Economia

VAI FALTAR GRANA EM 2027

O governo resolveu admitir que não vai ter dinheiro para girar a máquina pública em 2027. Os gastos terão que ser revistos, pois não haverá recursos suficientes

Foto de João Fernando Silva

João Fernando Silva

25 de abril de 2025

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VAI FALTAR GRANA EM 2027

O governo resolveu admitir que não vai ter dinheiro para girar a máquina pública em 2027. Os gastos terão que ser revistos, pois não haverá recursos suficientes

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Como vai ficar a vida do investidor e do povo brasileiro em 2027? A grana já acabou. Eu já vinha falando isso há muito tempo, e agora, o que fazer? Calma. Para quem tem conhecimento, não existe informação ruim, existe apenas informação. Então vamos lá, pessoal…

O governo resolveu admitir que não vai ter dinheiro para girar a máquina pública em 2027. Os gastos terão que ser revistos, pois não haverá recursos suficientes. Aliás, já não tem dinheiro agora.

O presidente do Banco Central já declarou que a Caixa terá que rever sua fonte de financiamento para habitação. De um lado, pela falta de recursos para bancar os financiamentos; de outro, porque as pessoas estão descobrindo que poupança não é investimento. Este governo gasta muito com benefícios, mas benefícios não existem de graça: tudo isso volta em forma de cobrança e com juros altíssimos.

E para deixar o cenário ainda mais emocionante, os precatórios, que são dívidas judiciais que o governo precisa pagar, ficaram de fora da revisão de gastos prevista para 2026. Ou seja, esse abacaxi está sendo deixado, bonitinho, para a próxima gestão descascar. Que beleza, né?

O que isso significa? Significa que o governo está dizendo, nas entrelinhas: “Galera, a gente não vai conseguir fechar a conta. Vai faltar dinheiro.” E detalhe: 2026 é ano eleitoral.

Você já viu o governo fazer dieta em ano de eleição? Pois é. O cara passa o mandato inteiro comendo feijoada e, no último ano, resolve fazer jejum intermitente? Não cola.

Em 2027, o governo vai ter que correr atrás de financiamento, pagando juros mais altos para atrair capital. Isso pressiona a Selic, o investimento privado encolhe, o dólar vai embora, e claro, sobe. Adivinha o que vem junto? Inflação. O famoso combo completo.

E tem mais: as projeções de arrecadação estão superestimadas. Estão contando com um superavit que não vai acontecer. Um artigo da CBN já aponta que os números apresentados pelo governo não param em pé. A conta é simples: se você prevê gastar R$ 100 mil por ano, mas “esquece” de colocar na planilha o financiamento da casa e do carro… não tem mágica.

É isso que o governo vem fazendo com vários gastos deixados de fora do orçamento. É por isso que eu insisto: não vejo o dólar caindo no médio e longo prazo no Brasil. O cenário é de desconfiança, falta de credibilidade fiscal e tem uma bomba-relógio sendo jogada sempre para frente.

O Brasil não tem capacidade de suportar a Selic nos patamares em que ela está. Isso já está inviabilizando o investimento, machucando as empresas e, para se ter uma ideia, hoje o trabalhador paga, em média, quase 30% ao ano de juros num financiamento de carro. Estamos, mais uma vez, pagando a conta dos incompetentes que governam este país.

Mas, depois de vender o susto, vamos falar das oportunidades. Por conta de toda essa desconfiança do “mercado” (e o mercado somos todos nós), muita coisa está barata. A renda fixa no Brasil está pagando um caminhão de dinheiro, ações e fundos imobiliários estão com um desconto enorme. Nos meus 15 anos de mercado, nunca vi tanta oportunidade.

Cabe a nós, como investidores, enxergar essas chances e rentabilizar. Vamos jogar o jogo. Se o goleiro só joga adiantado… vamos fazer gol de cobertura.

Eu continuo vendo o mercado lá fora como mais promissor. Acredito nisso por conta do meu viés de longo prazo. O dólar está oferecendo muitas oportunidades na minha visão (isso não é uma recomendação). É uma ótima hora para você, que ainda não dolarizou sua carteira, pensar, analisar e quem sabe entrar no mercado gringo.

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