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Presidenciável, Ratinho Junior prepara sucessão ao governo do Paraná
Em 2024, a participação do governador na campanha de Eduardo Pimentel (PSD), ex-secretário estadual de Cidades, foi fundamental para eleição do vice-prefeito que assumiu o comando da capital Curitiba em uma chapa costurada por Ratinho Junior com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
Gazeta do Povo
2 de junho de 2025
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Presidenciável, Ratinho Junior prepara sucessão ao governo do Paraná
Em 2024, a participação do governador na campanha de Eduardo Pimentel (PSD), ex-secretário estadual de Cidades, foi fundamental para eleição do vice-prefeito que assumiu o comando da capital Curitiba em uma chapa costurada por Ratinho Junior com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
Gazeta do Povo
2 de junho de 2025
A principal figura política do estado do Paraná, o governador Ratinho Junior (PSD) deixou claro o projeto nacional nos primeiros meses deste ano, com a participação em eventos em outros estados e acenos aos diferentes setores do setor produtivo do país. Mas o presidenciável paranaense também terá que fazer a lição de casa para sucessão ao governo estadual depois de oito anos de mandato, o que se desenha como um grande desafio por conta da ascensão do senador Sergio Moro (União Brasil) na corrida pelo Palácio do Iguaçu.
Enquanto Ratinho Junior costuma usar o microfone no palco para destacar o crescimento da quarta economia entre os estados brasileiros, alavancada pela força do agronegócio e pela atração de indústrias, nos bastidores, ele assume o papel de presidente estadual do PSD e movimenta as peças na articulação pela continuidade do partido na cadeira do Executivo paranaense.
Em 2024, a participação do governador na campanha de Eduardo Pimentel (PSD), ex-secretário estadual de Cidades, foi fundamental para eleição do vice-prefeito que assumiu o comando da capital Curitiba em uma chapa costurada por Ratinho Junior com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A sucessão na pasta é estratégica para projeção de um nome entre os municípios paranaenses com o robusto orçamento da Secretaria das Cidades. Depois do ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (PSD) reivindicar a cadeira de olho em 2026, o governador escolheu o aliado Guto Silva (PSD), o que para os interlocutores do partido ouvidos pela Gazeta do Povo indica a preferência de Ratinho Junior pelo deputado estadual licenciado, antigo parceiro político que estava na Secretaria do Planejamento.
Guto Silva, Greca e Curi: as opções do PSD para sucessão de Ratinho Junior
A reforma do secretariado da gestão Ratinho Junior no primeiro trimestre de 2025 dá o tom do rumo que o PSD pode tomar na corrida eleitoral pelo governo do estado em 2026. Em março, Greca chegou a declarar que poderia concorrer ao Palácio do Iguaçu, independente do apoio do governador, mas acabou recuando e aceitou o comando da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável.
No prédio ao lado no Centro Cívico, o novo presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi (PSD), assumiu a Casa no início deste ano e entrou no páreo entre os pré-candidatos de Ratinho Junior nas “prévias” do partido no estado. Em fevereiro, após assumir o comando do Poder Legislativo, ele disse em entrevista à Gazeta do Povo que a gestão na Alep pode prepará-lo para a disputa de um “cargo maior” em 2026.
Além de assumir a Secretaria de Cidades – pasta que colocou Pimentel na vitrine política paranaense antes da vitória nas urnas no ano passado – Guto Silva se tornou uma presença constante nos eventos ao lado de Ratinho Junior. Na semana passada, ele acompanhou o governador na viagem a Paris, onde o Paraná assinou o acordo com o Centro Pompidou para primeira sede do museu francês nas Américas. Antes do embarque, Silva, Curi e Pimentel fizeram parte da comitiva paranaense ao lado de Ratinho Junior no evento de filiação ao PSD do ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung, realizado em São Paulo.
Os nomes do secretário estadual de Saúde, Beto Preto, e do vice-governador paranaense Darci Piana também foram cotados pelo PSD, mas de acordo com um parlamentar da sigla, a disputa interna está afunilada entre Guto Silva, Greca e Curi. O principal empecilho para a candidatura de Piana é a idade. Considerado por integrantes do partido como “sucessor natural” de Ratinho Junior, o vice-governador disputaria o pleito de 2026 com 84 anos.
