Notícias Mundo

Trump acumula vitórias na política externa com direito a indicação ao Nobel da Paz

O presidente americano busca agora continuar as negociações diretamente com o país persa, que ainda não deixou claro se concorda com a retomada do diálogo, mas não tem muito espaço para outra escolha

Gazeta do Povo

27 de junho de 2025

Facebook
WhatsApp
Telegram

Notícias Mundo

Trump acumula vitórias na política externa com direito a indicação ao Nobel da Paz

O presidente americano busca agora continuar as negociações diretamente com o país persa, que ainda não deixou claro se concorda com a retomada do diálogo, mas não tem muito espaço para outra escolha

Gazeta do Povo

27 de junho de 2025

WhatsApp
Facebook

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acumulou algumas vitórias importantes nesta semana em sua política externa, que renderam até indicações ao Prêmio Nobel da Paz.

A primeira delas envolve o frágil cessar-fogo no conflito entre Israel e Irã no Oriente Médio. O ataque do final de semana contra instalações nucleares de Teerã foi visto como uma operação bem-sucedida dos americanos, que permitiu ao governo Trump centralizar rapidamente os dois lados da guerra em sua mediação.

O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, descreveu os últimos acontecimentos no Oriente Médio como uma “nova doutrina” de política externa americana focada em três objetivos: definir claramente os interesses nacionais, negociar agressivamente para alcançá-los e usar força esmagadora, “se necessário”.

Trump declarou repetidamente que não permitirá o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã. O presidente americano busca agora continuar as negociações diretamente com o país persa, que ainda não deixou claro se concorda com a retomada do diálogo, mas não tem muito espaço para outra escolha.

Na terça-feira (24), o governo israelense afirmou, por meio de seu embaixador na ONU, Danny Danon, que o presidente Trump é merecedor do Prêmio Nobel da Paz depois de ter intermediado o cessar-fogo. “Acho que devemos agradecê-lo por sua liderança e pelas decisões que tomou, e considerar os esforços dos Estados Unidos”.

Segundo Danon, o acordo conquistado por Washington pode abrir as portas para que novos países árabes integrem os Acordos de Abraão (atualmente assinados pelos Emirados Árabes, Bahrein e Marrocos), que foram intermediados por Trump em seu primeiro mandato para que os países árabes assinassem a paz com Israel e estabelecessem relações diplomáticas.

Todos os países que integram os Acordos de Abraão mantiveram sua posição mesmo no auge da guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza.

Vitória de Trump na Otan: países europeus investirão mais em defesa

Na quarta-feira (25), Trump saiu vitorioso em outro ponto de sua agenda externa, envolvendo desta vez a Otan.

Todos os países-membros, com exceção da Espanha, se comprometeram a investir 5% de seu PIB em defesa até 2035, algo que era exigido do presidente americano para continuar apoiando a aliança militar em meio à crescente ameaça russa na Europa.

Segundo o documento, haverá duas categorias principais de investimento em defesa: pelo menos 3,5% deverão ser alocados para financiar a capacidade militar do grupo e 1,5% podem ser destinados a prioridade secundárias, como o fortalecimento das defesas cibernéticas.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que os Estados Unidos assumiram por muito tempo grande parte do fardo da Aliança Atlântica, mas que essa situação “muda a partir de agora”, com o novo compromisso de gastos com defesa.

“Por muito tempo, um aliado, os Estados Unidos, suportou grande parte desse fardo, e isso muda hoje. Presidente Trump, caro Donald, você tornou essa mudança possível”, disse Rutte, dirigindo-se ao presidente americano em seu discurso aos 32 líderes da Otan na abertura da cúpula da aliança em Haia, na quarta-feira.

Mediação de conflito na Ásia entre países com armas nucleares

O presidente Trump também foi elogiado pela mediação em outro conflito recente na Ásia, envolvendo Índia e Paquistão, dois países vizinhos com armas nucleares.

No final de semana, o governo paquistanês anunciou sua intenção de indicar formalmente o líder da Casa Branca ao Prêmio Nobel da Paz, por sua intervenção para encerrar a crise com a Índia.

“Em um momento de intensa turbulência regional, o presidente Trump demonstrou grande visão estratégica e excepcional habilidade política por meio de uma sólida interação diplomática com Islamabad e Nova Délhi, que reduziu a escalada de uma situação que se deteriorava rapidamente, conseguindo finalmente um cessar-fogo”, diz o texto. O anúncio foi feito após uma recente reunião em Washington entre o chefe do exército do Paquistão, marechal Asim Munir, e o presidente americano.

No momento, a Casa Branca segue focada na mediação da guerra entre Hamas e Israel que, segundo Trump, deve ser influenciada pelo cessar-fogo em solo iraniano.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: YURI GRIPAS/EFE/EPA

Últimas Notícias

Lula sanciona política de minerais críticos e cria conselho com poder de veto

A proposta prevê até R$ 7 bilhões em incentivos para a industrialização e a produção de materiais de maior valor agregado com esses minerais

Filho de Fux orientou Vorcaro a enviar e-mail à secretária do pai no STF

O endereço indicado pertence ao domínio institucional do Supremo e é compatível com o nome de Patrícia Andrade Neves Pertence, chefe de gabinete de Luiz Fux no STF

“De dia mostra a bandeira nacional e de noite vai ficar de quatro para os EUA”, diz Lula sobre irmãos Bolsonaro

Durante um comício em Ceilândia, no Distrito Federal, o petista afirmou que o Brasil “não comporta político vira-lata” e acusou os dois irmãos de buscar apoio dos Estados Unidos contra o país

Siga nos

Leia também

A proposta prevê até R$ 7 bilhões em incentivos para a industrialização e a produção de materiais de maior valor agregado com esses minerais

O endereço indicado pertence ao domínio institucional do Supremo e é compatível com o nome de Patrícia Andrade Neves Pertence, chefe de gabinete de Luiz Fux no STF

Durante um comício em Ceilândia, no Distrito Federal, o petista afirmou que o Brasil “não comporta político vira-lata” e acusou os dois irmãos de buscar apoio dos Estados Unidos contra o país

O caso Master era relatado pelo ministro André Mendonça, mas Fachin encaminhou o processo à presidência da Corte diante da crise interna no STF, paralisando a tramitação

Companhia, que atende oito das dez maiores empresas do agronegócio do país, ampliou a atuação para apoiar na adaptação à Reforma Tributária

Programação "Museus para Todas as Pessoas" reúne acessibilidade, música, cinema, dança e memória

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

Rolar para cima

Inscrição feita com sucesso!