- Inicio
- Notícias Brasil - Política - Últimas Notícias
- Direita amplia adesão a Flávio na reta final para tentar vencer Lula no 1º turno
Notícias Brasil
Direita amplia adesão a Flávio na reta final para tentar vencer Lula no 1º turno
Desde a semana passada, candidatos de direita de partidos com projetos próprios para a Presidência passaram a anunciar e pedir votos para o senador Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL
Gazeta do Povo
1 de outubro de 2026
- Inicio
- Notícias Brasil - Política - Últimas Notícias
- Direita amplia adesão a Flávio na reta final para tentar vencer Lula no 1º turno
Notícias Brasil
Direita amplia adesão a Flávio na reta final para tentar vencer Lula no 1º turno
Desde a semana passada, candidatos de direita de partidos com projetos próprios para a Presidência passaram a anunciar e pedir votos para o senador Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL
Gazeta do Povo
1 de outubro de 2026
Desde a semana passada, candidatos de direita de partidos com projetos próprios para a Presidência passaram a anunciar e pedir votos para o senador Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL. Isso é uma tentativa de somar votos suficientes para que ele derrote o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, já no primeiro turno da eleição, que exige ao menos metade mais um dos votos válidos (excluídos brancos, nulos e abstenções).
Dois candidatos ao Senado – Ricardo Salles, do Novo em São Paulo e Ronaldo Fonseca, do PSD do Distrito Federal – desistiram para favorecer nomes do PL mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto, de modo a evitar que concorrentes da esquerda ganhem uma das duas vagas em disputa em seus estados.
“Sou apoiador do Flávio desde a primeira hora, no ano passado, porque sempre achei que venceria. Agora, com essa crise sem precedentes em Brasília, muita gente entendeu que ele pode ganhar no primeiro turno”, disse o candidato a deputado federal pelo União por São Paulo, jornalista Sílvio Navarro. O União liberou seus candidatos a apoiar Flávio, apesar de manter neutralidade no primeiro turno.
O Novo, que integra a oposição ao governo Lula e fazia parte da base de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, lançou o ex-governador de Minas Romeu Zema. Agora, os principais apoios de direita a Flávio, fora do PL, vêm justamente do Novo.
A deputada federal por São Paulo Marina Helena comunicou a Zema a decisão antes de anunciá-la publicamente nas redes sociais.
“A gente não pode correr o risco de ter mais um governo Lula, mais quatro Dinos no STF […] Ninguém sabe o que eles são capazes de fazer entre o primeiro e o segundo turno. Gilmar Mendes já disse que é matar ou morrer. Já vimos a censura e a perseguição que eles praticaram em 2022 e 2024”, disse, apontando parcialidade dos ministros para favorecer Lula.
“Tem ainda a questão econômica. O Lula está empurrando o país para uma crise pior que a da Dilma. Se ele ganhar de novo, não vai ter Brasil, não vai ter Congresso, não vai ter Estado de Direito nesse país. Por isso, precisamos decidir essa eleição já no primeiro turno”, afirmou a candidata.
Na mesma linha, o candidato a deputado estadual pelo Novo Carlo Cauti anunciou voto em Flávio no primeiro turno “para liquidar essa fatura logo no começo e impedir que o PT faça o diabo, como ele já mesmo avisou, para ganhar a eleição”. Fizeram o mesmo Sebastião Coelho, candidato ao Senado pelo Novo no Distrito Federal; e Marco Antônio Costa, também do Novo, que busca o cargo de senador por Minas Gerais.
No Rio Grande do Sul, o candidato ao Senado Marcel Van Hattem concorre em aliança com o candidato do PL, Ubiratan Sanderson. No Paraná, Deltan Dallagnol, do Novo, tenta uma cadeira no Senado fazendo campanha junto com Filipe Barros, do PL.
Oficialmente, o Novo evita comentar os apoios a Flávio no primeiro turno em detrimento de Zema. Nos bastidores, o movimento foi liberado.
O movimento condiz com uma iniciativa da própria campanha de Flávio para atrair votos da direita de partidos que não aderiram à sua candidatura desde que foi anunciada em dezembro do ano passado. Na época, partidos do Centrão e de parte da direita apostavam na candidatura presidencial dos governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que então optou pela reeleição, e na de Ratinho Júnior (PSD-PR), que desistiu para que seu partido lançasse o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado.
