Notícias Brasil

PGR pede arquivamento de investigação sobre joias atribuídas a Bolsonaro

Em manifestação assinada nesta quarta-feira, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não há base legal para oferecer denúncia, já que a legislação brasileira não define claramente a destinação de presentes recebidos por presidentes da República

Gazeta do Povo

5 de março de 2026

Facebook
WhatsApp
Telegram

Notícias Brasil

PGR pede arquivamento de investigação sobre joias atribuídas a Bolsonaro

Em manifestação assinada nesta quarta-feira, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não há base legal para oferecer denúncia, já que a legislação brasileira não define claramente a destinação de presentes recebidos por presidentes da República

Gazeta do Povo

5 de março de 2026

WhatsApp
Facebook

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento do inquérito que investigava o ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta apropriação de joias e objetos de luxo recebidos como presentes de autoridades estrangeiras durante o mandato. Em manifestação assinada nesta quarta-feira, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não há base legal para oferecer denúncia, já que a legislação brasileira não define claramente a destinação de presentes recebidos por presidentes da República.

Na manifestação assinada nesta quarta-feira, Gonet concluiu que não é possível apresentar denúncia criminal porque não há, na legislação brasileira, uma regra clara que defina a destinação de presentes recebidos por presidentes da República. Sem essa definição jurídica, segundo ele, não há base para enquadrar os investigados no crime de peculato.

O caso havia sido investigado pela Polícia Federal, que indiciou Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid e outras dez pessoas pelos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Apesar de reconhecer que os fatos ocorreram, o procurador-geral afirmou que as condutas descritas não podem ser enquadradas penalmente.

Segundo Gonet, a análise das provas reunidas pela investigação “não põe em dúvida que os fatos ocorreram com os protagonistas apontados”. Ainda assim, ele concluiu que há um problema de “adequação penal”, ou seja, falta uma norma legal clara que permita transformar as condutas em crime.

No documento de 16 páginas, o chefe do Ministério Público Federal destacou que existe uma lacuna legislativa sobre a natureza jurídica de presentes recebidos por chefes de Estado.

“Enquanto subsistir a lacuna legislativa sobre a natureza jurídica dos presentes ofertados a Presidentes da República, a incidência do Direito Penal revela-se incompatível com os princípios que delimitam o exercício legítimo do poder punitivo no Estado Democrático de Direito”, escreveu.

Falta de regra sobre presentes impede denúncia, diz PGR

Na manifestação, Gonet também citou relatório do Tribunal de Contas da União que aponta que, ao longo de diversas legislaturas, apenas uma pequena parcela dos presentes recebidos por presidentes foi incorporada ao patrimônio da União.

Esse histórico, segundo o procurador-geral, mostra que a destinação desses itens sempre foi alvo de interpretações administrativas diferentes. Para que houvesse denúncia criminal, afirmou, seria necessário haver uma definição legal inequívoca de que os presentes pertencem ao Estado brasileiro, e não ao presidente.

Diante dessa “incerteza jurídica”, concluiu Gonet, não é possível responsabilizar penalmente os investigados.

Apesar de arquivar o caso, o procurador-geral fez questão de destacar o trabalho da Polícia Federal na apuração do episódio.

Segundo ele, “por questão de justiça”, era necessário registrar o “inteligente e diligente trabalho de apuração” da corporação. “A Polícia Federal, com o seu afanoso procedimento investigatório, propiciou visão nítida e exaustiva dos fatos relevantes”, afirmou.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Últimas Notícias

Pai de Vorcaro pede a Fachin que destrave processo e reveja prisão preventiva

O caso Master era relatado pelo ministro André Mendonça, mas Fachin encaminhou o processo à presidência da Corte diante da crise interna no STF, paralisando a tramitação

Após gerar R$ 3,5 bilhões em performance fiscal para transportadoras, Rumo Brasil mira triplicar sua carteira de clientes e dobrar o faturamento em 2026

Companhia, que atende oito das dez maiores empresas do agronegócio do país, ampliou a atuação para apoiar na adaptação à Reforma Tributária

Primavera dos Museus movimenta espaços culturais de Cascavel

Programação "Museus para Todas as Pessoas" reúne acessibilidade, música, cinema, dança e memória

Siga nos

Leia também

O caso Master era relatado pelo ministro André Mendonça, mas Fachin encaminhou o processo à presidência da Corte diante da crise interna no STF, paralisando a tramitação

Companhia, que atende oito das dez maiores empresas do agronegócio do país, ampliou a atuação para apoiar na adaptação à Reforma Tributária

Programação "Museus para Todas as Pessoas" reúne acessibilidade, música, cinema, dança e memória

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

A manifestação foi uma reação à sessão extraordinária que terminou sem uma definição sobre investigar ou não o ministro Alexandre de Moraes

Rolar para cima

Inscrição feita com sucesso!