Economia

Bolsa brasileira vai na contramão do mundo e sobe após reação da China a Trump

A reação da bolsa brasileira contrastou com as europeias, que iniciaram o dia em baixa após a China rebater a taxação de 145% dos Estados Unidos com uma retaliação de 125% sobre os produtos americanos

Gazeta do Povo

11 de abril de 2025

Facebook
WhatsApp
Telegram

Economia

Bolsa brasileira vai na contramão do mundo e sobe após reação da China a Trump

A reação da bolsa brasileira contrastou com as europeias, que iniciaram o dia em baixa após a China rebater a taxação de 145% dos Estados Unidos com uma retaliação de 125% sobre os produtos americanos

Gazeta do Povo

11 de abril de 2025

WhatsApp
Facebook

A Bolsa de Valores de São Paulo – a B3 – abriu a sexta-feira (11) em alta, revertendo as perdas do dia anterior em que fechou em forte queda de 1,13% em reação à guerra tarifária entre os Estados Unidos e a China. Por volta das 11h, às negociações do Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira, estavam em 0,51%, enquanto que o dólar caía 0,24% a R$ 5,88.

A reação da bolsa brasileira contrastou com as europeias, que iniciaram o dia em baixa após a China rebater a taxação de 145% dos Estados Unidos com uma retaliação de 125% sobre os produtos americanos.

Um pouco mais cedo, o vice-presidente brasileiro Geraldo Alckmin (PSB) se reuniu por videoconferência com o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao para discutir a taxação e a parceria bilateral entre os dois países.

“Trocaram impressões sobre as alterações tarifárias em curso no cenário internacional. Convergiram na defesa do multilateralismo e do sistema internacional de comércio baseado em regras, com o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, disse o Palácio do Planalto em nota pouco depois da conversa.

China reage aos EUA

A China anunciou nesta sexta-feira (11) um novo aumento nas tarifas sobre produtos importados dos Estados Unidos, passando de 84% para 125%. A medida, que entra em vigor em 12 de abril, foi oficializada pelo Comitê de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado como resposta ao novo pacote tarifário aprovado por Washington. A decisão agrava a já tensa relação comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Em comunicado, o governo chinês acusou os Estados Unidos de “violar gravemente as regras do comércio internacional” e adotar “uma política unilateral de assédio e coerção”. Segundo o texto, “os EUA ignoraram a ordem econômica global que ajudaram a construir após a Segunda Guerra Mundial” e a paciência de Pequim “tem limites”.

O documento ainda adverte: “Se Washington insistir em infligir danos substanciais aos interesses da China, esta responderá com firmeza e seguirá até o fim”.

Embora o tom seja contundente, o comunicado ressalta que os produtos americanos já perderam competitividade no mercado chinês, o que tornaria os novos aumentos tarifários “irrelevantes” e “uma zombaria na história da economia global”.

O anúncio vem dois dias após Pequim elevar de 34% para 84% as tarifas sobre itens norte-americanos, em reação a uma tarifa extra de 50% imposta anteriormente pelo governo de Donald Trump. Em resposta, os EUA aumentaram ainda mais as taxas, elevando a carga tributária total sobre produtos chineses para 145%, incluindo as tarifas anteriores.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, declarou que o país “não quer uma guerra comercial, mas não tem medo dela”. Ele apelou para que os EUA “deixem a pressão de lado” e busquem resolver o impasse “por meio do diálogo”.

Para Lin, as medidas de Pequim “não apenas protegem seus próprios interesses legítimos, mas também salvaguardam a ordem internacional e os direitos de todos os países afetados pelo unilateralismo americano”.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: divulgação/B3

Últimas Notícias

Associações de magistrados rebatem declaração de Dino sobre o Judiciário

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

Cármen Lúcia lamenta descrença nas instituições em meio à crise no STF

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

Lula tenta se distanciar de crise com Moraes e diz que não o indicou à Corte

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

Siga nos

Leia também

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

A manifestação foi uma reação à sessão extraordinária que terminou sem uma definição sobre investigar ou não o ministro Alexandre de Moraes

Em outra postagem Lula escolheu a imagem de um cemitério durante a pandemia e em outra, uma fila de pessoas em uma agência de emprego, com duas fotografias de Bolsonaro para vincular os assuntos

Segundo informações da agência EFE, a missão avaliou a situação dos direitos humanos no país desde a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Ele foi substituído pela ditadora interina Delcy Rodríguez, aliada do governo Donald Trump

No início do mês, Milei anunciou sanções a empresas que explorarem recursos naturais nas Ilhas Malvinas, além da construção de uma base naval integrada na província da Terra do Fogo para aumentar a pressão militar de Buenos Aires nessa disputa

Rolar para cima

Inscrição feita com sucesso!