Notícias Brasil

Senado marca votação da lei do impeachment de ministros do STF para quarta (10)

relator do projeto, Weverton Rocha (PDT-MA), já adiantou que está com o parecer pronto para votação e que as mudanças valerão também para outras autoridades de diferentes poderes

Gazeta do Povo

9 de dezembro de 2025

Facebook
WhatsApp
Telegram

Notícias Brasil

Senado marca votação da lei do impeachment de ministros do STF para quarta (10)

relator do projeto, Weverton Rocha (PDT-MA), já adiantou que está com o parecer pronto para votação e que as mudanças valerão também para outras autoridades de diferentes poderes

Gazeta do Povo

9 de dezembro de 2025

WhatsApp
Facebook

O senador Otto Alencar (PSD-BA), que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, agendou para esta quarta-feira (10) a votação do projeto de lei que redefine as regras para o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de outras autoridades, em meio à crise imposta pelo ministro Gilmar Mendes após publicar uma liminar que restringe os pedidos contra magistrados.

A proposta será “o primeiro item da pauta”, segundo disse Alencar em entrevista à Folha de S. Paulo, e é considerada uma tentativa de tornar mais rígido o uso desse mecanismo. O relator do projeto, Weverton Rocha (PDT-MA), já adiantou que está com o parecer pronto para votação e que as mudanças valerão também para outras autoridades de diferentes poderes.

Com isso, diz, haverá uma “reorganização da legitimidade de quem pode apresentar o pedido de impeachment”, restringindo apenas a entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Procuradoria‑Geral da República (PGR) e partidos políticos com representação no Congresso. Atualmente, qualquer cidadão pode pedir o impedimento de um ministro no Senado.

Apesar de limitar o acesso a entidades representativas, Weverton Rocha afirma que cidadãos comuns continuarão tendo essa prerrogativa, mas apenas se apresentarem um abaixo-assinado com apoio de 1% do eleitorado. A justificativa, segundo o relator, “qualifica o ato, não deixa que seja feito de forma solta, injuriosa ou dolosa, apenas para manifestar divergência com a autoridade”.

Rocha defende que “não se pode usar instrumento de exceção como meio de atuação política, para manifestar descontentamento ou divergência com a autoridade”. O objetivo, diz, é evitar pedidos impulsivos ou motivados por insatisfação momentânea contra ministros.

Outra mudança prevista envolve o prazo para decisão do pedido de impeachment, em que o presidente do Senado passará a ter 15 dias úteis para analisar o requerimento e decidir se dá prosseguimento ou arquiva. Se houver arquivamento, o plenário poderá desarquivar o processo em 15 dias com apoio de 2/3 dos senadores — ou seja, 54 votos. Hoje essa reanálise exige apenas maioria simples de 21 senadores presentes.

Além disso, a votação final para impedir um ministro da Corte exigirá 2/3 dos 81 senadores.

Na véspera, Weverton Rocha criticou a decisão de Gilmar Mendes e afirmou que o Senado já discute uma nova regra para o impeachment elaborada com contribuição do ex-ministro do STF e atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

“Não acredito que fosse o caso de dar liminar. Poderiam ter esperado o colegiado. Houve precipitação. O Congresso já estava amadurecendo um projeto de lei coordenado por um ex-ministro do próprio Supremo, Ricardo Lewandowski, hoje ministro da Justiça”, afirmou em entrevista ao jornal O Globo.

A decisão de Gilmar Mendes foi tomada na ADPF 1.259, proposta pelo Solidariedade, em que o partido pedia revisão das normas do impeachment. O decano do STF reinterpretou dispositivos centrais da lei para ampliar garantias à magistratura, alterando quem pode acionar o Senado e quais condutas podem ser avaliadas.

O ministro argumentou que a legislação atual permitiria a “instrumentalização política” do impeachment, citando experiências internacionais de interferência sobre cortes constitucionais. Para ele, restringir a legitimidade e impor quórum mais elevado seria necessário para evitar pressões indevidas.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: reprodução/Youtube TV Senado

Últimas Notícias

Associações de magistrados rebatem declaração de Dino sobre o Judiciário

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

Cármen Lúcia lamenta descrença nas instituições em meio à crise no STF

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

Lula tenta se distanciar de crise com Moraes e diz que não o indicou à Corte

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

Siga nos

Leia também

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

A manifestação foi uma reação à sessão extraordinária que terminou sem uma definição sobre investigar ou não o ministro Alexandre de Moraes

Em outra postagem Lula escolheu a imagem de um cemitério durante a pandemia e em outra, uma fila de pessoas em uma agência de emprego, com duas fotografias de Bolsonaro para vincular os assuntos

Segundo informações da agência EFE, a missão avaliou a situação dos direitos humanos no país desde a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Ele foi substituído pela ditadora interina Delcy Rodríguez, aliada do governo Donald Trump

No início do mês, Milei anunciou sanções a empresas que explorarem recursos naturais nas Ilhas Malvinas, além da construção de uma base naval integrada na província da Terra do Fogo para aumentar a pressão militar de Buenos Aires nessa disputa

Rolar para cima

Inscrição feita com sucesso!