Notícias Brasil

Alcolumbre critica ocupação do Senado pela oposição, mas já usou tática semelhante em 2019

Ele subiu o tom nesta quarta (6) contra a mobilização de aliados de Jair Bolsonaro (PL), que chegaram a se acorrentar às cadeiras no plenário em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente

Gazeta do Povo

7 de agosto de 2025

Facebook
WhatsApp
Telegram

Notícias Brasil

Alcolumbre critica ocupação do Senado pela oposição, mas já usou tática semelhante em 2019

Ele subiu o tom nesta quarta (6) contra a mobilização de aliados de Jair Bolsonaro (PL), que chegaram a se acorrentar às cadeiras no plenário em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente

Gazeta do Povo

7 de agosto de 2025

WhatsApp
Facebook

O atual posicionamento crítico do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), à ocupação da mesa diretora da casa pela oposição contrasta com a mesma tática adotada por ele em 2019, em um protesto em meio à eleição do novo comandante do Legislativo. Ele subiu o tom nesta quarta (6) contra a mobilização de aliados de Jair Bolsonaro (PL), que chegaram a se acorrentar às cadeiras no plenário em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente.

Ele afirmou que “não aceitarei intimidações nem tentativas de constrangimento à presidência do Senado” e que “o Parlamento não será refém de ações que visem desestabilizar seu funcionamento”. Ele marcou uma sessão remota para esta quinta (7) para votar a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até dois salários mínimos.

A crítica, porém, contrasta com a mobilização que ele realizou em 2019, em que permaneceu por sete horas seguidas sentado na cadeira da presidência para conduzir a votação em seu benefício.

Desde a decretação da prisão domiciliar de Bolsonaro pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda (4), a oposição tem se mobilizado e declarou a obstrução total dos trabalhos do Congresso a partir do dia seguinte. Os aliados exigem que o projeto de lei da anistia aos envolvidos e condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 seja pautado, além da abertura de processo de impeachment do magistrado.

Em 2019, quando tomou uma atitude semelhante, Alcolumbre disputava justamente a presidência do Senado contra o então favorito Renan Calheiros (MDB-AL). Na ocasião, com o apoio de Bolsonaro recém-empossado, o senador amapaense desafiou uma decisão da Secretaria-Geral da Mesa que previa a condução da sessão pelo parlamentar mais velho, o senador José Maranhão (MDB-PB), aliado de Renan.

Alcolumbre, no entanto, ignorou a orientação com a alegação de ser remanescente da antiga direção do Senado, assumindo os trabalhos por mais de sete horas ininterruptas. Não deixou a cadeira nem durante os intervalos, em uma tentativa clara de manter o controle do rito da eleição.

Na época, a mobilização de Alcolumbre provocou reação do STF e fez com que o ministro Dias Toffoli determinasse uma votação secreta, como manda o regimento. Na primeira tentativa de eleição, 82 votos foram registrados — um a mais que o número total de senadores, o que levou à anulação da sessão.

Na segunda votação, com 77 parlamentares participando e Renan retirando sua candidatura em protesto ao descumprimento da decisão judicial, Alcolumbre saiu vitorioso, com o apoio declarado de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do então presidente da República.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Últimas Notícias

Gilmar aprofunda crise e diz que Mendonça fez ajuste prévio com Fux sobre afastamentos na PF

Segundo o ministro, a sequência registrada no sistema do STF indica que a sessão foi convocada sem que todos os ministros tivessem sido previamente informados

Lula sanciona política de minerais críticos e cria conselho com poder de veto

A proposta prevê até R$ 7 bilhões em incentivos para a industrialização e a produção de materiais de maior valor agregado com esses minerais

Filho de Fux orientou Vorcaro a enviar e-mail à secretária do pai no STF

O endereço indicado pertence ao domínio institucional do Supremo e é compatível com o nome de Patrícia Andrade Neves Pertence, chefe de gabinete de Luiz Fux no STF

Siga nos

Leia também

Segundo o ministro, a sequência registrada no sistema do STF indica que a sessão foi convocada sem que todos os ministros tivessem sido previamente informados

A proposta prevê até R$ 7 bilhões em incentivos para a industrialização e a produção de materiais de maior valor agregado com esses minerais

O endereço indicado pertence ao domínio institucional do Supremo e é compatível com o nome de Patrícia Andrade Neves Pertence, chefe de gabinete de Luiz Fux no STF

Durante um comício em Ceilândia, no Distrito Federal, o petista afirmou que o Brasil “não comporta político vira-lata” e acusou os dois irmãos de buscar apoio dos Estados Unidos contra o país

O caso Master era relatado pelo ministro André Mendonça, mas Fachin encaminhou o processo à presidência da Corte diante da crise interna no STF, paralisando a tramitação

Companhia, que atende oito das dez maiores empresas do agronegócio do país, ampliou a atuação para apoiar na adaptação à Reforma Tributária

Programação "Museus para Todas as Pessoas" reúne acessibilidade, música, cinema, dança e memória

Rolar para cima

Inscrição feita com sucesso!