Notícias Mundo

Ditadora da Venezuela decreta fim da anistia, embora país ainda tenha 473 presos políticos

Segundo o mais recente balanço de presos políticos na Venezuela, divulgado pela ONG Foro Penal na segunda-feira (20), o país ainda tem 473 pessoas detidas nessa condição

Gazeta do Povo

24 de abril de 2026

Facebook
WhatsApp
Telegram

Notícias Mundo

Ditadora da Venezuela decreta fim da anistia, embora país ainda tenha 473 presos políticos

Segundo o mais recente balanço de presos políticos na Venezuela, divulgado pela ONG Foro Penal na segunda-feira (20), o país ainda tem 473 pessoas detidas nessa condição

Gazeta do Povo

24 de abril de 2026

WhatsApp
Facebook

A ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta quinta-feira (23) que a anistia no país “chega ao fim”, dois meses após a aprovação de uma lei nesse sentido — que não prevê um prazo de validade — e no momento em que ainda há 473 presos políticos em carceragens venezuelanas, segundo organizações não governamentais.

Segundo informações da agência EFE, a mandatária chavista não deu detalhes, nem explicou em que consiste o “fim” da Lei da Anistia, sancionada em 19 de fevereiro, e assegurou que os casos que “estavam excluídos expressamente” no texto poderão ser atendidos em outros espaços, como o governamental Programa para a Paz e Convivência Democrática e a Comissão para a Reforma da Justiça Penal, instalada nesta quinta-feira.

Na avaliação da ditadora, a anistia “correu muito bem quanto à cobertura, quanto aos beneficiados”, apesar do que definiu como “vozes que buscam perturbar os processos”.

Segundo o mais recente balanço de presos políticos na Venezuela, divulgado pela ONG Foro Penal na segunda-feira (20), o país ainda tem 473 pessoas detidas nessa condição.

Em 8 de janeiro, o regime chavista anunciou um processo de soltura de presos políticos que depois foi complementado pela Lei da Anistia. Desde então, ocorreram 768 libertações, das quais apenas 186 foram resultado da anistia, informou nesta semana a Foro Penal.

O processo teve início cinco dias após a captura do então ditador Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos, após a qual a ditadura chavista passou a ser encabeçada por Rodríguez.

A Foro Penal tem denunciado que a Lei da Anistia não contempla grande parte dos presos políticos da Venezuela, já que, embora abranja prisões a partir de 1999 (quando o chavismo chegou ao poder), estipula que a liberdade seria concedida apenas a pessoas acusadas por participação em 13 “eventos” ocorridos em 13 anos diferentes.

O regime chavista alega que os demais presos estariam detidos por crimes e não por motivos políticos, o que é contestado pela oposição e por ONGs.

Após o anúncio de Rodríguez nesta quinta-feira, o partido oposicionista Primero Justicia (PJ) disse que uma transição política no país só poderá começar quando “todos os presos políticos, civis e militares, obtenham plena liberdade”.

“Como afirmamos desde o momento da sua aprovação, a Lei da Anistia era insuficiente e excludente”, declarou o PJ nas redes sociais.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Marcelo Garcia/Palácio de Miraflores/EFE

Últimas Notícias

Associações de magistrados rebatem declaração de Dino sobre o Judiciário

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

Cármen Lúcia lamenta descrença nas instituições em meio à crise no STF

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

Lula tenta se distanciar de crise com Moraes e diz que não o indicou à Corte

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

Siga nos

Leia também

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

A manifestação foi uma reação à sessão extraordinária que terminou sem uma definição sobre investigar ou não o ministro Alexandre de Moraes

Em outra postagem Lula escolheu a imagem de um cemitério durante a pandemia e em outra, uma fila de pessoas em uma agência de emprego, com duas fotografias de Bolsonaro para vincular os assuntos

Segundo informações da agência EFE, a missão avaliou a situação dos direitos humanos no país desde a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Ele foi substituído pela ditadora interina Delcy Rodríguez, aliada do governo Donald Trump

No início do mês, Milei anunciou sanções a empresas que explorarem recursos naturais nas Ilhas Malvinas, além da construção de uma base naval integrada na província da Terra do Fogo para aumentar a pressão militar de Buenos Aires nessa disputa

Rolar para cima

Inscrição feita com sucesso!