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Netanyahu pede desculpas ao Catar por ataque em Doha

Segundo uma dessas fontes, Netanyahu não disse que lamentava ter atacado o Hamas, mas pediu desculpas ao primeiro-ministro catariano por violar a soberania do Catar ao realizar o ataque e lamentou a morte de um oficial de segurança do país árabe, resultado do bombardeio

Gazeta do Povo

29 de setembro de 2025

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Netanyahu pede desculpas ao Catar por ataque em Doha

Segundo uma dessas fontes, Netanyahu não disse que lamentava ter atacado o Hamas, mas pediu desculpas ao primeiro-ministro catariano por violar a soberania do Catar ao realizar o ataque e lamentou a morte de um oficial de segurança do país árabe, resultado do bombardeio

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29 de setembro de 2025

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu desculpas nesta segunda-feira (29) ao Catar pelo ataque realizado em Doha no último dia 9, que visou a liderança política do grupo terrorista Hamas.

Fontes do site Axios e da emissora CNN informaram que o premiê israelense telefonou da Casa Branca, onde se reúne hoje com o presidente Donald Trump, para o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al-Thani.

Segundo uma dessas fontes, Netanyahu não disse que lamentava ter atacado o Hamas, mas pediu desculpas ao primeiro-ministro catariano por violar a soberania do Catar ao realizar o ataque e lamentou a morte de um oficial de segurança do país árabe, resultado do bombardeio.

O pedido de desculpas é parte de um acordo para que o Catar pressione o Hamas a aceitar a proposta de 21 pontos do governo Trump para encerrar a guerra, disse uma das fontes ouvidas pelo Axios e pela CNN.

No mesmo dia, Trump criticou o ataque de Israel no Catar, um aliado de Washington que vinha mediando as negociações entre israelenses e o Hamas, ao afirmar que o bombardeio “não promove os objetivos de Israel ou dos Estados Unidos”, mas disse que a meta de eliminar o grupo terrorista é um “objetivo nobre”.

Bin Jassim Al-Thani classificou na ocasião o ataque israelense como “terrorismo de Estado” e disse que o país árabe “se reserva o direito de responder”.

Dois dias depois do ataque, Netanyahu divulgou uma mensagem de vídeo na qual não expressou arrependimento – pelo contrário: disse que, se o Catar não expulsar os líderes do Hamas do seu território ou não os levar à Justiça, seu país fará isso.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: WILL OLIVER/EFE/EPA

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