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Economia
Não há inflação baixa sem controle de gastos: Banco Central repete alerta a Lula
Segundo o órgão, o controle das despesas governamentais é fundamental para levar a inflação de volta ao centro da meta, que é de 3% em 12 meses
Gazeta do Povo
12 de novembro de 2024
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Não há inflação baixa sem controle de gastos: Banco Central repete alerta a Lula
Segundo o órgão, o controle das despesas governamentais é fundamental para levar a inflação de volta ao centro da meta, que é de 3% em 12 meses
Gazeta do Povo
12 de novembro de 2024
Pela segunda vez em menos de uma semana, o Comitê de Política Monetária do Banco Central passa um duro recado ao governo federal sobre a necessidade de um controle dos gastos públicos. O recado foi passado nesta terça-feira (12), com a divulgação da ata da reunião do Copom realizada na semana passada, que terminou com alta de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), para 11,25% ao ano.
Segundo o órgão, o controle das despesas governamentais é fundamental para levar a inflação de volta ao centro da meta, que é de 3% em 12 meses, de acordo com o Conselho Monetário Nacional (CMN), e para reduzir o risco sobre os ativos financeiros brasileiros.
Os diretores do BC avaliam que o aumento de gastos públicos e a falta de previsibilidade nas regras fiscal afetam os preços dos ativos e as expectativas de inflação, exigindo disciplina fiscal para a sustentabilidade da política monetária.
“Uma política fiscal crível, embasada em regras previsíveis e transparência em seus resultados, em conjunto com a persecução de estratégias fiscais que sinalizem e reforcem o compromisso com o arcabouço fiscal nos próximos anos são importantes elementos para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de riscos dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária”, diz trecho da ata do Copom.
Gastos do governo ajudam a sobreaquecer economia
Um dos efeitos da maior frouxidão em relação às questões fiscais é o sobreaquecimento da economia brasileira e o dinamismo do mercado de trabalho doméstico.
Apesar de o BC apontar que alguns indicadores apresentam sinais incipientes de moderação, como os do comércio e de rendimento, não é possível concluir que se trata de um ritmo de inflexão na atividade econômica.
O Copom destaca que seguirá acompanhando a dinâmica da atividade econômica, uma vez que o ritmo de crescimento ajuda a tornar mais desafiador a aproximação da inflação à meta fixada pelo CMN. Pelo quatro ano seguido, a economia brasileira deverá crescer a um ritmo próximo ou superior a 3%.
“A conjunção de um mercado de trabalho robusto, política fiscal expansionista e vigor nas concessões de crédito às famílias segue indicando um suporte ao consumo e consequentemente à demanda agregada”, aponta a ata.
Os preços dos ativos brasileiros estão mostrando maior volatilidade e risco desde a reunião do Copom do final de setembro. A autoridade monetária avalia que há incertezas tanto no cenário interno, quanto no externo. “Um cenário de maior incerteza global e de movimentos mais abruptos exige maior cautela na condução da política monetária doméstica”, ressalta o documento.
Créditos: Gazeta do Povo
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