Notícias Brasil

Governadores e parlamentares criticam decreto de Lula sobre uso da força policial

O documento afirma, entre outros pontos, que o uso de arma de fogo deve ser o último recurso

Gazeta do Povo

26 de dezembro de 2024

Facebook
WhatsApp
Telegram

Notícias Brasil

Governadores e parlamentares criticam decreto de Lula sobre uso da força policial

O documento afirma, entre outros pontos, que o uso de arma de fogo deve ser o último recurso

Gazeta do Povo

26 de dezembro de 2024

WhatsApp
Facebook

Governadores e parlamentares da oposição reagiram contra o decreto do Ministério da Justiça publicado para regular o uso da força por policiais de todo o país. O documento afirma, entre outros pontos, que o uso de arma de fogo deve ser o último recurso.

De acordo com o texto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), armas de fogo só poderão ser usadas quando outros recursos de “menor intensidade não forem suficientes para atingir os objetivos legais pretendidos”. Esse uso não é considerado legítimo contra pessoa em fuga que esteja desarmada; que não represente risco imediato de morte ou lesão para policiais ou terceiros; e contra veículo que desrespeite bloqueio policial em via pública, exceto quando houver risco de morte ou lesão.

Para o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), o decreto é um “presente de Natal para o crime organizado”. Segundo ele, o texto promove o “engessamento” das forças e é uma “chantagem explícita contra os estados”.

“O decreto impõe aos estados que, caso não sigam as diretrizes do governo do PT para a segurança pública, perderão acesso aos fundos de segurança e penitenciário. Trata-se de uma chantagem explícita contra os estados, que acaba favorecendo a criminalidade”, disse.

Na mesma linha, o governador Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, afirmou que as diretrizes estabelecidas pelo governo são inconstitucionais. “Interferência total. Uma pena que o governo federal, ou melhor, o presidente Lula não saiba seu espaço. Quem faz segurança pública são os estados”, disse o emedebista em entrevista à CNN Brasil.

Reação no Congresso

Além dos governadores, o decreto também foi alvo de críticas por parte de diversos parlamentares da oposição. Segundo o senador Sergio Moro (União-PR), “para Lula, a polícia é o problema”.

“Ninguém é a favor da violência policial excessiva, mas causa espanto que as únicas políticas de segurança pública do Governo federal de que se tem notícia sejam destinadas a vigiar e controlar a polícia! Para Lula, a polícia é o problema. Contra o crime organizado e a criminalidade violenta, ainda não vi nada!”, disse Moro.

Na mesma linha, a deputada Silvia Waiãpi (PL-AP) questionou se o objetivo de Lula seria “propor vida mansa ao bandido”. “Num país onde a bandidagem está tomando conta das ruas. E o decreto propõe vida mansa para o bandido? O foco do governo Lula é combater a polícia e não combater o crime”, afirmou.

O que diz o decreto

Entre outros pontos, o decreto prevê que as ações policiais não deverão discriminar pessoas em razão da cor, raça, etnia, orientação sexual, idioma, religião e opinião política. Além disso, os policiais terão de fazer anualmente uma capacitação sobre uso da força, com conteúdos sobre os procedimentos corretos sobre o emprego adequado de diferentes armas de fogo e instrumentos de menor potencial ofensivo.

Em até 90 dias, o Ministério da Justiça vai editar uma portaria para detalhar os procedimentos que deverão ser adotados pelos policiais de todo o país. Apesar de as diretrizes não serem imposições aos estados, que são os responsáveis pelo comando das polícias militares, o governo federal vai observar seu cumprimento para definir os repasses aos fundos de segurança pública.

O monitoramento do cumprimento das medidas será feito pelo Comitê Nacional de Monitoramento do Uso da Força, colegiado que será criado para fiscalizar a implementação do decreto.

Créditos: Gazeta do Povo

Últimas Notícias

Filho de Fux orientou Vorcaro a enviar e-mail à secretária do pai no STF

O endereço indicado pertence ao domínio institucional do Supremo e é compatível com o nome de Patrícia Andrade Neves Pertence, chefe de gabinete de Luiz Fux no STF

“De dia mostra a bandeira nacional e de noite vai ficar de quatro para os EUA”, diz Lula sobre irmãos Bolsonaro

Durante um comício em Ceilândia, no Distrito Federal, o petista afirmou que o Brasil “não comporta político vira-lata” e acusou os dois irmãos de buscar apoio dos Estados Unidos contra o país

Pai de Vorcaro pede a Fachin que destrave processo e reveja prisão preventiva

O caso Master era relatado pelo ministro André Mendonça, mas Fachin encaminhou o processo à presidência da Corte diante da crise interna no STF, paralisando a tramitação

Siga nos

Leia também

O endereço indicado pertence ao domínio institucional do Supremo e é compatível com o nome de Patrícia Andrade Neves Pertence, chefe de gabinete de Luiz Fux no STF

Durante um comício em Ceilândia, no Distrito Federal, o petista afirmou que o Brasil “não comporta político vira-lata” e acusou os dois irmãos de buscar apoio dos Estados Unidos contra o país

O caso Master era relatado pelo ministro André Mendonça, mas Fachin encaminhou o processo à presidência da Corte diante da crise interna no STF, paralisando a tramitação

Companhia, que atende oito das dez maiores empresas do agronegócio do país, ampliou a atuação para apoiar na adaptação à Reforma Tributária

Programação "Museus para Todas as Pessoas" reúne acessibilidade, música, cinema, dança e memória

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

Rolar para cima

Inscrição feita com sucesso!