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Economia
Durigan defende política fiscal de Lula e diz que governo está atento a ajuste
O aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda defendeu o avanço da política fiscal do governo petista como caminho para reduzir o custo do dinheiro
Gazeta do Povo
17 de agosto de 2026
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Economia
Durigan defende política fiscal de Lula e diz que governo está atento a ajuste
O aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda defendeu o avanço da política fiscal do governo petista como caminho para reduzir o custo do dinheiro
Gazeta do Povo
17 de agosto de 2026
O ministro Dario Durigan, da Fazenda, criticou nesta segunda-feira (17) a alta taxa de juros afirmando que são hoje o principal problema da economia brasileira. O aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda defendeu o avanço da política fiscal do governo petista como caminho para reduzir o custo do dinheiro.
Segundo Durigan, a melhora das contas públicas e a oferta de crédito são fundamentais para criar condições para uma futura queda dos juros e do risco do país. Para ele, o “desafio do custo do dinheiro” afeta tanto o Tesouro Nacional, responsável pela emissão de títulos públicos, quanto a sociedade.
“Nós vamos ter que endereçar a questão dos juros. Ainda que a gente considere uma série de medidas que explicam ou justificam o juro alto, o que está mais no controle do Estado é a condição fiscal”, afirmou durante um evento em São Paulo.
Dario Durigan emendou afirmando que o país precisa manter na área fiscal a mesma intolerância demonstrada no passado diante da inflação elevada, e que o ajuste das contas públicas pode ajudar a diminuir o prêmio de risco cobrado do Brasil pelos investidores.
“Como fizemos um ajuste de aproximadamente dois pontos percentuais do PIB, nesta gestão, esse desafio precisa ser replicado daqui para a frente”, declarou afirmando que, ao demonstrar continuidade nesse esforço, o governo poderá avançar “para a etapa de redução da taxa de risco”.
Durigan foi escalado por Lula para conversar com o mercado financeiro e investidores para transmitir a mensagem de que o ajuste das contas públicas não será deixado para o próximo governo. O ministro citou as propostas de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) encaminhadas desde 2023 como evidência de que o Executivo mantém uma trajetória planejada para alcançar o superávit fiscal.
“É dar essa tranquilidade, na linha do que já enviamos para o Congresso. Se a gente pegar todas as Leis de Diretrizes Orçamentárias desde 2023, temos projetado um caminho para o superávit fiscal, desde sempre”, afirmou.
Ainda durante o evento, Durigan voltou a citar que o governo “praticamente zeramos o déficit público”, mas sem citar que, apenas no ano passado, foram retirados R$ 43 bilhões a R$ 63 bilhões da meta fiscal. Para 2027, a expectativa é descontar R$ 65 bilhões.
Na avaliação do ministro, outro ponto central para o equilíbrio das contas é controlar o crescimento das despesas obrigatórias, que pressionam o orçamento federal. Ele afirmou que o governo incluiu recentemente na legislação duas medidas para limitar esse avanço, com impacto estimado em R$ 10 bilhões em 2027 e efeitos crescentes nos anos seguintes.
“Precisamos conter o crescimento dos gastos obrigatórios e estamos fazendo isso. Semana passada embutimos na legislação nacional duas travas importantíssimas”, disse Durigan.
Apesar de reconhecer que ainda existem problemas a enfrentar, o ministro afirmou que “o caminho está muito bem pavimentado”, defendendo a continuidade do ajuste fiscal como instrumento para melhorar as condições econômicas.
Créditos: Gazeta do Povo
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
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