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O que se sabe sobre a primeira fase do plano de paz em Gaza e quais serão os próximos passos
O anúncio do presidente americano, Donald Trump, de que Israel e Hamas concordaram com uma primeira fase de seu plano de paz gerou uma comoção mundial na noite de quarta-feira (8), após meses de negociações fracassadas para um cessar-fogo
Gazeta do Povo
9 de outubro de 2025
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O que se sabe sobre a primeira fase do plano de paz em Gaza e quais serão os próximos passos
O anúncio do presidente americano, Donald Trump, de que Israel e Hamas concordaram com uma primeira fase de seu plano de paz gerou uma comoção mundial na noite de quarta-feira (8), após meses de negociações fracassadas para um cessar-fogo
Gazeta do Povo
9 de outubro de 2025
O anúncio do presidente americano, Donald Trump, de que Israel e Hamas concordaram com uma primeira fase de seu plano de paz gerou uma comoção mundial na noite de quarta-feira (8), após meses de negociações fracassadas para um cessar-fogo. Contudo, nem todos os detalhes sobre esse acordo foram tornados públicos ou estão resolvidos até o momento.
Veja o que sabemos sobre a primeira fase do cessar-fogo
Alguns processos importantes dessa primeira fase, como a aprovação do acordo pelo governo israelense, ainda estão pendentes.
Um alto representante do Hamas disse à AFP que Israel deve libertar cerca de 2.000 presos palestinos, incluindo 250 condenados por terrorismo, em troca de todos os reféns restantes em cativeiro – cerca de 48 (acredita-se que apenas 20 estejam vivos).
O canal saudita Al-Hadath noticiou nesta quinta-feira (9) que a contagem regressiva de 72 horas estabelecido no plano terá início após os militares israelenses presentes no enclave se dirigirem às linhas estabelecidas pelos negociadores, deixando as áreas mais povoadas do enclave. De acordo com o jornal Times of Israel, o país permanecerá no controle de 53% de Gaza até a entrega de todos os reféns.
Contudo, segundo a imprensa americana, essa questão ainda não foi totalmente acordada entre Israel e Hamas. O plano de Trump previa que as forças israelenses recuassem até uma linha que seria marcada em amarelo no mapa. O Hamas solicitou a demarcação precisa dessa linha, buscando a saída dos militares de 70% de Gaza em troca da libertação de reféns, disseram mediadores árabes.
Em contrapartida, Israel rejeita a proporção requerida pelo grupo terrorista, defendendo a retirada militar de uma área menor. Apesar dessa divergência, o Exército israelense anunciou na manhã desta quinta que iniciou uma praperação para se deslocar de acordo com o que for estabelecido pelas partes.
Em entrevista à Fox News, na noite de quarta, Trump informou que todos os reféns devem ser libertados do enclave na segunda-feira (13). A questão que segue sem resposta é se o Hamas conseguirá cumprir esse prazo, visto que já afirmou em outras ocisões que perdeu o controle sobre a localização das vítimas e sugeriu que algumas podem não ser encontradas. O grupo pediu pelo menos 10 dias para localizar os corpos dos reféns mortos, segundo informaram fontes próximas às negociações ao Wall Street Journal.
O republicano também avalia uma viagem para o Oriente Médio, a fim de assinar o cessar-fogo entre as partes.
Essa lista ainda está sendo definida pelas autoridades israelenses. Segundo o Journal, o Hamas tem pressionado para libertar o maior número possível de prisioneiros famosos, incluindo Marwan Barghouti, terrorista envolvido na revolta palestino do início dos anos 2000.
Após o anúncio de Trump, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou o acordo como “um sucesso diplomático e uma vitória nacional e moral para o estado de Israel”. Apesar da declaração, membros de seu governo ainda demonstravam certa resistência com a aceitação do plano, algo que deve ser esclarecido após a votação desta tarde.
Em contato com autoridades egípcias e outras pessoas envolvidas com o acordo, o Wall Street Journal (WSJ) informou que os mediadores ainda estão discutindo os arranjos para que o Hamas devolva os cerca de 20 reféns vivos mantidos há dois anos em Gaza, além dos corpos de cerca de 28.
Créditos: Gazeta do Povo
Foto: EFE/EPA/AL DRAGO / POOL
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