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EUA e Irã concordam em suspender ataques após nova tensão no Ormuz

De acordo com o Axios, as duas partes devem se reunir na terça-feira (30), em Doha, capital do Qatar, para discutir o impasse sobre a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz

Gazeta do Povo

29 de junho de 2026

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EUA e Irã concordam em suspender ataques após nova tensão no Ormuz

De acordo com o Axios, as duas partes devem se reunir na terça-feira (30), em Doha, capital do Qatar, para discutir o impasse sobre a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz

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Estados Unidos e Irã decidiram neste domingo (28) suspender novos ataques e retomar as negociações diplomáticas nesta semana, segundo informou o portal americano Axios, citando que teve como fonte um alto funcionário do governo dos EUA. A nova tentativa de negociação ocorre após dias de tensão no Golfo e no Estreito de Ormuz.

De acordo com o Axios, as duas partes devem se reunir na terça-feira (30), em Doha, capital do Qatar, para discutir o impasse sobre a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz.

Um alto funcionário americano disse ao Axios que os dois lados decidiram parar toda a “atividade cinética”, termo militar usado para ataques e ações ofensivas. Um segundo funcionário dos EUA afirmou que Washington e Teerã aceitaram recuar “por enquanto” e que as embarcações poderão circular livremente enquanto as conversas técnicas continuam.

A nova rodada de conversas ocorre em um momento delicado para o cessar-fogo provisório entre Washington e Teerã, fruto de um memorando de entendimento assinado por ambas as partes. Essa trégua em vigor tem apenas 11 dias e já estava sob forte pressão após novos ataques dos dois lados e ameaças do presidente americano, Donald Trump, de retomar a guerra e “concluir o trabalho” no Irã.

A crise mais recente foi provocada por interpretações diferentes sobre o memorando de entendimento assinado para iniciar negociações para encerrar a guerra. O principal ponto de divergência envolve o Estreito de Ormuz. Pelo acordo, o regime islâmico do Irã se comprometeu a fazer seus melhores esforços para garantir a passagem segura de navios comerciais pela rota. Em troca, os Estados Unidos suspenderam o bloqueio a portos iranianos.

Durante negociações realizadas na Suíça na semana passada, a delegação americana, chefiada pelo vice-presidente J.D. Vance, concordou com o Irã em criar uma linha direta de comunicação entre militares dos EUA e a Guarda Revolucionária Islâmica. O objetivo era coordenar o tráfego no Estreito de Ormuz e evitar novos incidentes.

Segundo o Axios, essa linha direta ainda não estava funcionando até este sábado (27), ao mesmo tempo em que o Irã voltou a afirmar que embarcações precisariam coordenar sua passagem pela região. A falta de funcionamento desse canal aumentou o risco de novos choques militares na região

A nova escalada começou após um projétil iraniano atingir um navio de carga no Estreito de Ormuz na quinta-feira (25). Desde então, Estados Unidos e Irã passaram a acusar um ao outro de violar o cessar-fogo provisório.

Neste domingo, o Irã lançou mísseis e drones contra instalações militares americanas no Kuwait e no Bahrein. A ofensiva ocorreu pouco depois de Trump ameaçar destruir o Irã caso Teerã não cumprisse o acordo de encerramento da guerra.

As negociações previstas para terça-feira estavam inicialmente marcadas para ocorrer na Suíça e tratar do programa nuclear iraniano, segundo uma fonte ouvida pelo Axios. Com a nova escalada militar, a reunião foi transferida para o Qatar e passou a ter como foco principal a crise no Estreito de Ormuz.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Maxim Shemetov/EFE/EPA/POOL

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