Notícias Brasil

STF retoma julgamento da responsabilização das redes sociais no dia 4 de junho

O artigo atualmente condiciona a responsabilização das plataformas digitais à existência de uma ordem judicial para a retirada do conteúdo

Gazeta do Povo

29 de maio de 2025

Facebook
WhatsApp
Telegram

Notícias Brasil

STF retoma julgamento da responsabilização das redes sociais no dia 4 de junho

O artigo atualmente condiciona a responsabilização das plataformas digitais à existência de uma ordem judicial para a retirada do conteúdo

Gazeta do Povo

29 de maio de 2025

WhatsApp
Facebook

O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para o próximo dia 4 de junho a retomada do julgamento sobre a responsabilização das redes sociais no Brasil pelos conteúdos apontados como supostamente ilegais publicados por seus usuários. A análise da constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) foi suspensa em dezembro de 2023 após um pedido de vista do ministro André Mendonça, que agora devolveu o processo para a pauta de julgamentos.

O artigo atualmente condiciona a responsabilização das plataformas digitais à existência de uma ordem judicial para a retirada do conteúdo. O modelo, no entanto, é criticado por alguns ministros e integrantes do governo que defendem uma maior responsabilidade das empresas, especialmente em relação a conteúdos que avaliam como atentatórios a direitos fundamentais e ao Estado Democrático de Direito.

A análise no STF envolve dois recursos distintos apresentados por Facebook e Google, que questionam decisões que as responsabilizarão por conteúdos tidos como ofensivos e perfis falsos criados por usuários.

Três ministros já apresentaram votos até o momento, entre eles o próprio presidente do STF, Luís Roberto Barroso, que defendeu uma responsabilização parcial das plataformas por conteúdos como pornografia infantil, incentivo ao suicídio, tráfico de pessoas, terrorismo e ataques à democracia.

Para ele, estes conteúdos devem ser removidos pelas empresas após notificação das vítimas ou interessados mesmo sem decisão judicial. No entanto, Barroso votou pela manutenção do atual modelo para a exclusão de conteúdos relacionados a ofensas e crimes contra a honra, exigindo ordem judicial.

Os ministros Dias Toffoli e Luiz Fux também votaram pela responsabilização das plataformas, mas com uma abordagem mais ampla para que as empresas sejam obrigadas a retirar conteúdos ilegais após simples notificação extrajudicial.

O STF julga simultaneamente dois processos, sendo o primeiro relatado por Toffoli e que envolve um recurso do Facebook contra uma condenação por danos morais após a criação de um perfil falso na rede. A segunda ação, relatada por Fux, trata de um recurso do Google que questiona a obrigação de fiscalizar e remover conteúdos ofensivos hospedados por um site na plataforma, mesmo sem ordem judicial.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Fellipe Sampaio/STF

Últimas Notícias

Gilmar aprofunda crise e diz que Mendonça fez ajuste prévio com Fux sobre afastamentos na PF

Segundo o ministro, a sequência registrada no sistema do STF indica que a sessão foi convocada sem que todos os ministros tivessem sido previamente informados

Lula sanciona política de minerais críticos e cria conselho com poder de veto

A proposta prevê até R$ 7 bilhões em incentivos para a industrialização e a produção de materiais de maior valor agregado com esses minerais

Filho de Fux orientou Vorcaro a enviar e-mail à secretária do pai no STF

O endereço indicado pertence ao domínio institucional do Supremo e é compatível com o nome de Patrícia Andrade Neves Pertence, chefe de gabinete de Luiz Fux no STF

Siga nos

Leia também

Segundo o ministro, a sequência registrada no sistema do STF indica que a sessão foi convocada sem que todos os ministros tivessem sido previamente informados

A proposta prevê até R$ 7 bilhões em incentivos para a industrialização e a produção de materiais de maior valor agregado com esses minerais

O endereço indicado pertence ao domínio institucional do Supremo e é compatível com o nome de Patrícia Andrade Neves Pertence, chefe de gabinete de Luiz Fux no STF

Durante um comício em Ceilândia, no Distrito Federal, o petista afirmou que o Brasil “não comporta político vira-lata” e acusou os dois irmãos de buscar apoio dos Estados Unidos contra o país

O caso Master era relatado pelo ministro André Mendonça, mas Fachin encaminhou o processo à presidência da Corte diante da crise interna no STF, paralisando a tramitação

Companhia, que atende oito das dez maiores empresas do agronegócio do país, ampliou a atuação para apoiar na adaptação à Reforma Tributária

Programação "Museus para Todas as Pessoas" reúne acessibilidade, música, cinema, dança e memória

Rolar para cima

Inscrição feita com sucesso!