Notícias Brasil

Caiado diz que varejo vive “colapso” e critica juros altos e endividamento

A declaração ocorreu durante entrevista a jornalistas na 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo

Gazeta do Povo

18 de agosto de 2026

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Caiado diz que varejo vive “colapso” e critica juros altos e endividamento

A declaração ocorreu durante entrevista a jornalistas na 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo

Gazeta do Povo

18 de agosto de 2026

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O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta segunda-feira (17) que o varejo brasileiro vive um “colapso” e citou a crise financeira das Casas Bahia como exemplo.

A declaração ocorreu durante entrevista a jornalistas na 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo.

“Você tem aí um varejo quebrando […] Em que a Casas Bahia acaba de pedir recuperação judicial. Isso não compromete todo o varejo? Isso não é a expressão do colapso do varejo no Brasil?”, questionou Caiado.

O candidato relacionou as dificuldades do setor à taxa básica de juros, atualmente em 14%, e ao endividamento das famílias.

Para Caiado, o programa Desenrola não enfrenta a origem do problema porque apenas renegocia dívidas.

“Precisamos estar atentos para este processo que está levando a um colapso”, disse. Segundo ele, o país precisa enfrentar as causas do endividamento com medidas de ajuste fiscal.

Crise das Casas Bahia

As Casas Bahia entraram nesta segunda-feira com pedido de recuperação judicial para renegociar uma dívida de R$ 17,3 bilhões.

O processo envolve dez empresas do grupo, incluindo as marcas Casas Bahia, Ponto Frio, Extra.com e Bartira.

A crise se agravou após a companhia registrar prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026.

Desse valor, R$ 9,1 bilhões decorreram de efeitos contábeis sem impacto direto no caixa.

A empresa também fechou 298 lojas e anunciou milhares de demissões como parte de um plano de redução de despesas.

O pedido de recuperação judicial busca reorganizar as dívidas e preservar as operações da companhia.

O grupo também enfrenta dificuldades para obter crédito e recompor estoques, em um cenário de custos financeiros elevados.

Para Caiado, o caso da Casas Bahia representa um sinal de alerta para a economia brasileira e reforça a necessidade de mudanças na política fiscal e econômica.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara

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