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Trump diz estar próximo de acordo para impedir que Irã tenha armas nucleares

Trump fez essa declaração em Doha, segunda parada de sua viagem regional ao Oriente Médio, onde comentou durante uma reunião com investidores que, de acordo com as últimas informações, "o Irã aparentemente recebeu os termos" de um acordo

Gazeta do Povo

15 de maio de 2025

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Trump diz estar próximo de acordo para impedir que Irã tenha armas nucleares

Trump fez essa declaração em Doha, segunda parada de sua viagem regional ao Oriente Médio, onde comentou durante uma reunião com investidores que, de acordo com as últimas informações, "o Irã aparentemente recebeu os termos" de um acordo

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar nesta quinta-feira (15) que está “chegando perto” de um acordo nuclear com o Irã e que o país “não poderá ter uma arma nuclear”, ressaltando que é “o ponto único e muito simples” que Washington exige para um acordo.

Trump fez essa declaração em Doha, segunda parada de sua viagem regional ao Oriente Médio, onde comentou durante uma reunião com investidores que, de acordo com as últimas informações, “o Irã aparentemente recebeu os termos” de um acordo.

“Eles não vão produzir o que eu chamo coloquialmente de ‘pó nuclear’ (urânio enriquecido). Quero que tenham sucesso, que acabem se tornando um grande país, francamente. Mas eles não podem ter uma arma nuclear, esse é o único ponto”, disse Trump.

O presidente americano reafirmou, assim, que acredita estar “talvez perto de chegar a um acordo” sem ter de recorrer à violência, um caminho que “não quer tomar”.

“Algumas pessoas, muitas pessoas, querem dar esse passo (violência), mas eu não, eu não quero. Então, vamos ver o que acontece. Estamos em negociações muito sérias com o Irã para uma paz de longo prazo e, se a alcançarmos, será fantástico”, acrescentou.

Trump parecia estar se referindo à posição iraniana expressa por Ali Shamkhani, conselheiro sênior do líder supremo Ali Khamenei em questões políticas, militares e nucleares, que, em declarações à emissora americana NBC, assegurou que seu país está disposto a se livrar de seus estoques de urânio altamente enriquecidos, que poderiam ser usados ​​para fins militares.

De acordo com Shamkhani, o Irã enriqueceria urânio aos níveis mínimos necessários para o uso civil e, se houvesse um acordo, também permitiria que inspetores internacionais supervisionassem o processo, tudo em troca de os EUA suspenderem todas as sanções econômicas contra Teerã.

Os comentários do conselheiro de Khamenei foram feitos logo após Trump pedir ajuda ao Catar nas negociações estratégicas para evitar ter que recorrer a uma “opção hostil”.

O Irã anunciou anteriormente que as posições contraditórias das autoridades americanas sobre seu programa nuclear “atrapalham” as negociações nucleares entre os dois lados.

Negociações sobre acordo nuclear começaram há mais de um mês

EUA e Irã iniciaram negociações nucleares em 12 de abril, depois que Trump pediu que Teerã se sentasse à mesa e ameaçou um ataque militar se o país não conseguisse chegar a um acordo sobre seu programa nuclear.

Washington e Teerã realizaram quatro rodadas de negociações nucleares até agora, a mais recente no domingo em Mascate, Omã, onde concordaram em continuar as conversas, embora ainda não tenham anunciado a data e o local da próxima reunião.

Na entrevista de quarta-feira à NBC, Shamkhani expressou preocupação sobre a possibilidade de o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tentar atrapalhar o processo por meio de pressão não oficial em Washington.

“Se os americanos eliminarem o efeito Bibi (como Netanyahu é conhecido), poderão alcançar o acordo facilmente”, destacou Shamkhani.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: EFE/EPA/SAMUEL CORUM

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