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Barroso diz que STF vive “momento difícil” em meio a crise envolvendo banqueiro do Master

Barroso afirmou que nunca havia ouvido falar de Vorcaro antes da repercussão do caso e destacou que a situação gerou desgaste institucional para o tribunal

Gazeta do Povo

11 de março de 2026

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Barroso diz que STF vive “momento difícil” em meio a crise envolvendo banqueiro do Master

Barroso afirmou que nunca havia ouvido falar de Vorcaro antes da repercussão do caso e destacou que a situação gerou desgaste institucional para o tribunal

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11 de março de 2026

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O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, afirmou que a Corte atravessa um “momento difícil” em meio à crise institucional provocada pelo caso do Banco Master. Ao comentar o episódio, durante entrevista exibida na terça-feira (10) pela GloboNews, o ministro aposentado disse que é preciso cautela antes de tirar conclusões definitivas sobre as suspeitas envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e possíveis conexões com integrantes do Judiciário.

Barroso afirmou que nunca havia ouvido falar de Vorcaro antes da repercussão do caso e destacou que a situação gerou desgaste institucional para o tribunal. Segundo ele, a gravidade das acusações exige prudência na avaliação pública dos fatos, enquanto as investigações seguem em andamento. “Há uma percepção crítica real. Eu leio jornal, eu vou à farmácia, eu tenho amigos. Portanto, é um momento difícil. Mas, como eu disse, acho que a gente não deve fazer juízos precipitados”, disse o ex-ministro.

O ministro aposentado também elogiou a postura do presidente da Corte, Edson Fachin, e do relator do caso Master, André Mendonça, e afirmou que pode ter havido algo “criticável”, mas que não fará pré-julgamentos.

O caso do Banco Master ganhou projeção após mensagens e documentos apreendidos em investigações mencionarem autoridades e integrantes do STF, em especial os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Barroso defende mandato para ministros

Na entrevista, Barroso também voltou a defender mudanças no modelo de permanência dos ministros no STF. Para ele, o ideal seria a adoção de mandatos com prazo determinado, em vez do atual sistema que permite que os magistrados permaneçam no cargo até a aposentadoria compulsória aos 75 anos de idade.

Segundo o ex-ministro, um modelo possível seria o de mandatos de 12 anos, inspirado no sistema adotado pelo tribunal constitucional da Alemanha, o que evitaria permanências muito longas na Corte e permitiria maior renovação institucional.

Barroso deixou a Corte em outubro de 2025, após 12 anos no cargo. A vaga deixada por ele segue em aberto desde então.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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