famílias comprometeram mais da metade da renda com dívidas, maior percentual desde março. O comprometimento médio geral da renda, por outro lado, permaneceu estável em 29,5%.

Melhora em outros segmentos

Nas demais faixas de renda, o cenário foi menos negativo e apresentou sinais de alívio:

  • De 3 a 5 salários mínimos: endividamento caiu de 85,1% para 83,7%, com leve recuo nas dívidas em atraso, para 28%.
  • De 5 a 10 salários mínimos: endividamento caiu para 77,2%, enquanto a inadimplência recuou para 20,3% e a falta de condições de pagamento para 7,8%.
  • Acima de 10 salários mínimos: endividamento subiu 0,3 ponto percentual, para 72,3%, mas a inadimplência caiu para 14,9%.

A CNC projeta aumento das contas em atraso durante o próximo trimestre diante do maior comprometimento da renda e da elevação do tempo médio de atraso. A estabilização das finanças das famílias dependerá, segundo as projeções apresentadas, de uma redução gradual do nível de endividamento.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Últimas Notícias

Associações de magistrados rebatem declaração de Dino sobre o Judiciário

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

Cármen Lúcia lamenta descrença nas instituições em meio à crise no STF

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

Lula tenta se distanciar de crise com Moraes e diz que não o indicou à Corte

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

Siga nos

Leia também

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

A manifestação foi uma reação à sessão extraordinária que terminou sem uma definição sobre investigar ou não o ministro Alexandre de Moraes

Em outra postagem Lula escolheu a imagem de um cemitério durante a pandemia e em outra, uma fila de pessoas em uma agência de emprego, com duas fotografias de Bolsonaro para vincular os assuntos

Segundo informações da agência EFE, a missão avaliou a situação dos direitos humanos no país desde a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Ele foi substituído pela ditadora interina Delcy Rodríguez, aliada do governo Donald Trump

No início do mês, Milei anunciou sanções a empresas que explorarem recursos naturais nas Ilhas Malvinas, além da construção de uma base naval integrada na província da Terra do Fogo para aumentar a pressão militar de Buenos Aires nessa disputa

Rolar para cima

Inscrição feita com sucesso!