Além da escolha do nome para encabeçar a chapa ao governo do estado, a liderança do PSD paranaense ainda deve definir as vagas de vice e do candidato ao Senado, que será indicado por Ratinho Junior e terá o apoio de Bolsonaro, como parte do acordo com o PL, costurado no ano passado para a formação de chapas nas eleições para as principais prefeituras do estado. O ex-presidente e Ratinho Junior vão apoiar o deputado federal Filipe Barros (PL) e o nome indicado pelo governador para as duas vagas ao Senado.
Pesquisas colocam Moro como favorito e federação com PP deve reforça pré-candidatura
Apesar da alta aprovação da gestão Ratinho Junior, que faz do governador um cabo-eleitoral de peso com apoio de mais de 70% do eleitorado paranaense, quem desponta nas pesquisas de intenção de votos para o Palácio do Iguaçu é o senador Sergio Moro.
Na semana passada, o levantamento do instituto Paraná Pesquisas mostra a liderança de Moro em todos os cenários estimulados com o nome do senador no primeiro turno entre 39,5% e 43,9% das intenções de voto. Ele também vence Curi, Guto e Greca com 58,1%, 63,8% e 54,3%, respectivamente.
Em entrevista à Jovem Pan, o senador afirmou que deve definir se será candidato até o final do ano e considera cedo para se colocar como um dos concorrentes ao cargo de chefe do Executivo. Ele avaliou que a federação entre União Brasil e Progressistas é um “grande ajuntamento de direita e centro-direita” e que será muito importante nas eleições do próximo ano.
“Não tenho dificuldade para dialogar. Tem muita gente boa no União Brasil e no PP e ainda que exista alguns interesses diferenciados é natural que aconteça uma acomodação. Não existe nenhum problema internamente”, respondeu ao ser questionado sobre a articulação política com o PP do Paraná, que tem a ex-governadora Cida Borghetti como pré-candidata.
A Gazeta do Povo confirmou que Moro e a presidente estadual do PP, a deputada Maria Victória, se encontraram pela primeira vez para discutir o comando da nova federação no Paraná. A parlamentar paranaense é filha da ex-governadora e do deputado federal Ricardo Barros, uma das principais lideranças do Progressista no país.
Dentro do próprio partido, Moro é um crítico da liderança estadual do União Brasil, comandado no Paraná pelo deputado Felipe Francischini, após disputas internas que vieram à tona durante as eleições de 2024.
A expectativa é que a nova federação possa articular uma chapa com os representantes das duas siglas, no entanto, sequer a aproximação de Ratinho Junior do União Progressista no Paraná é descartada nos bastidores, caso o governador não consiga fazer decolar a candidatura do sucessor pelo PSD.
Metodologia da pesquisa citada: 1.550 entrevistados pelo Paraná Pesquisas, em 58 municípios do Paraná, entre os dias 17 e 21 de maio de 2025. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,5 pontos percentuais.
Esquerda pode ter Requião Filho e diretor da Itaipu entre candidatos
Durante participação no programa Café com a Gazeta do Povo, o deputado estadual Requião Filho confirmou que é pré-candidato ao governo do Paraná após deixar o PT para se filiar ao PDT. O parlamentar é filho do ex-governador do estado Roberto Requião.
Ele disse que deixou o PT pela “falta de coerência entre discurso e prática” e também criticou o governador Ratinho Junior pelo novo programa de concessão de rodovias e pelo processo de privatização da Copel.
“Daqui a pouco quem assumir vai ter um problema com a Previdência no estado, com um cálculo muito perigoso, vai ter que recuperar a estrutura na educação e na saúde. Temos um DER [Departamento de Estradas e Rodagem] que não dá manutenção nas estradas com equipamentos sucateados. Estamos sempre alugando e terceirizando”, declarou.
Outro nome cotado como pré-candidato em oposição ao governo Ratinho Junior é do diretor-geral da itaipu Binacional, o petista Enio Verri, aliado de Lula que se licenciou do cargo de deputado no Congresso Nacional para assumir o comando da usina no início de 2023.
Créditos: Gazeta do Povo
Foto: Rodrigo Felix Leal/ANPr
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