Notícias Mundo

Ucrânia denuncia envio de crianças sequestradas pela Rússia para a Coreia do Norte

A especialista, que atua no Centro Regional de Direitos Humanos da Ucrânia, apresentou um depoimento detalhado aos congressistas americanos sobre casos de deportação, “russificação” e violência estatal contra menores retirados à força de territórios ocupados ilegalmente pelo Kremlin

Gazeta do Povo

5 de dezembro de 2025

Facebook
WhatsApp
Telegram

Notícias Mundo

Ucrânia denuncia envio de crianças sequestradas pela Rússia para a Coreia do Norte

A especialista, que atua no Centro Regional de Direitos Humanos da Ucrânia, apresentou um depoimento detalhado aos congressistas americanos sobre casos de deportação, “russificação” e violência estatal contra menores retirados à força de territórios ocupados ilegalmente pelo Kremlin

Gazeta do Povo

5 de dezembro de 2025

WhatsApp
Facebook

Durante uma audiência no Subcomitê de Operações no Exterior do Congresso dos Estados Unidos nesta quarta-feira (3), a jurista ucraniana Kateryna Rashevska afirmou que ao menos duas crianças sequestradas por forças de invasão da Rússia foram enviadas para a Coreia do Norte, a mais de 9 mil quilômetros de seus lares.

A especialista, que atua no Centro Regional de Direitos Humanos da Ucrânia, apresentou um depoimento detalhado aos congressistas americanos sobre casos de deportação, “russificação” e violência estatal contra menores retirados à força de territórios ocupados ilegalmente pelo Kremlin.

Segundo Rashevska, Kiev já identificou “ao menos dois casos de crianças do Leste da Ucrânia deportadas pela Rússia para a Coreia do Norte”. Ela relatou que um menino de 12 anos, identificado como Misha, de Donetsk, e uma adolescente de 16 anos, identificada como Liza, de Simferopol, da Crimeia, foram enviados ao campo de reeducação Songdowon, na Coreia do Norte, onde tiveram contato com “doutrinação ideológica e treinamento militar básico”.

De acordo com o depoimento, as crianças enviadas ao campo norte-coreano “foram ensinadas a ‘destruir militaristas japoneses’ e conheceram veteranos norte-coreanos que, em 1968, atacaram o navio militar dos EUA USS Pueblo, matando e ferindo militares americanos”. A jurista afirmou que esses episódios fazem parte de um sistema mais amplo de militarização e “russificação forçada” promovido pela Rússia em territórios da Ucrânia que atualmente estão sob seu controle.

Conforme a especialista, o Centro Regional de Direitos Humanos já documentou 165 campos de reeducação, distribuídos em áreas ocupadas, na Rússia, Belarus e Coreia do Norte. Rashevska afirmou que tais estruturas visam “quebrar a identidade ucraniana” através de políticas de assimilação cultural, adoção forçada e atribuição compulsória da cidadania russa a menores.

Segundo o testemunho, Moscou ignora obrigações previstas no direito internacional humanitário que exigem registro, monitoramento e reunificação familiar de crianças evacuadas.

“Nenhuma lista foi apresentada ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Nenhuma avaliação foi feita. Nenhuma repatriação voluntária ocorreu”, disse Rashevska, ao criticar a política oficial do Kremlin que insiste tratar as deportações forçadas de menores como “evacuações”.

Durante a audiência, Rashevska pediu que os Estados Unidos ampliem sanções e pressionem Moscou pela devolução imediata dos menores.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Gavril Grigorov/EFE/EPA

Últimas Notícias

Associações de magistrados rebatem declaração de Dino sobre o Judiciário

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

Cármen Lúcia lamenta descrença nas instituições em meio à crise no STF

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

Lula tenta se distanciar de crise com Moraes e diz que não o indicou à Corte

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

Siga nos

Leia também

O ministro afirmou que o Judiciário vive seu momento mais corrupto, gerando reações das entidades que defendem a integridade da categoria e criticam a generalização de casos que deveriam ser tratados de forma individual

A fala ocorre um dia depois de Cármen Lúcia pedir desculpas ao povo brasileiro durante o julgamento realizado pelo STF na terça-feira (15). A sessão terminou sem uma conclusão sobre o relatório que aponta uma relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

O petista disse que Flávio tenta relacioná-lo ao ministro e afirmou que a reação contra Moraes estaria ligada à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023

A manifestação foi uma reação à sessão extraordinária que terminou sem uma definição sobre investigar ou não o ministro Alexandre de Moraes

Em outra postagem Lula escolheu a imagem de um cemitério durante a pandemia e em outra, uma fila de pessoas em uma agência de emprego, com duas fotografias de Bolsonaro para vincular os assuntos

Segundo informações da agência EFE, a missão avaliou a situação dos direitos humanos no país desde a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Ele foi substituído pela ditadora interina Delcy Rodríguez, aliada do governo Donald Trump

No início do mês, Milei anunciou sanções a empresas que explorarem recursos naturais nas Ilhas Malvinas, além da construção de uma base naval integrada na província da Terra do Fogo para aumentar a pressão militar de Buenos Aires nessa disputa

Rolar para cima

Inscrição feita com sucesso!