Na terça-feira (29), em entrevista à imprensa em São Paulo, Flávio foi indagado se havia conversado com Zema sobre o voto útil. “A gente está conversando com todo mundo que queira vestir a camisa do Brasil e todo mundo que tem essa concordância. Tem pontos de divergência que são pequenos diante do perigo que o Brasil corre. Está todo mundo conversando”, disse Flávio, ao lado de Pablo Marçal, do PRTB, que teve a candidatura desautorizada pela Justiça Eleitoral e anunciou apoio ao candidato do PL. “Todos estão contra o PT e é hora de a gente salvar esse país”, disse o empresário.
No campo da direita, o único que mantém posição de confronto contra Flávio é Renan Santos, da Missão. Ele tem rebatido acusações de que estaria ajudando Lula ao negar apoio ao candidato do PL mesmo num segundo turno da disputa. “Eu criei um partido político para que os brasileiros não precisem votar nem num ladrão de esquerda, nem num ladrão de direita”, afirmou em vídeo publicado nas redes.
O partido Missão entende que Flávio não tem chance real de vencer no primeiro turno e tem enfatizado que votar em outros candidatos da direita, como Renan Santos, também impede que Lula vença no primeiro turno.
O que apontam as últimas pesquisas na disputa entre Flávio e Lula
Pesquisa do instituto Ideia, em parceria com o Canal Meio, divulgada nesta quarta-feira (30) aponta empate técnico no primeiro turno entre Lula, com 39,4% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro, com 38,4%. Na simulação de segundo turno, novo empate técnico: o petista marca 48,5%, e Flávio, 48%.
O instituto Ideia entrevistou 2.000 eleitores entre 25 e 28 de setembro de 2026; a pesquisa foi contratada pelo Canal Meio S.A.; tem nível de confiança de 95%; margem de erro de 2,2 pontos percentuais, e registro no TSE nº BR-08706/2026.
Pesquisa do instituto Palver divulgada na terça (29) aponta Flávio e Lula empatados numericamente no cenário estimulado de primeiro turno, ambos com 44% das intenções de voto. Na simulação de segundo turno entre os dois, Flávio fica numericamente à frente: 47% a 45%, em empate técnico dentro da margem de erro.
A Palver entrevistou 5.000 eleitores de 24 a 28 de setembro de 2026, em pesquisa contratada pelo próprio instituto, com nível de confiança de 95%, margem de erro de 2,4 pontos percentuais e registro no TSE sob o nº BR-02990/2026.
Pesquisa do instituto AtlasIntel divulgada na terça (29) aponta Lula com 46,2%, e Flávio com 43,1% dos votos válidos no primeiro turno. Na simulação de segundo turno entre os dois, há empate numérico: 50% para cada um.
A AtlasIntel entrevistou 5.005 eleitores de 23 a 28 de setembro de 2026, em pesquisa contratada pelo próprio instituto, com nível de confiança de 95%, margem de erro de 1 ponto percentual e registro no TSE sob o nº BR-04391/2026.
O que dizem analistas sobre a adesão a Flávio Bolsonaro na reta final
Analistas políticos consultados pela reportagem dizem que a adesão da direita a Flávio na reta final pode não ser suficiente para uma vitória do candidato do PL no primeiro turno.
“Ele ainda precisaria crescer para além do eleitorado que hoje já está nesse campo e, para isso, precisa convencer aquele eleitorado que já pode ter sido de seu pai, mas que em 2022 foi de Lula”, diz o cientista político Magno Karl. Para ele, o movimento é típico desse momento final que antecede o primeiro turno.
“Nos últimos dias, costumamos ver um momento de afunilamento das decisões, com candidatos e partidos pensando menos em marcar posição e um pouco mais em alguma composição eleitoral que possa maximizar seu impacto. As notícias recentes revelam um ponto importante sobre a direita hoje: há uma convergência eleitoral forte, mas não uma unidade política propriamente dita”, diz.
