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Governo Milei acusa Lula de agir por “motivos ideológicos” após rebaixamento da relação
A diplomacia argentina ainda argumentou que houve diversos episódios de divergência política entre os líderes dos países nos últimos anos, mas a Argentina nunca transformou essas divergências em um incidente diplomático
5 de agosto de 2026
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Governo Milei acusa Lula de agir por “motivos ideológicos” após rebaixamento da relação
A diplomacia argentina ainda argumentou que houve diversos episódios de divergência política entre os líderes dos países nos últimos anos, mas a Argentina nunca transformou essas divergências em um incidente diplomático
5 de agosto de 2026
O governo de Javier Milei reagiu nesta terça-feira (4) à decisão do Brasil de rebaixar a relação diplomática com a Argentina após os recentes atritos entre os líderes dos dois países.
Por meio de um comunicado, a chancelaria argentina acusou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de agir por “questões puramente ideológicas”. O Itamaraty anunciou mais cedo neste dia que manterá o embaixador brasileiro destacado para Buenos Aires em solo brasileiro enquanto os ataques do presidente libertário forem mantidos.
A diplomacia argentina ainda argumentou que houve diversos episódios de divergência política entre os líderes dos países nos últimos anos, mas a Argentina nunca transformou essas divergências em um incidente diplomático.
A crise entre os governos teve início com a visita de Milei ao Brasil para a convenção do PL para o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro. Naquela ocasião, o líder da Casa Rosada se referiu ao petista como “ladrão” e “presidiário”.
Depois do discurso, Milei reiterou suas críticas ao líder brasileiro em outras oportunidades, durante entrevistas à imprensa argentina e nas redes sociais.
Os episódios chegaram até o governo brasileiro, que convocou o embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas na semana passada como forma de protesto contra os insultos proferidos por Milei.
Questionado sobre os insultos de Milei, Lula também respondeu ediretamente a repórteres, em tom de sarcasmo: “Quem é esse cara?”.
O governo Milei tem minimizado o incidente, classificando-o como parte das “diferenças políticas e ideológicas” entre os dois líderes. O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, em entrevista à Rádio Mitre, não se desculpou e reiterou que Milei “apoia claramente a família Bolsonaro”.
Créditos: Gazeta do Povo
Foto: André Borges e Juan Ignacio Roncoroni/EFE
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