Economia

Governo autoriza garantia a empréstimo de R$ 7 bi aos Correios

A estatal terá prazo de 15 anos para quitar o empréstimo, com três anos de carência. Se for privatizada, o saldo devedor restante deve ser pago antecipadamente

Gazeta do Povo

28 de outubro de 2026

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Governo autoriza garantia a empréstimo de R$ 7 bi aos Correios

A estatal terá prazo de 15 anos para quitar o empréstimo, com três anos de carência. Se for privatizada, o saldo devedor restante deve ser pago antecipadamente

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, autorizou a concessão de garantia da União para um empréstimo de R$ 7 bilhões dos Correios, parte de seu plano de reestruturação. O crédito será obtido de um consórcio formado pelos bancos ABC Brasil, Citibank, Deutsche Bank e JP Morgan. O despacho foi publicado na edição desta quarta-feira (28) do Diário Oficial da União (DOU).

A operação terá custo de 114,84% do CDI. A previsão é liberar R$ 5 bilhões na assinatura do contrato e os R$ 2 bilhões restantes até dezembro. A estatal terá prazo de 15 anos para quitar o empréstimo, com três anos de carência. Se for privatizada, o saldo devedor restante deve ser pago antecipadamente.

Os Correios lideram a lista de estatais em crise durante o governo Lula (PT). De acordo com os dados mais recentes, a empresa pública acumulava um prejuízo de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026 e patrimônio líquido negativo de R$ 19,9 bilhões.

Empréstimo anterior

Os Correios já haviam contratado um empréstimo maior, de R$ 12 bilhões. O contrato foi assinado em 26 de dezembro de 2025 entre a estatal e os bancos Bradesco, Itaú, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

A primeira tentativa previa um valor maior, de R$ 20 bilhões, e envolvia outro grupo, formado por Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Banco Safra. O Tesouro, porém, considerou muito alta a taxa de cerca de 136% do CDI. A operação posteriormente contratada reduziu o custo para cerca de 115% do CDI.

O prazo total é de 15 anos, o mesmo previsto para o novo empréstimo. Até o fim do contrato, os Correios devem desembolsar cerca de R$ 34,2 bilhões, valor equivalente a pouco mais do que o dobro da receita líquida da estatal em 2025.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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