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Com bandeira do Brasil, Lula diz que governo “não vacilará” na defesa da soberania
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se manifestar nesta quinta-feira (16) sobre a crise diplomática e comercial entre Brasil e Estados Unidos, após o anúncio do novo tarifaço
Gazeta do Povo
17 de julho de 2026
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Com bandeira do Brasil, Lula diz que governo “não vacilará” na defesa da soberania
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se manifestar nesta quinta-feira (16) sobre a crise diplomática e comercial entre Brasil e Estados Unidos, após o anúncio do novo tarifaço
Gazeta do Povo
17 de julho de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se manifestar nesta quinta-feira (16) sobre a crise diplomática e comercial entre Brasil e Estados Unidos, após o anúncio do novo tarifaço. Em publicações nas redes sociais, o petista afirmou que o país “não vacilará no dever de defender e preservar nossa soberania”.
A mensagem foi acompanhada de uma imagem da mão de Lula sobre a bandeira brasileira, com a frase: “Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la”. (Veja abaixo)
Após uma reunião com Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e ministros do governo realizaram uma coletiva de imprensa para rebater as acusações dos EUA e anunciar medidas de apoio aos setores afetados.
O presidente compartilhou um trecho da coletiva, no qual o ministro da Fazenda, Dario Durigan, alfineta o pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro.
“A política econômica de um país é feita para os seus cidadãos, não para atender o secretário de Estado de outro país, sinalizando com programa de governo de transição para suas prioridades estrangeiras”, disse Durigan no vídeo.
Antes da formalização do tarifaço, Flávio enviou uma carta ao Secretário de Estado americano, Marco Rubio, pedindo que as tarifas não fossem aplicadas e colocando sua equipe de transição, caso vença as eleições, “imediatamente à disposição” do governo Trump.
Durigan ressaltou que o tarifaço foi baseado em “motivação falsa” e que a medida “fere o senso mais básico do nosso patriotismo, em especial quando a oposição brasileira usa isso de muleta eleitoral, sem considerar os interesses do nosso povo”.
Nesta madrugada, Rubio acusou Lula de colocar “seu ego” acima de um possível acordo. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que a conduta do secretário americano foi “grosseira e arrogante”.
“As declarações do Secretário de Estado Marco Rubio veiculadas na madrugada de hoje nas redes sociais a respeito das tarifas adotadas contra o Brasil são inaceitáveis e ofensivas ao povo brasileiro e ao governo brasileiro. Rubio ataca, de forma grosseira e arrogante, o chefe de Estado de um país amigo”, disse o chanceler.
O presidente também compartilhou o pronunciamento de Vieira, reforçando que o governo buscou o diálogo e tentou negociar. “Apontamos que não há justificativa para as tarifas anunciadas. Não vamos abrir mão de defender o nosso Pix, a nossa soberania e os produtores brasileiros”, disse Lula na publicação.
Desde o primeiro tarifaço, aplicado em julho de 2025, Lula tem adotado um discurso de defesa da soberania nacional. O governo citou a possibilidade de aplicação da Lei da Reciprocidade, sancionada neste ano, caso as negociações com Washington não avancem.
Créditos: Gazeta do Povo
Foto: EFE/Andre Borges
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