Economia

Nikolas Ferreira propõe redução automática de salários de políticos no Brasil

O projeto visa criar um mecanismo automático para reduzir os salários do presidente da República, vice-presidente, ministros, deputados e senadores sempre que as contas públicas apresentarem um desequilíbrio fiscal grave

Gazeta do Povo

18 de agosto de 2026

Facebook
WhatsApp
Telegram

Economia

Nikolas Ferreira propõe redução automática de salários de políticos no Brasil

O projeto visa criar um mecanismo automático para reduzir os salários do presidente da República, vice-presidente, ministros, deputados e senadores sempre que as contas públicas apresentarem um desequilíbrio fiscal grave

Gazeta do Povo

18 de agosto de 2026

WhatsApp
Facebook

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) apresentou nesta semana a chamada PEC da Responsabilidade. O projeto visa criar um mecanismo automático para reduzir os salários do presidente da República, vice-presidente, ministros, deputados e senadores sempre que as contas públicas apresentarem um desequilíbrio fiscal grave. A proposta é inspirada em medidas de austeridade da Argentina.

Como funcionariam os cortes salariais nos casos de crise fiscal?

A proposta estabelece gatilhos específicos para que o ajuste aconteça sem a necessidade de novas leis. O desequilíbrio fiscal seria caracterizado se a dívida pública subir cinco pontos percentuais do PIB em dois anos ou se o governo descumprir a meta de resultado primário — que é o saldo entre o que o governo arrecada e gasta, sem contar os juros da dívida — por dois anos seguidos. No primeiro estágio, o corte nos vencimentos seria de 25%. Se a situação não melhorar no ano seguinte, a redução salarial sobe para 50%, atingindo diretamente o bolso do alto escalão do poder federal.

Qual seria o valor reduzido nos salários das principais autoridades?

Atualmente, o presidente da República, senadores e deputados recebem um salário bruto de R$ 46.366,19, valor que marca o teto do funcionalismo público no país. Com a aplicação do primeiro nível de corte da proposta, esse valor cairia para aproximadamente R$ 34,8 mil. Caso o segundo nível de gatilho fosse acionado pela persistência do rombo nas contas, o subsídio chegaria a cerca de R$ 23,2 mil. Segundo o autor do projeto, a ideia é que os políticos sintam na pele os efeitos da má gestão financeira do Estado, poupando a população e os serviços essenciais de cortes iniciais.

Qual é a inspiração para esse modelo de ajuste nas contas?

O deputado admite que a inspiração vem do governo de Javier Milei, na Argentina. Em 2024, o presidente argentino cancelou aumentos para cargos do alto escalão e separou os reajustes de políticos dos demais funcionários públicos. No país vizinho, essa ação fez parte de um pacote maior que incluiu a demissão de 50 mil servidores e a fusão de ministérios, resultando em superávit fiscal e queda na inflação. A diferença é que, na Argentina, a medida partiu de uma decisão do Executivo, enquanto a proposta brasileira quer transformar essa regra em um mecanismo fixo dentro da nossa Constituição.

Quais são as chances de essa proposta se tornar lei no Brasil?

O caminho para aprovação é longo e difícil. Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), Nikolas Ferreira precisa primeiro reunir 171 assinaturas de colegas para que o texto comece a tramitar oficialmente. Se conseguir, o projeto deve passar por comissões e ser votado em dois turnos tanto na Câmara quanto no Senado. Em cada votação, são necessários os votos favoráveis de três quintos dos parlamentares. Isso significa que a classe política teria que votar majoritariamente a favor de uma regra que reduz os seus próprios ganhos financeiros em momentos de crise econômica.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

Créditos: Gazeta do Povo

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Últimas Notícias

Flávio e Lula faltam ao debate do Flow e viram alvos de ataques sobre o Bolsa Família e o caso Master

O encontro, sem os dois candidatos, teve discussões sobre segurança pública, políticas sociais, economia, saúde e educação

Arrecadação do governo bate recorde em agosto e alcança R$ 235 bilhões

De janeiro a agosto, a União arrecadou R$ 2,11 trilhões, alta real de 7,12% em relação ao mesmo período do ano passado. O total inclui os impostos e outras receitas administrados pela Receita Federal e os valores recolhidos por outros órgãos do governo

Agir aposta tudo em Renata Bolsonaro e se agarra a Tarcísio após candidatura inválida

A candidatura da candidata Policial Edjane (Agir) ficou inválida devido à desistência da vice, Professora Nayr Duarte (Agir), e à falta de prazo para a substituição do nome

Siga nos

Leia também

O encontro, sem os dois candidatos, teve discussões sobre segurança pública, políticas sociais, economia, saúde e educação

De janeiro a agosto, a União arrecadou R$ 2,11 trilhões, alta real de 7,12% em relação ao mesmo período do ano passado. O total inclui os impostos e outras receitas administrados pela Receita Federal e os valores recolhidos por outros órgãos do governo

A candidatura da candidata Policial Edjane (Agir) ficou inválida devido à desistência da vice, Professora Nayr Duarte (Agir), e à falta de prazo para a substituição do nome

Em manifestação protocolada nesta terça-feira (22), Mendonça rebateu as acusações e afirmou que os vícios apontados por Moraes estão, na realidade, na própria atuação do ministro no Inquérito 4.781

Os destroços foram localizados na terça-feira (22) pelo Corpo de Bombeiros, que confirmou a morte dos cinco ocupantes, grupo composto pelo cantor, o empresário Bruno Avelar, o piloto, o copiloto e um videomaker

As críticas, sem citar diretamente Trump ou os Estados Unidos, foram feitas durante o discurso de abertura da 81ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em que o Brasil tradicionalmente inicia os debates. Logo após Lula, o presidente norte-americano também discursa por ser o país sede do órgão

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pediu que o presidente da Corte, Edson Fachin, avalie a possibilidade de instaurar uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes pelos crimes de abuso de autoridade e denunciação caluniosa

Rolar para cima

Inscrição feita com sucesso!