Economia

Câmara aprova projeto que muda regras do INSS e restringe consignados

O texto proíbe o INSS de realizar descontos automáticos em folha para sindicatos, associações e entidades de classe, mesmo quando autorizados por aposentados ou pensionistas

Gazeta do Povo

4 de setembro de 2025

Facebook
WhatsApp
Telegram

Economia

Câmara aprova projeto que muda regras do INSS e restringe consignados

O texto proíbe o INSS de realizar descontos automáticos em folha para sindicatos, associações e entidades de classe, mesmo quando autorizados por aposentados ou pensionistas

Gazeta do Povo

4 de setembro de 2025

WhatsApp
Facebook

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que altera regras do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sobre crédito consignado e descontos em benefícios. A votação ocorreu na madrugada desta quinta-feira (4) e a proposta segue para análise do Senado.

O texto proíbe o INSS de realizar descontos automáticos em folha para sindicatos, associações e entidades de classe, mesmo quando autorizados por aposentados ou pensionistas. A exceção fica para operações de antecipação de benefícios feitas por bancos, como no programa Meu INSS Vale+.

O relator Danilo Forte (União-CE) incluiu mudança relevante: a definição do teto de juros do consignado deixará o Conselho Nacional da Previdência Social e passará ao Conselho Monetário Nacional, que deve equilibrar proteção ao segurado e sustentabilidade do mercado.

O projeto também obriga o INSS a identificar beneficiários lesados por descontos irregulares. A busca deve usar auditorias, denúncias, ações judiciais e reclamações significativas, com prioridade para idosos, vulneráveis e moradores de áreas remotas.

As instituições financeiras terão 30 dias para devolver valores cobrados de forma ilegal. Se não cumprirem, o INSS pagará a restituição ao beneficiário e acionará a Justiça para reaver os recursos. O projeto veda o uso da Seguridade Social para esse fim. Caso necessário, o reembolso virá do Orçamento da União ou do Fundo Garantidor de Créditos.

INSS terá biometria obrigatória

Outra medida impõe que toda contratação de consignado no INSS seja validada por biometria, com reconhecimento facial, digital ou assinatura eletrônica qualificada. Apenas empresas credenciadas no padrão ICP-Brasil poderão emitir as assinaturas.

Cada operação exigirá confirmação do segurado, bloqueio automático para novos empréstimos e desbloqueio presencial em agência. O projeto proíbe o uso de procurações e atendimentos telefônicos para esse processo. As agências do INSS deverão instalar terminais biométricos para atendimento imediato, sem agendamento.

O texto amplia a atuação do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, que usará o Fundo Nacional do Idoso em ações de inclusão digital, educação financeira e prevenção a golpes.

O projeto ainda atualiza o Decreto-Lei 3.240/41. Agora, juízes poderão autorizar bloqueio de bens já durante investigações policiais, sem depender de pedido do Ministério Público. O confisco também alcançará empresas de fachada e patrimônios transferidos de forma gratuita ligados a fraudes contra o INSS.

Durante o debate, o relator Danilo Forte afirmou que a autarquia contribuiu para os descontos ilegais ao compartilhar dados de beneficiários com a Dataprev sem verificação adequada. “Foi o INSS que facilitou a operação”, disse.

Deputados da base governista criticaram a falta de punições mais severas aos bancos. Renildo Calheiros (PCdoB-PE) afirmou que a lei é “muito favorável às instituições financeiras”. Chico Alencar (Psol-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS) reforçaram as críticas, enquanto Rogério Correia (PT-MG) defendeu que, em caso de prejuízo futuro, “os bancos paguem por isso, não o INSS”.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Últimas Notícias

Associações de magistrados rebatem declaração de Dino sobre o Judiciário

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

Cármen Lúcia lamenta descrença nas instituições em meio à crise no STF

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

Lula tenta se distanciar de crise com Moraes e diz que não o indicou à Corte

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

Siga nos

Leia também

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

A manifestação foi uma reação à sessão extraordinária que terminou sem uma definição sobre investigar ou não o ministro Alexandre de Moraes

Em outra postagem Lula escolheu a imagem de um cemitério durante a pandemia e em outra, uma fila de pessoas em uma agência de emprego, com duas fotografias de Bolsonaro para vincular os assuntos

Segundo informações da agência EFE, a missão avaliou a situação dos direitos humanos no país desde a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Ele foi substituído pela ditadora interina Delcy Rodríguez, aliada do governo Donald Trump

No início do mês, Milei anunciou sanções a empresas que explorarem recursos naturais nas Ilhas Malvinas, além da construção de uma base naval integrada na província da Terra do Fogo para aumentar a pressão militar de Buenos Aires nessa disputa

Rolar para cima

Inscrição feita com sucesso!