Economia

TCU abre investigação sobre contrato de R$ 380 mi dos Correios para publicidade

O Tribunal também identificou a necessidade de esclarecer diversos pontos do processo licitatório e emitiu um alerta formal aos Correios sobre a possibilidade de concessão de medida cautelar para suspensão da licitação, caso as irregularidades se confirmem

Gazeta do Povo

11 de abril de 2025

Facebook
WhatsApp
Telegram

Economia

TCU abre investigação sobre contrato de R$ 380 mi dos Correios para publicidade

O Tribunal também identificou a necessidade de esclarecer diversos pontos do processo licitatório e emitiu um alerta formal aos Correios sobre a possibilidade de concessão de medida cautelar para suspensão da licitação, caso as irregularidades se confirmem

Gazeta do Povo

11 de abril de 2025

WhatsApp
Facebook

O Tribunal de Contas da União (TCU) acolheu a representação protocolada pelo deputado estadual de São Paulo Leo Siqueira (NOVO) e determinou o início de uma investigação sobre possíveis irregularidades na licitação de R$ 380 milhões dos Correios para a contratação de serviços de publicidade em 2023.

A análise da área técnica do TCU apontou indícios de falhas graves no processo da concorrência, como ausência de justificativas técnicas para a escolha do critério de julgamento “melhor técnica” em vez do critério “técnica e preço”. Principalmente, porque outras empresas poderiam prestar o serviço a um preço menor. 

O Tribunal também identificou a necessidade de esclarecer diversos pontos do processo licitatório e emitiu um alerta formal aos Correios sobre a possibilidade de concessão de medida cautelar para suspensão da licitação, caso as irregularidades se confirmem.

No relatório, divulgado na quarta-feira (9), o TCU listou 22 determinações contra o Correios, dentre as quais destacam-se:

  • Alerta sobre possível suspensão do certame, com base no risco de prejuízo à Administração Pública;
  • Realização de oitiva prévia dos Correios, com prazo de cinco dias úteis, para apresentar justificativas e documentação sobre o processo;
  • Diligências específicas, como o envio de cópia integral da licitação, estudos técnicos preliminares, pesquisa de preços, plano de fiscalização e justificativas sobre eventuais impactos à gestão da empresa;
  • Encaminhamento dos estudos técnicos preliminares elaborados pelos Correios, demonstrando a necessidade da contratação, bem como sua viabilidade técnica e orçamentária;
  • Encaminhamento das pesquisas de mercado e estudos técnicos utilizados pelos Correios;
  • Encaminhamento do plano de fiscalização dos Correios para acompanhar a execução dos contratos decorrentes da licitação, informando o número de gestores e fiscais que serão designados, bem como os procedimentos que serão adotados na fiscalização.

Deputado destacou gasto dos Correios com publicidade no momento em que empresa registra rombo bilionário 

Ao acionar o TCU, o deputado Leo Siqueira destacou que a licitação milionária está sendo feita no mesmo momento em que os Correios têm registrado um rombo de R$ 3,2 bilhões em suas contas.

“Uma empresa estatal e monopolista com sérios problemas como os Correios não deveria comprometer R$ 380 milhões com publicidade. Ainda mais sem transparência e critérios objetivos. Os Correios tiveram um prejuízo de R$ 424 milhões só em janeiro deste ano. Não faz sentido gastar praticamente o mesmo valor em publicidade. É dinheiro dos pagadores de impostos que deve ser respeitado”, afirmou o deputado Leo Siqueira em nota enviada à Gazeta do Povo, nesta quinta-feira (10).

A representação protocolada pelo parlamentar teve como fundamento a utilização indevida de recursos públicos, possível direcionamento na licitação, risco de dano ao erário e violação da moralidade administrativa.

O processo segue agora sob análise do ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, e os Correios devem se manifestar nos próximos dias.

A Gazeta do Povo entrou em contato com a Presidência dos Correios para comentar sobre o caso e aguarda retorno.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo/Arquivo

Últimas Notícias

Associações de magistrados rebatem declaração de Dino sobre o Judiciário

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

Cármen Lúcia lamenta descrença nas instituições em meio à crise no STF

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

Lula tenta se distanciar de crise com Moraes e diz que não o indicou à Corte

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

Siga nos

Leia também

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

A manifestação foi uma reação à sessão extraordinária que terminou sem uma definição sobre investigar ou não o ministro Alexandre de Moraes

Em outra postagem Lula escolheu a imagem de um cemitério durante a pandemia e em outra, uma fila de pessoas em uma agência de emprego, com duas fotografias de Bolsonaro para vincular os assuntos

Segundo informações da agência EFE, a missão avaliou a situação dos direitos humanos no país desde a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Ele foi substituído pela ditadora interina Delcy Rodríguez, aliada do governo Donald Trump

No início do mês, Milei anunciou sanções a empresas que explorarem recursos naturais nas Ilhas Malvinas, além da construção de uma base naval integrada na província da Terra do Fogo para aumentar a pressão militar de Buenos Aires nessa disputa

Rolar para cima

Inscrição feita com sucesso!