O cientista político Elias Tavares também vê na adesão a Flávio um “clássico movimento do voto útil, quando a disputa fica muito concentrada entre dois candidatos”. “Começa a crescer dentro dos respectivos campos políticos a pressão para que o eleitor abandone uma candidatura de preferência e acabe migrando para aquela candidatura que é considerada mais competitiva”, explica, ressaltando que, para Flávio ganhar no primeiro turno terá que somar mais que 50% dos votos válidos (que excluem brancos, nulos e abstenções).
“Então, não basta simplesmente absorver parte dos votos das outras candidaturas da direita. É preciso observar também o tamanho desse contingente e como ele se comporta, como vai ser também o comportamento dos votos brancos, nulos, e principalmente as pessoas que vão se abster de votar”, observa.
Para Elias Tavares, além do movimento natural pelo voto útil, a adesão a Flávio se justifica também por uma mudança de prioridade estratégica dos demais partidos de direita. “Em determinados momentos da eleição, cada partido tenta fortalecer a própria candidatura, construir seu projeto e ampliar sua bancada. Na reta final, porém, alguns grupos passam a trabalhar por uma lógica mais pragmática, menos preocupação com a identidade partidária e mais preocupação com o resultado do campo político como um todo”, diz.
Paulo Ramirez, cientista político e professor da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) analisa a situação assim como o candidato Renan Santos, do Missão. Ele diz que seria uma contradição o eleitor de direita adotar o critério ético para dar o voto útil em Flávio Bolsonaro. “É um argumento contraditório exercer o voto útil, para que o PT não seja eleito”. Ele opina que Flávio Bolsonaro também estaria envolvido com corrupção no caso do Banco Master.
Ramirez também ressalta a importância de se observar o percentual de votos nulos, brancos e de abstenções no primeiro turno. A lógica é que quanto maior a quantidade de votos nulos, brancos ou abstenções, menor a quantidade nominal de votos necessária para um candidato somar mais da metade e vencer no primeiro turno. Nesse cenário, leva vantagem quem tiver o eleitor mais engajado, que faz questão de ir votar em seu candidato no dia da eleição.
Na entrevista à imprensa de terça (29), Flávio provocou o eleitor petista a se abster. “Só vai sair de casa quem for votar para Flávio Bolsonaro presidente 22, quem não for votar em Flávio presidente 22, fica em casa”, disse, rindo.
Créditos: Gazeta do Povo
Foto: Vittor Sales/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro
Últimas Notícias
Dino declara perda de objeto e encerra ação sobre remoção de post de Tabet
O caso teve início quando Tabet ingressou nos autos alegando ter sido prejudicado por determinação monocrática de um ministro do TSE
Direita amplia adesão a Flávio na reta final para tentar vencer Lula no 1º turno
Desde a semana passada, candidatos de direita de partidos com projetos próprios para a Presidência passaram a anunciar e pedir votos para o senador Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL
Nunes Marques nega pedido de Renan Santos para participar de debate da Globo
A decisão considerou que a emissora não tinha obrigação de convidar o candidato com base nas regras previamente estabelecidas para o programa
Siga nos
Leia também
O caso teve início quando Tabet ingressou nos autos alegando ter sido prejudicado por determinação monocrática de um ministro do TSE
A decisão considerou que a emissora não tinha obrigação de convidar o candidato com base nas regras previamente estabelecidas para o programa
A representação do presidente do PT no Paraná, o deputado estadual Arilson Chiorato, pedia a suspensão ou desativação de perfis e sites do candidato do Novo, a remoção de conteúdos políticos e eleitorais e a abstenção de novas postagens
Michelle recorreu ao STF em maio após Janones publicar um vídeo nas redes sociais acusando-a de receber “dinheiro roubado” do ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master
De acordo com informações da agência Associated Press, Christa Gail Pike, que foi condenada à pena de morte por um assassinato cometido em 1995, recebeu duas doses de pentobarbital, segundo documentos judiciais apresentados pelos advogados dela na noite de quarta-feira
O pedido é uma extensão da suspensão pedida na semana passada a Nunes Marques por prevenção e que a defesa do ex-presidente desistiu horas depois sem apresentar uma justificativa
A informação foi confirmada pela banda por intermédio de suas redes sociais oficiais