Economia

Lava Jato: empreiteiras ainda devem mais de R$7 bilhões de acordos de leniência

Braskem (R$2,8 bilhões), Odebrecht (R$2,7 bilhões) e OAS (R$1,9 bilhão) estão na lista

Revista Oeste

30 de abril de 2024

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Lava Jato: empreiteiras ainda devem mais de R$7 bilhões de acordos de leniência

Braskem (R$2,8 bilhões), Odebrecht (R$2,7 bilhões) e OAS (R$1,9 bilhão) estão na lista

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30 de abril de 2024

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Quase sete anos depois da assinatura do primeiro acordo de leniência por parte das grandes construtoras envolvidas na Operação Lava Jato, mais de R$ 7,8 bilhões ainda não foram devolvidos aos cofres públicos.

A maior dívida é da Braskem (R$2,8 bilhões), embora tenha já pago 75% do valor acordado. Já a AOS, conhecida pelo caso do tríplex do Guarujá, comprometeu-se a pagar R$ 1,9 bilhão, mas desembolsou apenas R$ 4,3 milhões até o momento.

A UTC, primeira a formalizar um acordo em 2017, quitou somente R$43 milhões de um total de R$574,6 milhões devidos. A Odebrecht, agora Novonor, tem dívida de R$2,7 bilhões. Contudo, não realizou pagamentos.

A Andrade Gutierrez e a Camargo Correa devem, respectivamente, R$ 1,4 bilhão e R$1,3 bilhão, com pagamentos de R$451,8 milhões e R$ 496,2 milhões. A lista inclui também a Nova Participações, anteriormente Engevix, que pagou apenas R$6,8 milhões de um total de R$ 516,3 milhões.

“O legado da Lava Jato e sua intensa cronologia foram revisitados em uma dezena de reportagens e entrevistas de Oeste nos últimos amos”, escreve o editor-executivo Silvio Navarro, em reportagem publicada na Edição 208. “A linha do tempo publicada na Edição 112, de maio de 2022, foi desfecho melancólico para os pagadores de impostos”.

Uma pessoa que tenha entrado em coma em 2018, por exemplo, logo depois da prisão de Lula, levaria um susto ao saber que o petista é o atual presidente da República. Ele passou 580 dias na “cela gourmet” de Curitiba, condenado em três instâncias. Como ele, uma lista de políticos enquadrados em formação de quadrilha voltaram à cena. O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral é um deles. Condenado a 400 anos de cadeia, agora pode ir à praia, virou consultor e youtuber. Outro é o ex-ministro José Dirceu, que depois da temporada no cárcere hoje faz política com desenvoltura e celebrou seus 78 anos nesta semana com uma festa de arromba numa mansão no Lago Sul, na qual estava presente na cúpula do poder de Brasília.

dos políticos com apelidos na planilhas da Odebrecht, não há mais ninguém preso nem cumprindo pena. Aliás, a lista própria ne existe mais: o Supremo Tribunal Federal (STF) mandou destruir com uma furadeira de mesa os documentos contidos em HDs, com terabytes de provas de transações   clandestinas.

Quem ordenou a destruição foi o “Amigo do amigo do meu pai”, segundo o empreiteiro Marcelo Odebrecht- o pai é Emilio, o amigo Lula.

E as empresas que confessaram crimes, como JBS e Odebrecht inclusive com negócios no exterior? As multas bilionárias foram anuladas numa canetada de Toffoli, num desmonte iniciado por Ricardo Lewandowski. E o que aconteceu com Lewandowski? Ele se aposentou do supremo e passou a advogar justamente para uma dessas empresas, a JBS- que, aliás, tem no corpo jurídico a mulher de dias Toffoli. Mas isso não proibido? Não, porque o próprio Supremo decidiu que agora pode.

 

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